{"id":21522,"date":"2022-11-16T17:29:48","date_gmt":"2022-11-16T20:29:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/?p=21522"},"modified":"2022-11-16T17:29:48","modified_gmt":"2022-11-16T20:29:48","slug":"um-expansionista-da-pesquisa-mineral-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/um-expansionista-da-pesquisa-mineral-no-brasil\/","title":{"rendered":"UM EXPANSIONISTA DA PESQUISA MINERAL NO BRASIL"},"content":{"rendered":"<p>Experiente quadro da ADIMB \u2013 Ag\u00eancia para o Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o do Setor Mineral Brasileiro, entidade com 26 anos de hist\u00f3ria, ele \u00e9 um ativista em prol da pesquisa mineral no Brasil. Ge\u00f3logo formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), teve seu primeiro emprego em uma multinacional sul- africana de ouro, passou por uma editora de livros t\u00e9cnicos e voltou para a minera\u00e7\u00e3o como gerente nacional de uma junior company de ouro e platin\u00f3ides. Admitido na \u00e1rea de Explora\u00e7\u00e3o Mineral da Codelco do Brasil se tornou, logo depois, presidente da empresa, posi\u00e7\u00e3o que ocupou por 14 anos, at\u00e9 mar\u00e7o de 2022, quando a gigante estatal chilena de cobre encerrou suas opera\u00e7\u00f5es por aqui.<\/p>\n<p>Desde abril deste ano, Marcos Andr\u00e9 Gomes Veiga Gon\u00e7alves \u00e9 o diretor de Metais B\u00e1sicos e Novos Neg\u00f3cios da Bemisa, mineradora brasileira que opera o Complexo Baratinha, de min\u00e9rio de ferro, em Minas Gerais, e est\u00e1 implantando o projeto \u00c1gua Azul, de ouro, no Par\u00e1. Na nova casa, o executivo tem a fun\u00e7\u00e3o, entre outras, de captar projetos minerais promissores e investir em seu desenvolvimento, ampliando a carteira de ativos miner\u00e1rios da empresa, j\u00e1 bastante m\u00faltipla. Gon\u00e7alves \u00e9 tamb\u00e9m o presidente do Conselho Diretor da ADIMB, que se prepara para realizar, em novembro, o d\u00e9cimo Simp\u00f3sio Brasileiro de Explora\u00e7\u00e3o Mineral (Simexmin), este ano de forma presencial.<\/p>\n<p>Nesta entrevista exclusiva \u00e0 <strong>In the Mine<\/strong>, o ge\u00f3logo fala das diferen\u00e7as de trabalhar em junior e major companies, da ADIMB, da Bemisa, do PDAC 2022 e, claro, do Simexmin. Aborda, ainda, temas como explora\u00e7\u00e3o mineral no Brasil e mecanismos para seu financiamento e desaprova a revis\u00e3o do marco legal da minera\u00e7\u00e3o. O executivo faz, ainda, considera\u00e7\u00f5es sobre a minera\u00e7\u00e3o em Terras Ind\u00edgenas e a dificuldade do setor em comunicar uma imagem positiva da minera\u00e7\u00e3o. A jovens ge\u00f3logos recomenda a experimenta\u00e7\u00e3o, as descobertas e as boas amizades. Avisa que nada vem f\u00e1cil. E que \u00e9 preciso seguir em frente.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Em seus 26 anos de atua\u00e7\u00e3o no setor mineral, o senhor trabalhou em junior e major companies. Quais as diferen\u00e7as entre essas empresas?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Os contrastes s\u00e3o evidentes. Em uma junior company, o horizonte de planejamento \u00e9, na maioria das vezes, de muito de curto prazo. J\u00e1 as majors t\u00eam capacidade de elaborar um planejamento estrat\u00e9gico, considerando prazos mais longos. Outra grande diferen\u00e7a entre as pequenas e grandes empresas onde atuei era a forma como cada uma se posicionou ao longo dos ciclos de baixas e altas dos pre\u00e7os das commodities, retraindo ou mantendo seu investimento nos projetos.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Como foi presidir a Codelco do Brasil, a gigante estatal de cobre do Chile?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Entrei para a Codelco em 2008 e, em 2009, fui nomeado como presidente porque a empresa queria um executivo brasileiro \u00e0 frente de suas opera\u00e7\u00f5es no Brasil. Durante os 14 anos em que exerci esse cargo tive muitas experi\u00eancias gratificantes, especialmente a de lidar com todos os profissionais que por l\u00e1 passaram. Testemunhei cinco gest\u00f5es diferentes da matriz da companhia no Chile, todas com a resili\u00eancia de persistir na expans\u00e3o internacional. Nesse per\u00edodo realizamos pesquisa mineral em quase todos os estados do Brasil, exceto na faixa de fronteira, avaliando centenas de oportunidades pr\u00f3prias e de terceiros. Como a Codelco \u00e9 uma empresa que, pela lei chilena, s\u00f3 pode operar minas de cobre, os projetos de outra natureza eram vendidos no mercado, sempre deixando a porta aberta para, no futuro, desenvolver um projeto espec\u00edfico de cobre. Foi uma f\u00f3rmula muito exitosa, embora complicada se consideramos os mega jazimentos de cobre existentes no Chile.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>O foco aqui, ent\u00e3o, era buscar grandes dep\u00f3sitos de cobre?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Sim. Mas tamb\u00e9m consideramos jazidas menores, de cobre ou n\u00e3o, que pudessem gerar neg\u00f3cios para a companhia e financiar sua opera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, sem a necessidade de aportes constantes da matriz. Embora pare\u00e7a uma vis\u00e3o racional e sensata, nem sempre \u00e9 f\u00e1cil atuar assim. O Brasil tem potencial para ocorr\u00eancias de cobre, mas nossa perspectiva era a de uma empresa que produz centenas de milhares de toneladas de cobre por ano. Outra experi\u00eancia interessante na Codelco foi a maneira paciente e pragm\u00e1tica com que a alta dire\u00e7\u00e3o lidou com as crises de 2008\/2009 (subprime), mundial, e de 2013\/2014 (paralisa\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o de alvar\u00e1s de pesquisa), no Brasil. \u00a0N\u00e3o houve a decis\u00e3o f\u00e1cil e imediatista de encerrar a opera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds e focar no Chile. Essa decis\u00e3o s\u00f3 veio em mar\u00e7o de 2022, essencialmente para priorizar os projetos gigantes de expans\u00e3o no Chile.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Desde abril deste ano, o senhor \u00e9 o diretor de Metais B\u00e1sicos e Novos Neg\u00f3cios da Bemisa. Qual \u00e9 o hist\u00f3rico da companhia?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>A Bemisa \u00e9 uma empresa brasileira, que iniciou atividades em 2007 e atravessou v\u00e1rios ciclos de alta e baixa do setor de minera\u00e7\u00e3o. Entre eles, uma passagem interessante \u00e9 a dos dois anos da pandemia de Covid-19, per\u00edodo em que a empresa n\u00e3o interrompeu suas atividades e ainda cresceu, saindo de 500 para cerca de 850 empregados diretos, sem contar os terceirizados. Hoje, temos o Complexo Baratinha em Minas Gerais, com capacidade de produ\u00e7\u00e3o de 2,3 Mtpa de min\u00e9rio de ferro e projeto de expans\u00e3o da vida \u00fatil da mina. Em breve, teremos tamb\u00e9m a entrada em opera\u00e7\u00e3o da mina de ouro \u00c1gua Azul, na cidade hom\u00f4nima no Par\u00e1. A princ\u00edpio, em fase experimental com guia de utiliza\u00e7\u00e3o e, na sequ\u00eancia, por meio de decreto de lavra, com produ\u00e7\u00e3o inicial de 14 mil on\u00e7as de ouro ao ano.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>A Bemisa tem uma carteira variada de projetos. Como eles devem ser financiados?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>A empresa busca diversificar e ampliar seu portf\u00f3lio de projetos, criando valor e aproveitando as oportunidades de neg\u00f3cio que surgem. Uma das minhas fun\u00e7\u00f5es na empresa, ali\u00e1s, \u00e9 captar bons projetos e investir neles. A forma de financiamento \u00e9 uma decis\u00e3o do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o, mas, essencialmente, s\u00e3o empregados recursos pr\u00f3prios. \u00c0s vezes, um projeto entra em um ritmo de espera para que outro, com melhores resultados, possa ser impulsionado. \u00c9 uma forma de atua\u00e7\u00e3o comum a outras empresas do setor.<\/p>\n<blockquote>\n<h3>\u201cA maior diferen\u00e7a entre uma grande e uma pequena mineradora \u00e9 como cada uma se posiciona ao longo dos ciclos de baixas e altas dos pre\u00e7os das commodities\u201d<\/h3>\n<\/blockquote>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Atualmente, o senhor \u00e9 presidente do Conselho Superior da ADIMB. Como tem sido sua participa\u00e7\u00e3o na entidade?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Tenho um relacionamento de cerca de 20 anos com a ADIMB e, desde ent\u00e3o, tenho dedicado parte de meu tempo \u00e0 institui\u00e7\u00e3o, onde sempre convivi com profissionais da mais alta categoria. J\u00e1 exerci a presid\u00eancia executiva duas vezes e agora estou como presidente do Conselho Superior. Os principais focos da ag\u00eancia s\u00e3o a pesquisa mineral, a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e a capacita\u00e7\u00e3o de profissionais do setor. Nesse contexto, a ADIMB possui as capacidades necess\u00e1rias, por exemplo, para reunir, em um mesmo projeto, uma equipe de pesquisadores de universidades, companhias de pesquisa como o SGB-CPRM (Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil), consultorias e empresas de minera\u00e7\u00e3o. As mineradoras, que s\u00e3o associadas da ADIMB e financiam esses projetos, passado o per\u00edodo de confidencialidade, liberam o trabalho para divulga\u00e7\u00e3o p\u00fablica, contribuindo para agregar conhecimento t\u00e9cnico ao setor como um todo. Hoje, temos projetos colaborativos com a Vale, a Centaurus e a Oz Minerals, por exemplo, que buscam resolver quest\u00f5es importantes relacionadas \u00e0 pesquisa mineral nessas empresas.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Como a entidade foi se atualizando, ao longo do tempo, diante de tantas mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas e conceituais na minera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Acredito que a ADIMB tem reverberado todas as transforma\u00e7\u00f5es que ocorreram no setor mineral. Muita coisa mudou: a maneira de lidar, tratar e obter patroc\u00ednios, seja para cursos, projetos ou expedi\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas. Temos que considerar a LGPD (Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados) e quest\u00f5es de compliance, rastreabilidade e transpar\u00eancia. As exig\u00eancias das empresas s\u00e3o muito maiores, o que requer maiores cuidados com os recursos dos projetos colaborativos, por exemplo, que s\u00e3o de terceiros. Os processos s\u00e3o mais complexos, mas a ADIMB est\u00e1 se adaptando. Aprendemos muito sobre converg\u00eancia digital durante a pandemia. Outra mudan\u00e7a \u00e9 o aumento da participa\u00e7\u00e3o de mulheres em nossas atividades. Entre os cinco membros de nossa atual diretoria executiva, por exemplo, h\u00e1 tr\u00eas mulheres e dois homens.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Como foi a organiza\u00e7\u00e3o e quais os destaques da participa\u00e7\u00e3o brasileira no PDAC neste ano?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Contamos com o apoio firme do MME (Minist\u00e9rio de Minas e Energia), do SGM-CPRM e da ANM (Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o), al\u00e9m de empresas privadas do setor, todos decididos a garantir a presen\u00e7a de uma delega\u00e7\u00e3o brasileira robusta no evento. Gra\u00e7as a esse grande alinhamento dos setores p\u00fablico e privado de nossa minera\u00e7\u00e3o, conseguimos que o Brasil permanecesse como country sponsor tamb\u00e9m neste ano. Foi a edi\u00e7\u00e3o de maior super\u00e1vit para a ADIMB, com importante aporte de recursos para a manuten\u00e7\u00e3o de nossas atividades. Durante a conven\u00e7\u00e3o, dois destaques foram o car\u00e1ter mais diversificado das palestras t\u00e9cnicas, abordando temas al\u00e9m de ouro e ferro, e o interesse em minerais estrat\u00e9gicos, em especial n\u00edquel, l\u00edtio e grafita. Tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o, na comitiva brasileira, a presen\u00e7a de profissionais mais jovens e de empresas de Intelig\u00eancia Artificial e Machine Learning aplicadas.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Em sua opini\u00e3o, h\u00e1 necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas para junior companies de explora\u00e7\u00e3o mineral?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>A quest\u00e3o principal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s junior companies est\u00e1 muito mais relacionada ao fato de n\u00e3o termos ainda uma bolsa de valores do tipo Venture Capital. Alguns aspectos est\u00e3o sim vinculados, em parte, \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas que, em \u00faltima an\u00e1lise, impactam o ambiente de neg\u00f3cios no pa\u00eds. Contudo, existe uma segmenta\u00e7\u00e3o do setor mineral em empresas de pequeno, m\u00e9dio e grande porte e entre as que s\u00e3o produtoras e as focadas exclusivamente em pesquisa mineral, al\u00e9m das cooperativas. A quest\u00e3o de custos afeta a todos, por\u00e9m de maneiras diferentes.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Um dos maiores obst\u00e1culos \u00e9 o custo dos equipamentos.<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Sim. Temos poucos fornecedores desse tipo de equipamentos e, em compara\u00e7\u00e3o a pa\u00edses como Australia, Canad\u00e1 e Chile, fica evidente que h\u00e1 muito a se avan\u00e7ar ainda nessa quest\u00e3o. Mas n\u00e3o podemos confundir o alto custo desses equipamentos com a infla\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os em raz\u00e3o da log\u00edstica internacional ou de crises externas que impactam as cadeias de suprimento globais. A dificuldade de manuten\u00e7\u00e3o ou conserto de equipamentos tamb\u00e9m \u00e9 grande e, logicamente, afeta muito mais os pequenos mineradores.<\/p>\n<blockquote>\n<h3>\u201cA quest\u00e3o principal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s junior companies est\u00e1 muito mais relacionada ao fato de n\u00e3o termos ainda uma bolsa de valores do tipo Venture Capital\u201d<\/h3>\n<\/blockquote>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Em termos de financiamento, como o senhor avalia a primeira chamada p\u00fablica realizada pelo Invest Mining em maio passado?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Foi bem-sucedida, com 33 projetos submetidos, e servir\u00e1 como oportunidade para a corre\u00e7\u00e3o de rumos e ajustes em todo o processo. O \u00faltimo evento do Invest Mining em 2022 ser\u00e1 em 30 de novembro, em Ouro Preto (MG), durante o X Simexmin (Simp\u00f3sio Brasileiro de Explora\u00e7\u00e3o Mineral). Em paralelo, a ADIMB est\u00e1 trabalhando juntamente com a ABPM (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pesquisa Mineral), o IBRAM (Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social), para ajustar algumas das propostas recebidas e divulgar seu resumo aos interessados em nosso website (<a href=\"http:\/\/www.investmining.com.br\">www.investmining.com.br<\/a>).<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>O governo federal busca criar instrumentos de financiamento a projetos minerais, inclusive com altera\u00e7\u00e3o do marco legal do setor. Esse \u00e9 um caminho?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Algumas das dificuldades enfrentadas hoje pelo setor dizem respeito a temas transversais a toda a atividade econ\u00f4mica. N\u00e3o acredito que seja necess\u00e1rio mudar a legisla\u00e7\u00e3o e me preocupa que isso afugente o investidor. Algo que considero urgente e importante \u00e9 a retomada, com um fluxo cont\u00ednuo e previs\u00edvel, dos editais de disponibilidade de \u00e1reas pela ANM, visto o sucesso das cinco primeiras rodadas. Tamb\u00e9m \u00e9 fundamental, como falei, a cria\u00e7\u00e3o de uma bolsa de valores no Brasil, em paralelo com instrumentos que permitam diversificar as fontes de recursos para financiamento da minera\u00e7\u00e3o, com oportunidades de escolha para o pequeno minerador e as junior companies, em especial as n\u00e3o produtoras. Isso tem sido discutido em f\u00f3runs como o IMME (Iniciativa Minera\u00e7\u00e3o, Mercado e Energia). Para financiar a pesquisa mineral, ainda, \u00e9 preciso aprimorar a resolu\u00e7\u00e3o sobre direito miner\u00e1rio como garantia. O minerador deve poder utilizar esse instrumento independente da etapa em que se encontra seu projeto. Trata-se de uma negocia\u00e7\u00e3o entre entes privados, do lado de quem toma o risco e de quem aceita os termos oferecidos para a garantia.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>O senhor concorda com a minera\u00e7\u00e3o em Terras Ind\u00edgenas (TI\u2019s)?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Acredito que \u00e9 necess\u00e1rio pacificar o entendimento sobre as ditas zonas de amortecimento de TI\u2019s. Essa restri\u00e7\u00e3o atrasa a pesquisa mineral, visto a espera de meses por uma decis\u00e3o que permita ou n\u00e3o a atividade nessas \u00e1reas. Al\u00e9m do que n\u00e3o existe, que eu saiba, TI com zona de amortecimento. Ampliou-se para as terras ind\u00edgenas o conceito de zona de amortecimento das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o. Sem entrar no m\u00e9rito da pol\u00eamica, lembro que nossa Constitui\u00e7\u00e3o permite a pesquisa mineral em TI\u2019s. O ideal \u00e9 que essa disposi\u00e7\u00e3o seja finalmente regulamentada.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Como o atual C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o pode ser aprimorado?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Al\u00e9m dos leil\u00f5es de \u00e1reas, que diminuem o estoque regulat\u00f3rio e criam mais oportunidades de investimento em pesquisa mineral, precisamos simplificar os procedimentos e suprimir a burocracia, fatores importantes para atrair capital ao pa\u00eds. Tamb\u00e9m poderia ser criada uma esp\u00e9cie de Parceria P\u00fablico Privada (PPP) para a pesquisa mineral, no modelo que a ADIMB j\u00e1 vem empregando em seus projetos colaborativos, para retomar mapeamentos geol\u00f3gicos e levantamentos aerogeof\u00edsicos. Existe um espa\u00e7o para a constru\u00e7\u00e3o de ferramentas que alavanquem a pesquisa mineral e, talvez, a ADIMB seja uma plataforma para a converg\u00eancia desse processo.<\/p>\n<blockquote>\n<h3>\u201cN\u00e3o tem cabimento exigir licen\u00e7a ambiental para pesquisa mineral, que sabidamente \u00e9 uma atividade de baixo impacto\u201d<\/h3>\n<\/blockquote>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Tamb\u00e9m a legisla\u00e7\u00e3o ambiental brasileira deveria ser modificada?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Sem d\u00favida, precisamos ajustar o tema do licenciamento ambiental. N\u00e3o tem cabimento, por exemplo, exigir licen\u00e7a ambiental para pesquisa mineral, sabidamente uma atividade de baixo impacto. A demora de meses, \u00e0s vezes mais de um ano, na concess\u00e3o da licen\u00e7a, prejudica o minerador e n\u00e3o remunera o estado por impedir o avan\u00e7o da pesquisa mineral e postergar a descoberta de uma jazida. A licen\u00e7a ambiental \u00e9 necess\u00e1ria para a extra\u00e7\u00e3o mineral, quando h\u00e1 um fluxo cont\u00ednuo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Falou-se muito na Exposibram em demonstrar \u00e0 sociedade brasileira a import\u00e2ncia da minera\u00e7\u00e3o, a exemplo do que faz o agroneg\u00f3cio. Qual \u00e9 sua opini\u00e3o a respeito?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>O agroneg\u00f3cio \u00e9 muito citado como benchmark de comunica\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o setores com capilaridades diferentes na sociedade. A safra agr\u00edcola acontece entre tr\u00eas e cinco meses. A valida\u00e7\u00e3o de uma jazida mineral e sua convers\u00e3o em mina podem levar mais de 12 anos. Todos veem a fazenda, a semeadura, a colheita, enquanto a pesquisa mineral n\u00e3o est\u00e1 no dia a dia dos povoados, vilas e cidades. Emprega menos pessoas e \u00e9 mais pulverizada porque a maioria dos projetos n\u00e3o resiste \u00e0 primeira etapa de sondagem. Por sua vez, quando a mina chega, n\u00e3o ocupa uma \u00e1rea de milhares de hectares na superf\u00edcie do solo. Isso se n\u00e3o for subterr\u00e2nea. De toda forma, n\u00e3o transmitimos bem os benef\u00edcios indiretos da instala\u00e7\u00e3o de uma mina nas economias locais e n\u00e3o acho que vamos consertar um longo per\u00edodo de m\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o com a sociedade da noite para o dia. Embora sejamos cobrados disso com urg\u00eancia, inclusive em nossas casas. Precisamos demonstrar o qu\u00e3o fundamental a minera\u00e7\u00e3o \u00e9 hoje e ser\u00e1 no futuro. Principalmente, se quisermos incorporar as novas tecnologias t\u00e3o necess\u00e1rias \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e ao desenvolvimento do pa\u00eds.<\/p>\n<blockquote>\n<h3>\u201cN\u00e3o transmitimos bem os benef\u00edcios indiretos da instala\u00e7\u00e3o de uma mina nas economias locais\u201d<\/h3>\n<\/blockquote>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Estamos \u00e0s v\u00e9speras da realiza\u00e7\u00e3o do Simexmin. Quais s\u00e3o as expectativas para esse encontro?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Passamos por dois anos dific\u00edlimos durante a pandemia de Covid-19, com receitas bastante escassas e, tanto o Simexmin quanto nossos cursos, tiveram que ser realizados de forma virtual, o que foi um enorme desafio e um grande aprendizado. Nossa expectativa, agora, \u00e9 otimista e cautelosa ao mesmo tempo. Principalmente depois da mobiliza\u00e7\u00e3o que vimos para a delega\u00e7\u00e3o brasileira no PDAC. Retornamos em novembro, ao inv\u00e9s do tradicional m\u00eas de maio, e j\u00e1 contamos com 13 patrocinadores e todos os estandes ocupados, ap\u00f3s um intenso trabalho nas m\u00eddias sociais.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Quais temas far\u00e3o parte do simp\u00f3sio?<\/p>\n<p><strong>Gon\u00e7alves: <\/strong>Ao longo de tr\u00eas dias, entre 27 e 30 de novembro de 2022, teremos 12 pain\u00e9is tem\u00e1ticos, tratando de temas como o desenvolvimento de projetos no pa\u00eds; as perspectivas futuras para o setor de minera\u00e7\u00e3o; mecanismos de investimento para projetos de minera\u00e7\u00e3o; ESG (Governan\u00e7a ambiental, social e corporativa); e inova\u00e7\u00e3o. Teremos tamb\u00e9m a atualiza\u00e7\u00e3o dos mapas metalogen\u00e9ticos da Col\u00f4mbia, Peru, Equador e da Am\u00e9rica do Sul, al\u00e9m de uma apresenta\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Brasileira de Recursos e Reservas (CBRR). Em paralelo, o SGB-CPRM divulgar\u00e1 seu Balan\u00e7o Social e ser\u00e1 ministrado um curso para professores da rede municipal de Ouro Preto (MG). Tamb\u00e9m teremos uma premia\u00e7\u00e3o com a entrega da \u201cMedalha Professor Onildo Marini\u201d ao melhor v\u00eddeo sobre Geologia Econ\u00f4mica, realizado por alunos de gradua\u00e7\u00e3o, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, docentes e pesquisadores de institui\u00e7\u00f5es de ensino ou pesquisa do Brasil.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/marcosgoncalves.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21524\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/marcosgoncalves.jpg\" alt=\"marcosgoncalves\" width=\"500\" height=\"495\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/marcosgoncalves.jpg 500w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/marcosgoncalves-300x297.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/marcosgoncalves-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Perfil: <\/strong><\/p>\n<p><strong>Nasceu em<\/strong>: 13 de abril de 1969, no Rio de Janeiro (RJ)<\/p>\n<p><strong>Mora em:<\/strong> Rio de Janeiro (RJ)<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica:<\/strong> Ge\u00f3logo, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Administra\u00e7\u00e3o e Pol\u00edtica de Recursos Minerais, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). MBA em Log\u00edstica Empresarial pela FGV-RJ (Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas do Rio de Janeiro)<\/p>\n<p><strong>Trajet\u00f3ria Profissional:<\/strong> Ge\u00f3logo na Gold Fields, multinacional sul-africana de ouro (1996 a 1999). Coordenador de Log\u00edstica na Ediouro Publica\u00e7\u00f5es (2000). Gerente nacional da Solitario Resources (2001 a 2008), uma junior company com atua\u00e7\u00e3o em projetos de ouro e platin\u00f3ides \u2013 platina e pal\u00e1dio, principalmente \u2013 atrav\u00e9s das subsidi\u00e1rias Altoro Minera\u00e7\u00e3o e Pedra Branca do Brasil Minera\u00e7\u00e3o, no Mato Grosso, Par\u00e1 e Bahia. Presidente da Codelco do Brasil Minera\u00e7\u00e3o (2008 a 2022). Diretor de Metais B\u00e1sicos e Novos Neg\u00f3cios na Bemisa (a partir de abril de 2022)<\/p>\n<p><strong>Fam\u00edlia:<\/strong> Casado, com tr\u00eas filhos<\/p>\n<p><strong>Hobby:<\/strong> Ler, caminhar e fazer trilhas, viajar<\/p>\n<p><strong>Time de futebol<\/strong>: Flamengo<\/p>\n<p><strong>Um \u00eddolo ou mestre:<\/strong> Nelson Mandela, pela obstina\u00e7\u00e3o e determina\u00e7\u00e3o em busca de um ideal<\/p>\n<p><strong>Maior decep\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje:<\/strong> N\u00e3o implantar uma mina, fruto de um projeto que tenha sa\u00eddo do zero<\/p>\n<p><strong>Maior realiza\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje<\/strong>: A fam\u00edlia que eu constru\u00ed e mantenho at\u00e9 hoje<\/p>\n<p><strong>Um projeto:<\/strong> Deixar um legado de realiza\u00e7\u00e3o, de algum protagonismo e de contribui\u00e7\u00e3o para ver nossa minera\u00e7\u00e3o crescer e se diversificar no Brasil<\/p>\n<p><strong>Um \u201cconselho\u201d a jovens ge\u00f3logos:<\/strong> Experimentem no in\u00edcio, descubram do que gostam, cerquem-se de boas amizades e sigam em frente. Nada vem f\u00e1cil<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcos Gon\u00e7alves fala das diferen\u00e7as de trabalhar em junior e major companies, da ADIMB, da Bemisa, do PDAC 2022 e, claro, do Simexmin<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":21523,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-21522","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-personalidade"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>UM EXPANSIONISTA DA PESQUISA MINERAL NO BRASIL - Revista In The Mine<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Marcos Gon\u00e7alves fala das diferen\u00e7as de trabalhar em junior e major companies, da ADIMB, da Bemisa, do PDAC 2022 e, claro, do Simexmin\" \/>\n<meta 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