{"id":29966,"date":"2026-02-26T15:11:21","date_gmt":"2026-02-26T18:11:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/?p=29966"},"modified":"2026-02-26T15:11:21","modified_gmt":"2026-02-26T18:11:21","slug":"minas-subterraneas-de-minerio-de-ferro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/minas-subterraneas-de-minerio-de-ferro\/","title":{"rendered":"MINAS SUBTERR\u00c2NEAS DE MIN\u00c9RIO DE FERRO"},"content":{"rendered":"<h4>Por Jos\u00e9 Margarida da Silva<span style=\"font-size: 11.0667px;\"> (1)<\/span><\/h4>\n<figure id=\"attachment_29967\" aria-describedby=\"caption-attachment-29967\" style=\"width: 298px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FotoAutor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-29967 size-medium\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FotoAutor-298x300.jpg\" alt=\"Jos\u00e9 Margarida da Silva\" width=\"298\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FotoAutor-298x300.jpg 298w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FotoAutor-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/FotoAutor.jpg 754w\" sizes=\"auto, (max-width: 298px) 100vw, 298px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29967\" class=\"wp-caption-text\">(1) Engenheiro de Minas e professor titular do Departamento de Engenharia de Minas da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto &#8211; UFOP (Foto: DEMIN\/UFOP)<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Resumo<\/strong><\/h3>\n<p>Existem diversos projetos para crescimento de produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro, importante mat\u00e9ria prima para produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o. O min\u00e9rio de ferro \u00e9 produzido em cerca de 50 pa\u00edses. Minas de min\u00e9rio de ferro subterr\u00e2neas foram abertas desde o s\u00e9culo XIX. As principais, mais os projetos, pelo menos de divulga\u00e7\u00e3o oficial, est\u00e3o na China, Su\u00e9cia, Noruega, Ucr\u00e2nia, Austr\u00e1lia e Casaquist\u00e3o. Este artigo compara minas subterr\u00e2neas de min\u00e9rio de ferro, com vistas tamb\u00e9m a demonstrar a situa\u00e7\u00e3o brasileira, pa\u00eds que \u00e9 o segundo maior exportador do min\u00e9rio, mas ainda n\u00e3o possui minas nessa modalidade, embora tenha potencial para realizar essa transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estudos de mina subterr\u00e2nea para min\u00e9rio de ferro ainda s\u00e3o pouco conhecidos no Brasil, mas se trata de caminho natural, \u00e0 medida que a profundidade de cavas a c\u00e9u aberto aumenta e o custo operacional se eleva. Estudos para aumento do aproveitamento de reservas est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o. Como o Brasil possui reservas mais profundas de min\u00e9rios de ferro, sendo os m\u00e9todos de abatimento adequados ao baixo custo operacional, \u00e9 poss\u00edvel extrair mais min\u00e9rios de baixo teor nessa modalidade por esse princ\u00edpio ou outros. Assim, aliada a an\u00e1lise de custo \u00e0s quest\u00f5es geomec\u00e2nicas, se proporciona adequadamente o suporte para tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A lavra de min\u00e9rios de ferro tem import\u00e2ncia crucial na produ\u00e7\u00e3o mineral, com diversos projetos para crescimento de produ\u00e7\u00e3o. O setor de lavra de min\u00e9rio de ferro tem enfrentado, nos \u00faltimos anos, diversos desafios econ\u00f4micos e ambientais. Dep\u00f3sitos minerais em profundidade rasa est\u00e3o pr\u00f3ximos da exaust\u00e3o e a transi\u00e7\u00e3o para opera\u00e7\u00f5es de lavra subterr\u00e2nea, para a extra\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos em profundidade, tornou-se inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Existem minas de min\u00e9rio de ferro subterr\u00e2neas desde o s\u00e9culo XIX. Elas representam cerca de 10% do total. S\u00e3o pelo menos 17, estando localizadas 9 minas (e um projeto) na China, 3 na Su\u00e9cia (mais um projeto), 1 na Noruega, 2 na Ucr\u00e2nia, 1 na Austr\u00e1lia e 1 no Casaquist\u00e3o; mais um projeto no Chile.<\/p>\n<p>O min\u00e9rio de ferro \u00e9 importante mat\u00e9ria prima para produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o, sendo 98% do min\u00e9rio lavrado para essa op\u00e7\u00e3o, com reservas estimadas em cerca de 170 bilh\u00f5es de toneladas no mundo. A lavra em subsolo \u00e9 um processo complexo e altamente especializado, sendo os m\u00e9todos por realce em subn\u00edveis (55%) e por abatimento por subn\u00edveis (45%) os mais populares para min\u00e9rio de ferro. A lavra por subn\u00edveis com enchimento de rocha cimentada tamb\u00e9m \u00e9 usada (Bazaluk et al., 2021).<\/p>\n<p>Este artigo compara as minas subterr\u00e2neas de min\u00e9rio de ferro, com vistas a mostrar semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as com a situa\u00e7\u00e3o brasileira, que ainda n\u00e3o possui minas nessa modalidade, mas com potencial para a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> Panorama das minas de min\u00e9rio de ferro<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O min\u00e9rio de ferro \u00e9 produzido em cerca de 50 pa\u00edses. Austr\u00e1lia e Brasil juntos dominam as exporta\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio de ferro. E, de acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Mundial do A\u00e7o, a demanda de crescimento \u00e9 de 1 a 2% por ano, ao longo da pr\u00f3xima d\u00e9cada (USGS, 2025).<\/p>\n<p>Existem mais de 922 minas de min\u00e9rio de ferro em opera\u00e7\u00e3o, das quais 114 (12%) est\u00e3o na China (Mining Technology, 2024). A maioria dos dep\u00f3sitos na China (11 minas) apresenta baixo teor, com m\u00e9dia de 30% de ferro. Os dep\u00f3sitos de ferro sedimentares-metam\u00f3rficos s\u00e3o os mais comuns e representam aproximadamente 56% das reservas comprovadas de min\u00e9rio no pa\u00eds, com hematita como principal mineral-min\u00e9rio (Li et al., 2015).<\/p>\n<p>Conforme Bakhtavar (2013), a transi\u00e7\u00e3o para lavra subterr\u00e2nea da Mina Chah-Gaz (em <em>block caving<\/em>) aconteceu a 450 m de profundidade. A Mina Dataigou, mais nova mina profunda de grande porte da China, teve produ\u00e7\u00e3o de 9,1 Mt em 2023 (Nasdaq, 2024).\u00a0Foi projetada para abatimento em subn\u00edveis sem pilares (Yan-mei, 2011). Tamb\u00e9m na China, h\u00e1 a Mina de Luohe, em que o m\u00e9todo de abatimento em subn\u00edvel foi substitu\u00eddo pelo realce em subn\u00edveis com enchimento. Os resultados pr\u00e1ticos mostram que, ap\u00f3s a substitui\u00e7\u00e3o, os benef\u00edcios econ\u00f4micos e ambientais da mina superam as expectativas.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo de abatimento em subn\u00edveis, preferido na China devido \u00e0 estrutura simples, alta efici\u00eancia e baixo custo, foi introduzido e amplamente utilizado, especialmente em 8 minas de ferro. A Mina Xishimen, de grande escala, com reserva de 102 Mt, m\u00e9dia de teor 43% de Fe, tem profundidade m\u00e1xima de escava\u00e7\u00e3o de 60 m (Li et al., 2015). A mina Xiaowanggou estende-se de 190 m a mais de 340 m da superf\u00edcie (Ren et al., 2018). Al\u00e9m das minas em opera\u00e7\u00e3o, come\u00e7ou-se a construir um projeto de mina subterr\u00e2nea de min\u00e9rio de ferro.<\/p>\n<p>Estima-se que a mina de Xi&#8217;anshan produzir\u00e1 anualmente 30 Mtpa de min\u00e9rio de ferro e 10 Mtpa de concentrado de ferro. O in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es est\u00e1 previsto para 2027 (World Ports, 2022).<\/p>\n<p>As minas de min\u00e9rio de ferro da Su\u00e9cia apresentam grande produ\u00e7\u00e3o anual, lavradas por abatimento em subn\u00edveis. A Mina de Kiruna, com 27,1 Mtpa, tem corpo de min\u00e9rio tipo ferro (magnetita)-apatito, conhecido at\u00e9 2 km, com teor de 48,3%. A Mina Malmberget, com 15,6 Mtpa, tem tamb\u00e9m como min\u00e9rio o magnetitito, com teor de 49 a 63% de ferro, entre 950 e 1.600 m de profundidade (Lund, 2013; Shekhar et al., 2017). Reservas totalizam 350 Mt de min\u00e9rio. A Mina Konsuln funcionou como mina teste, entre 2018 e 2020, tamb\u00e9m por abatimento em subn\u00edveis, com extra\u00e7\u00e3o em 3 n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o e limite a cerca de 390\u00a0m de profundidade, para taxa que seria elevada para 1,8 a 3\u00a0Mtpa (Gyamfi et al., 2021). O projeto Blotberget \u00e9 outro de mina subterr\u00e2nea de ferro na Su\u00e9cia (N.S.Energy, 2020), com vida \u00fatil prevista para 12 anos, produ\u00e7\u00e3o de 3 Mtpa de magnetita\/hematita, teor de 36,27% de ferro, utilizando-se enchimento p\u00f3s-lavra com pilares. Rampa de acesso se estender\u00e1 at\u00e9 820 m.<\/p>\n<p>Na Mina Kvannevan, na Noruega, ap\u00f3s mais de 30 anos de lavra a c\u00e9u aberto, iniciou-se a lavra subterr\u00e2nea em 2000, com o m\u00e9todo de realce em subn\u00edveis. A combina\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro de baixo teor (m\u00e9dia 33,5% ferro) e desafios geomec\u00e2nicos s\u00e9rios levou a estudos para aumentar capacidade e reservas (Sand et al., 2011) e houve mudan\u00e7a para abatimento em subn\u00edveis (Rana Gruber, 2013).<\/p>\n<p>Em 2024, aprovou-se plano de transi\u00e7\u00e3o da mina a c\u00e9u aberto North Pit, na Austr\u00e1lia, para mina subterr\u00e2nea, com lavra por abatimento em subn\u00edveis e em blocos. A previs\u00e3o \u00e9 de 2,9 Mtpa de produto a partir de 2029. A produ\u00e7\u00e3o total, a c\u00e9u aberto e subterr\u00e2nea, ao longo de 15 anos, \u00e9 de 40,8 Mt de concentrado de magnetita.<\/p>\n<p>Na Ucr\u00e2nia, na Mina Pivdenno-Bilozerske, enchimento cimentado \u00e9 utilizado em min\u00e9rio (hematita e martita) de teor superior a 60%. No sistema de abatimento, usado na Mina Kryvyi Rih, o teor m\u00e9dio de ferro \u00e9 de 25 a 40%, a uma profundidade de mais de 1.000 m. No Casaquist\u00e3o, Sokolovsky \u00e9 uma mina a c\u00e9u aberto e subterr\u00e2nea, que produziu, em 2023, 7,5 Mt de min\u00e9rio de ferro (Nasdaq, 2024). Os principais minerais-min\u00e9rio s\u00e3o: magnetita, pirita, martita e hematita (Antonov et al., 1997; Mindat, 2026).<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o International Mining (2025) relata que a Compa\u00f1\u00eda Minera del Pac\u00edfico abriu t\u00fanel explorat\u00f3rio de 2 km em Minas El Romeral, no Chile, que estender\u00e1 a vida \u00fatil da opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2034, projetando 18 Mt de min\u00e9rio de magnetita com teor de 42% de ferro, para uma produ\u00e7\u00e3o de 2 a 4 Mtpa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_29968\" aria-describedby=\"caption-attachment-29968\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Foto2-2-e1772128779767.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-29968 size-full\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Foto2-2-e1772128779767.jpg\" alt=\"Foto 2: Mina Concei\u00e7\u00e3o, da Vale, possui corpo rico de hematita abaixo do itabirito duroCr\u00e9dito: Bruno Vereza\/Vale\" width=\"700\" height=\"467\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29968\" class=\"wp-caption-text\">Foto 2: Mina Concei\u00e7\u00e3o, da Vale, possui corpo rico de hematita abaixo do itabirito duro<br \/>( Bruno Vereza\/Vale)<\/figcaption><\/figure>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>Dep\u00f3sitos para lavra subterr\u00e2nea de min\u00e9rio de ferro no Brasil<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A produ\u00e7\u00e3o esperada de min\u00e9rio de ferro para o Brasil em 2026 \u00e9 de 440 Mt. A lavra a c\u00e9u aberto representa cerca de 12% das reservas mundiais. O potencial da minera\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea da Vale em Minas Gerais \u00e9 pouco conhecido. Estudos de mina subterr\u00e2nea para min\u00e9rio de ferro ainda s\u00e3o pouco divulgados no Brasil. Corpos de hematita de alto teor, j\u00e1 comprovados por furos de sonda, se aprofundam abaixo do \u00faltimo banco de cavas paralisadas, que atingiram limite t\u00e9cnico econ\u00f4mico para lavra a c\u00e9u aberto ou em processo de exaust\u00e3o, nas minas do Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero (MG). A Vale pretende abrir uma mina subterr\u00e2nea de min\u00e9rio de ferro nos pr\u00f3ximos anos em Itabira (MG). A ideia de projeto de lavra subterr\u00e2nea de min\u00e9rio de ferro pela l\u00edder de mercado, em Minas Gerais, j\u00e1 vem sendo analisada h\u00e1 algum tempo (CPG, 2021).<\/p>\n<p>Somado todo o min\u00e9rio rico (hematitas) com restri\u00e7\u00f5es a lavra a c\u00e9u aberto, em jazidas no Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero, cuja extra\u00e7\u00e3o se limita a m\u00e9todos subterr\u00e2neos de lavra, t\u00eam-se da ordem de centenas de milh\u00f5es de toneladas. As litologias principais s\u00e3o constitu\u00eddas por itabiritos e hematitas. Com a exaust\u00e3o das reservas ricas e menos profundas e a recente queda na produ\u00e7\u00e3o de Caraj\u00e1s, entre outros fatores, o tema da transi\u00e7\u00e3o para subsolo, originalmente das d\u00e9cadas de 1980 e 1990, para as Minas Timbopeba, em Ouro Preto, e C\u00f3rrego do Feij\u00e3o, em Brumadinho, em Minas Gerais, pelo menos, voltou a ser levantado.<\/p>\n<p>Brandi (2009, 2012) estudou modelo conceitual de galeria subterr\u00e2nea para extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro na Mina Tamandu\u00e1, no Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero. Recursos potencialmente lavr\u00e1veis em subsolo somam 88 Mt. O autor relatou condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas que suportariam a sele\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo <em>sublevel stoping with back-filling, <\/em>de forma ascendente. O projeto teria 18 anos de vida \u00fatil, extraindo cerca de 4,8 Mtpa. Os altos valores encontrados para os custos operacionais indicavam que o projeto requeria maior tempo de matura\u00e7\u00e3o, desenvolvimento de pesquisas operacionais e mais estudos em geologia estrutural e mec\u00e2nica de rochas. O corpo de min\u00e9rio \u00e9 composto por min\u00e9rio macio e, secundariamente, por lentes de min\u00e9rio hemat\u00edtico compacto, para a profundidade m\u00e1xima 600 m (Salom\u00e9, 2011).<\/p>\n<p>J\u00e1 em Itabira, surgem estudos que apontam possibilidade de continuidade da lavra, al\u00e9m de 2041, com sua mudan\u00e7a para lavra subterr\u00e2nea. Um caminho natural, \u00e0 medida que a profundidade da cava aumenta e o custo operacional se eleva (Ramos, 2025). Estudos geol\u00f3gicos recentes indicam presen\u00e7a de corpo de hematita rico na cava da mina Concei\u00e7\u00e3o, com potencial extra\u00e7\u00e3o por lavra subterr\u00e2nea, localizado abaixo do itabirito duro, diferindo dos dep\u00f3sitos superficiais j\u00e1 exauridos. O corpo de min\u00e9rio, com alto teor de ferro (geralmente acima de 60%), estaria localizado abaixo das minas Concei\u00e7\u00e3o e Chacrinha, nas Minas do Meio e produziria volume de est\u00e9reis e rejeitos bem menor que o processo com os itabiritos (Vila de Utopia, 2025).<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rios Finais<\/strong><\/p>\n<p>Vinte dep\u00f3sitos (minas ou projetos) de min\u00e9rio de ferro s\u00e3o tratados neste artigo. Com o ritmo de lavra praticado nos \u00faltimos anos, observa-se grande n\u00famero de minas em fechamento e descomissionamento que, ao fim da sua vida \u00fatil, det\u00eam min\u00e9rio remanescente de alto teor (em geral hematitas compactas e fri\u00e1veis, com teor de ferro superior a 64%), cuja restri\u00e7\u00e3o de lavra se d\u00e1 por raz\u00f5es t\u00e9cnico-econ\u00f4micas, ambientais e ou sociais.<\/p>\n<p>Estudos para aumento do aproveitamento de reservas est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o. Como o Brasil possui reservas mais profundas de min\u00e9rio de ferro, sendo os m\u00e9todos de abatimento adequados ao baixo custo operacional, \u00e9 poss\u00edvel extrair mais min\u00e9rios de baixo teor.<\/p>\n<p>Nesses estudos se faz necess\u00e1rio, al\u00e9m de provar a quantidade e qualidade do dep\u00f3sito em galeria explorat\u00f3ria e furos de sonda, propor-se a adequa\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas e geomec\u00e2nicas do corpo de min\u00e9rio e das rochas encaixantes para tomada de decis\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio o levantamento de par\u00e2metros dos maci\u00e7os rochosos em galerias j\u00e1 existentes ou novas escava\u00e7\u00f5es para dar suporte a tomadas de decis\u00e3o de lavra potencial em subsolo de dep\u00f3sitos remanescentes de min\u00e9rios met\u00e1licos, como o ferro.<\/p>\n<p>Levando-se em conta todos os aspectos pertinentes, a extra\u00e7\u00e3o em parte dos dep\u00f3sitos s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel por meio de lavra subterr\u00e2nea. Sem bom planejamento, n\u00e3o aproveitar\u00edamos parcela significa dos recursos, com os m\u00e9todos mais conhecidos atualmente. Persistem, aliados aos desafios da geomec\u00e2nica, os de controlar os custos operacionais. O que motiva em muito a pesquisa, para a extra\u00e7\u00e3o mais sustent\u00e1vel, aplica\u00e7\u00e3o de enchimento, aproveitamento de reservas e de vantagens da lavra subterr\u00e2nea, com aplica\u00e7\u00e3o de tecnologia adequada: ventila\u00e7\u00e3o sob demanda, controles por sensores e ve\u00edculos el\u00e9tricos na opera\u00e7\u00e3o de lavra.<\/p>\n<h5><strong>Foto em destaque no alto da p\u00e1gina: <\/strong>Mina subterr\u00e2nea Malmberget, na Su\u00e9cia, operada pela LKAB (LKAB\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h5>\n<h3><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n<p>Bakhtavar E. 2013. Transition from open-pit to underground in the case of Chah-Gaz iron ore combined mining.\u00a0Journal of Mining Sciences,\u00a049, p. 955\u2013966.<\/p>\n<p>Bazaluk O; Petlovanyi M; Lozynskyi V; Zubko S; Sai K; Saik P. 2021. Sustainable Underground Iron Ore Mining in Ukraine with Backfilling Worked-Out Area. Sustainability,\u00a013(2), 834.<\/p>\n<p>Brandi IV.\u00a0 2009. Projeto Conceitual de Mina Subterr\u00e2nea Mina do Tamandu\u00e1, no Complexo Vargem Grande, Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero\u2013MG. Semin\u00e1rio Vale de Geotecnia e Hidrogeologia Aplicadas \u00e0 Minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Brandi IV.\u00a0 2012. Modelo conceitual de galeria subterr\u00e2nea para explota\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro no Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero\u2013 MG. NUGEO. UFOP.<\/p>\n<p>Britannica. 2025. Underground Mining. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.britannica.com\/technology\/mining\/Underground-mining; acesso: jan\/2026.<\/p>\n<p>CPG. 2021. Vale studies exploration of iron ore by underground mine in Itabira-MG. Dispon\u00edvel em: https:\/\/en.clickpetroleoegas.com.br\/Vale-studies-exploration-of-iron-ore-by-underground-mine-in-Itabira-mg; acesso: jan\/2026.<\/p>\n<p>Gyamfi S; Halim A; Martikainen A. 2021. Development of Strategies to Reduce Ventilation and Heating Costs in a Swedish Sublevel Caving Mine\u2014a Unique Case of LKAB\u2019s Konsuln Mine. Mining Metallurgy &amp; Exploration,\u00a039(2).<\/p>\n<p>International Mining. 2025. CMP inaugurates exploratory underground iron ore mine tunnel at El Romeral. Dispon\u00edvel em: https:\/\/im-mining.com\/2025\/06\/04\/cmp-inaugurates-exploratory-underground-iron-ore-mine-tunnel-at-el-romeral; acesso: jan\/2026.<\/p>\n<p>Yan-mei, G. 2011. The Research of Dataigou Mine Ventilation. 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