{"id":28478,"date":"2025-07-18T10:38:34","date_gmt":"2025-07-18T13:38:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/?p=28478"},"modified":"2025-07-18T10:42:31","modified_gmt":"2025-07-18T13:42:31","slug":"como-o-minerio-de-ferro-desafiou-o-colapso-imobiliario-chines","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/como-o-minerio-de-ferro-desafiou-o-colapso-imobiliario-chines\/","title":{"rendered":"COMO O MIN\u00c9RIO DE FERRO DESAFIOU O COLAPSO IMOBILI\u00c1RIO CHIN\u00caS"},"content":{"rendered":"<h5>Por Ricardo Viana (*)<\/h5>\n<p>O colapso do setor imobili\u00e1rio chin\u00eas, combinado com a queda abrupta dos lan\u00e7amentos residenciais, colocou \u00e0 prova a cl\u00e1ssica correla\u00e7\u00e3o entre constru\u00e7\u00e3o civil e demanda por a\u00e7o. Era de se esperar um impacto profundo sobre os pre\u00e7os do min\u00e9rio de ferro. E, no entanto, eles resistiram. Desde o in\u00edcio da crise, a commodity manteve-se teimosamente em torno de 100 d\u00f3lares por tonelada, desafiando o consenso do mercado.<\/p>\n<p>Essa resili\u00eancia contrasta com as sucessivas previs\u00f5es catastrofistas que assombraram o setor por d\u00e9cadas. Todas elas tinham algo em comum: a percep\u00e7\u00e3o de que a demanda por moradia na China era artificial, impulsionada mais por uma l\u00f3gica de poupan\u00e7a (ou especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria) do que por necessidade habitacional. O racioc\u00ednio era simples: bastaria um aperto do governo para essa bolha estourar. Com ela, desabaria tamb\u00e9m o setor de minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse momento chegou em 2020, com a imposi\u00e7\u00e3o das &#8220;Three Red Lines&#8221; pelo governo chin\u00eas. A iniciativa visava limitar o endividamento das incorporadoras, restringindo o acesso ao cr\u00e9dito com base em tr\u00eas m\u00e9tricas objetivas: alavancagem bruta, d\u00edvida l\u00edquida e cobertura de curto prazo por caixa. O objetivo era claro: frear a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e dar um recado de que &#8220;casas s\u00e3o para morar, n\u00e3o para especular&#8221;.<\/p>\n<p>O timing, no entanto, foi infeliz. O mercado estava aquecido e havia uma fila de empreendimentos em pr\u00e9-venda prestes a entrar em constru\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a fase intensiva em capital. A s\u00fabita escassez de cr\u00e9dito foi fatal para as construtoras (mesmo as gigantes como a Evergrande), que entraram em colapso em meio a um ciclo de queima de caixa. Os lan\u00e7amentos despencaram mais de 60% desde os picos de 2020, e o setor viveu sua maior retra\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica que por anos guiou o mercado, \u201cse real estate na China vai bem, o min\u00e9rio vai bem\u201d, indicava um desastre iminente. Estimativas tradicionais atribu\u00edam \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e infraestrutura cerca de 60% da demanda interna chinesa por a\u00e7o. Uma queda dessa magnitude no setor residencial deveria, portanto, gerar um impacto brutal no consumo. A \u201cconta de padaria\u201d apontava para uma retra\u00e7\u00e3o acima de 20% da demanda de a\u00e7o \u2014 algo sem precedentes. Al\u00e9m disso, diante de tamanha retra\u00e7\u00e3o, o governo chin\u00eas se manteve praticamente inerte com rela\u00e7\u00e3o a lan\u00e7ar volumosos est\u00edmulos, como fizera no passado. Parecia estar tudo indo de acordo com os planos de Xi.<\/p>\n<p>Dif\u00edcil imaginar um cen\u00e1rio mais adverso para o min\u00e9rio de ferro. No entanto, o que aconteceu foi o oposto. O pre\u00e7o do min\u00e9rio oscilou de forma controlada, e os produtores, inclusive os de maior custo, seguiram gerando caixa. O diagn\u00f3stico exige um olhar atento sobre os fundamentos de oferta e demanda.<\/p>\n<p>Do lado da demanda, o principal amortecedor foi a exporta\u00e7\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o chinesa manteve-se est\u00e1vel, apesar da queda no setor imobili\u00e1rio. Para isso, a China aumentou significativamente suas exporta\u00e7\u00f5es l\u00edquidas, que ultrapassaram 100 milh\u00f5es de toneladas por ano (o dobro do observado no per\u00edodo imediatamente p\u00f3s-Covid). Essa v\u00e1lvula de escape deslocou a press\u00e3o para outros mercados, comprimindo as margens das sider\u00fargicas globais.<\/p>\n<p>Um deslocamento dessa magnitude s\u00f3 foi poss\u00edvel por conta da pujan\u00e7a dos chamados mercados perif\u00e9ricos. Mesmo no Brasil, a demanda aparente de a\u00e7o surpreendeu. O consumo voltou a patamares similares aos do pico da pandemia, ainda que com margens do a\u00e7o comprimidas por importa\u00e7\u00f5es agressivas. Esses fatores ajudaram a manter o equil\u00edbrio global, mesmo com a queda da demanda interna chinesa \u2014 que, ajustada pelas exporta\u00e7\u00f5es, encolheu cerca de 15%. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, o consumo de cimento na China, tamb\u00e9m exposto \u00e0 constru\u00e7\u00e3o, caiu aproximadamente 30% desde 2021.<\/p>\n<p>Parte da discrep\u00e2ncia de performance entre os dois se justifica pela substitui\u00e7\u00e3o parcial da demanda da constru\u00e7\u00e3o por consumo industrial. O governo chin\u00eas promoveu est\u00edmulos \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de capacidade produtiva \u2014 em parte respons\u00e1vel pela atual preocupa\u00e7\u00e3o com sobre oferta \u2014 e a produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos e linha branca, setores tamb\u00e9m intensivos em a\u00e7o. Estes efeitos combinados geraram uma curiosa estabilidade na demanda por a\u00e7o global.<\/p>\n<p>Do lado da oferta, o contraste com 2015-16 \u00e9 marcante. \u00c0 \u00e9poca, o mercado sofreu com uma onda de aumento de capacidade, com o nascimento da Fortescue e o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es em S11D, da Vale. J\u00e1 nos \u00faltimos anos, o cen\u00e1rio foi de not\u00e1vel estabilidade. Os grandes produtores (Vale, Rio Tinto, BHP e Fortescue) mantiveram volumes relativamente constantes, sem expans\u00e3o significativa. Sem crescimento da demanda e sem novos projetos relevantes entrando em opera\u00e7\u00e3o, os pre\u00e7os permaneceram ancorados. Os ajustes marginais de volume reca\u00edram sobre mineradoras de alto custo, que s\u00f3 sobrevivem com pre\u00e7os acima de 100 d\u00f3lares.<\/p>\n<p>\u00c9 sempre mais f\u00e1cil interpretar os movimentos do mercado em retrospectiva. A estabilidade tanto da oferta quanto da demanda explica por que o mercado errou em sua proje\u00e7\u00e3o pessimista. Mas a pergunta agora se torna: e daqui para frente?<\/p>\n<p>No curto prazo, o setor imobili\u00e1rio chin\u00eas mostra sinais de estabiliza\u00e7\u00e3o. Embora distante dos tempos \u00e1ureos, o pior parece ter passado. No entanto, a China est\u00e1 no centro das tens\u00f5es comerciais globais. A guinada protecionista iniciada com Trump e ampliada por outros governos dificulta o avan\u00e7o das exporta\u00e7\u00f5es chinesas, n\u00e3o apenas no a\u00e7o. A consequ\u00eancia pode ser uma compress\u00e3o mais dura sobre a margem das ind\u00fastrias dom\u00e9sticas e limita\u00e7\u00e3o dos volumes de produto exportado.<\/p>\n<p>No Ocidente, o aumento de tarifas e o esfor\u00e7o de reindustrializa\u00e7\u00e3o podem elevar o custo do a\u00e7o, sem contrapartida clara em crescimento de demanda. Trata-se de um ambiente macro adverso, que desafiar\u00e1 o crescimento das economias.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 do lado da oferta que reside o maior risco ao equil\u00edbrio atual. Um novo ciclo de entrada de toneladas de baixo custo se aproxima, que pode, sim, mexer na \u00e2ncora dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>O caso mais emblem\u00e1tico \u00e9 o da mina de Simandou, na Guin\u00e9. O projeto, que envolve a Rio Tinto e o cons\u00f3rcio chin\u00eas WCS, deve iniciar exporta\u00e7\u00f5es ainda este ano, com capacidade de atingir 120 milh\u00f5es de toneladas anuais (mais de um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o da Vale). Soma se a ele a expans\u00e3o de S11D no Brasil e Onslow, da Mineral Resources, na Austr\u00e1lia. Juntos, os projetos adicionam mais de 15% \u00e0 oferta dos majors \u2014 magnitude compar\u00e1vel \u00e0 que desencadeou a crise de 2015-16.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que h\u00e1 elementos que podem mitigar esse choque: a queda do teor m\u00e9dio do min\u00e9rio (que exige mais beneficiamento), o esgotamento progressivo das jazidas mais ricas e o aumento do rigor regulat\u00f3rio em Brasil e Austr\u00e1lia. Desde Mariana, Brumadinho e o caso de Juukan Gorge, na Austr\u00e1lia, as licen\u00e7as ambientais se tornaram mais dif\u00edceis e lentas de obter.<\/p>\n<p>Ainda assim, \u00e9 dif\u00edcil imaginar que um movimento de oferta dessa magnitude passe despercebido. Caso n\u00e3o haja uma contrapartida de crescimento da demanda global, os pre\u00e7os tendem a ceder, e definitivamente testar patamares abaixo dos 100 d\u00f3lares. Acredito que a faixa dos 80 USD\/ton, que deixa os pequenos produtores brasileiros e australianos no vermelho, se tornar\u00e1 uma refer\u00eancia plaus\u00edvel.<\/p>\n<h5>(*) Ricardo Viana \u00e9engenheiro de petr\u00f3leo e analista de a\u00e7\u00f5es do setor de energia<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Viana explica porque a commodity manteve-se teimosamente em torno de 100 d\u00f3lares por tonelada, desafiando o consenso do mercado<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":28472,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-28478","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mercado"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>COMO O MIN\u00c9RIO DE FERRO DESAFIOU O COLAPSO 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