{"id":19657,"date":"2021-10-21T13:43:47","date_gmt":"2021-10-21T16:43:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/?p=19657"},"modified":"2021-10-21T13:43:47","modified_gmt":"2021-10-21T16:43:47","slug":"um-expert-em-diamantes-e-financiamento-de-projetos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/um-expert-em-diamantes-e-financiamento-de-projetos\/","title":{"rendered":"UM EXPERT EM DIAMANTES E FINANCIAMENTO DE PROJETOS"},"content":{"rendered":"<p>Ele come\u00e7ou a trabalhar como ge\u00f3logo de campo em projetos de diamante da De Beers, na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, aos 22 anos. Ap\u00f3s 14 anos e passagens pela Venezuela e Canad\u00e1, a perman\u00eancia por seis meses no Zimbabwe, em um per\u00edodo de extrema viol\u00eancia e durante uma epidemia de Aids, tomou a que considera a decis\u00e3o mais dif\u00edcil em sua vida profissional: a de deixar a maior mineradora de diamantes do mundo.<\/p>\n<p>Foi, ent\u00e3o, para a Vaaldiam Resources, onde trabalhou em um projeto de diamantes em Rond\u00f4nia e na abertura de duas minas de aluvi\u00e3o, em Minas Gerais e no Mato Grosso. Pela Vaaldiam, ainda, voltou \u00e0 Prov\u00edncia Kimberl\u00edtica de Bra\u00fana, na Bahia, pela segunda vez \u2013 a primeira tinha sido com a De Beers. Al\u00e9m dos kimberlitos do Projeto Bra\u00fana, fez a grande descoberta de sua vida \u2013 a da mo\u00e7a com quem est\u00e1 casado h\u00e1 26 anos, ent\u00e3o moradora da cidade de Nordestina, onde fica a atual mina Bra\u00fana, da Lipari.<\/p>\n<p>A crise financeira de 2008 levou \u00e0 queda dos pre\u00e7os e da demanda por diamantes e acabou fazendo a Vaaldiam encerrar suas opera\u00e7\u00f5es no Brasil. A decis\u00e3o de sair da junior companie canadense, que j\u00e1 havia sido tomada antes que o mundo descobrisse que um diamante n\u00e3o \u00e9 para sempre, estava mais que justificada. Em seu \u00faltimo emprego, contratado como diretor de Minera\u00e7\u00e3o da M\u00ednera Gold, uma nova crise reduziu as cota\u00e7\u00f5es de ouro e inviabilizou os projetos da empresa. Foi a deixa para que ele montasse sua pr\u00f3pria consultoria.<\/p>\n<p>Apesar dos reveses, o sempre otimista Jos\u00e9 Ricardo Thibes Pisani \u00e9 hoje um dos mais reconhecidos ge\u00f3logos de projetos de diamante do Brasil. Ele tamb\u00e9m \u00e9 um expert em mecanismos de financiamento de projetos de minera\u00e7\u00e3o, transitando com desenvoltura entre o mercado de capitais, fundos de investimento, debt finance e outras formas de capta\u00e7\u00e3o de recursos alheios quando, apesar da redu\u00e7\u00e3o de riscos, o \u201cdinheiro do bolso\u201d j\u00e1 n\u00e3o basta e \u00e9 chegada a hora de \u201cenvelopar\u201d o projeto para atrair investidores.<\/p>\n<figure id=\"attachment_19660\" aria-describedby=\"caption-attachment-19660\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Pisani.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19660 size-full\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Pisani.jpg\" alt=\"Pisani\" width=\"800\" height=\"760\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Pisani.jpg 800w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Pisani-300x285.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Pisani-768x730.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-19660\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Ricardo Thibes Pisani<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nesta entrevista exclusiva a <strong>In the Mine<\/strong>, Pisani fala de suas experi\u00eancias, da geologia dos dep\u00f3sitos de diamantes e dos m\u00e9todos e desafios para sua explora\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m explica as fases de um projeto mineral e suas op\u00e7\u00f5es de financiamento. O ge\u00f3logo opina sobre os riscos advindos de mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o mineral e tribut\u00e1ria brasileira e da proposta de minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas e, ainda, sobre a autorregula\u00e7\u00e3o do setor. Aos jovens ge\u00f3logos lembra que a carreira segue os ciclos da minera\u00e7\u00e3o e que os momentos de baixa n\u00e3o s\u00e3o para acomoda\u00e7\u00e3o. Mas para a busca de conhecimento e prepara\u00e7\u00e3o para a retomada.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Voc\u00ea \u00e9 reconhecido como um dos mais experientes ge\u00f3logos de explora\u00e7\u00e3o de diamantes do Brasil. Como come\u00e7ou essa trajet\u00f3ria?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Meu trabalho de conclus\u00e3o do curso de Geologia j\u00e1 tratava da \u00e1rea explorat\u00f3ria em uma regi\u00e3o de ocorr\u00eancia de diamantes. Ap\u00f3s minha gradua\u00e7\u00e3o, fui contratado como ge\u00f3logo j\u00fanior na De Beers, maior mineradora de diamantes do mundo, em projetos no Par\u00e1 e Tocantins. Na sequ\u00eancia, coordenei projetos na Bahia, incluindo a\u00ed a descoberta dos kimberlitos da Prov\u00edncia Bra\u00fana. Passei 14 anos na De Beers e, al\u00e9m do Brasil, trabalhei na Venezuela e no Canad\u00e1, indo para o Zimbabwe quando a De Beers encerrou suas atividades aqui. Fique por l\u00e1 seis meses e estava para levar minha fam\u00edlia quando decidi voltar ao Brasil. O Zimbabwe passava por um per\u00edodo de muita viol\u00eancia, principalmente contra brancos por raz\u00f5es hist\u00f3ricas de sua opress\u00e3o sobre os negros. Al\u00e9m disso, havia uma emerg\u00eancia sanit\u00e1ria, com a contamina\u00e7\u00e3o de cerca de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o pela Aids. At\u00e9 hoje, a decis\u00e3o de deixar a De Beers foi a mais dif\u00edcil da minha vida profissional.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Como foi a volta ao Brasil?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Comecei a trabalhar como consultor e um de meus primeiros clientes foi a canadense Vaaldiam Resources, que tinha um projeto em Rond\u00f4nia, na regi\u00e3o de Pimenta Bueno, pr\u00f3xima \u00e0 reserva ind\u00edgena Roosevelt. L\u00e1, tive meu primeiro contato com Ken Johnson, CEO da Vaaldiam. Pouco tempo depois, ele me convidou a ser vice-presidente mundial da empresa e seu Country Manager no Brasil, cargos que exerci por 5 anos. Entrei, ent\u00e3o, no mundo das junior companies onde precisei aprender sobre a parte legal, social, financeira, administrativa e de gest\u00e3o de pessoas, o que adicionou muito valor \u00e0 carreira t\u00e9cnica que eu tinha constru\u00eddo na De Beers. E, assim como l\u00e1, a Vaaldiam tamb\u00e9m foi uma excelente escola.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>De Rond\u00f4nia, voc\u00ea foi para o Projeto Bra\u00fana?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>N\u00e3o. Antes abrimos duas minas de aluvi\u00e3o \u2013 Duas Barras, em Minas Gerais, e Chapada, no Mato Grosso. Na sequ\u00eancia, a Vaaldiam adquiriu o Projeto Bra\u00fana, na Bahia, que era da De Beers. Com as duas minas em opera\u00e7\u00e3o, a Vaaldiam se tornou o maior produtor individual de diamante legal do Brasil, com mais de 400 funcion\u00e1rios. Em paralelo, definimos os recursos minerais e comprovamos a viabilidade de Bra\u00fana. Em 2008 veio a crise financeira mundial com a fal\u00eancia do banco de investimentos Lehman Brothers. Os pre\u00e7os do diamante deca\u00edram muito, os acionistas venderam as a\u00e7\u00f5es da Vaaldiam e a empresa, com diamantes para vender, mas sem ningu\u00e9m para compr\u00e1-los, viu seu valor de mercado passar de mais de US$ 250 milh\u00f5es para menos de US$ 10 milh\u00f5es e encerrou as opera\u00e7\u00f5es no Brasil.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Uma reviravolta vertiginosa&#8230;<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Sim. Eu j\u00e1 estava me preparando para deixar a empresa, mesmo antes da crise. Ajudei Johson na transi\u00e7\u00e3o para o fechamento e sa\u00ed num momento em que ningu\u00e9m queria contratar um profissional de diamante, aproveitando o ano e meio seguinte para me reciclar e fazer meu MBA. O ex-time da Vaaldiam, incluindo Johnson, foi para a Lipari, que hoje opera a mina Bra\u00fana.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Voltando um pouco, como foi sua experi\u00eancia em Bra\u00fana?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Minha experi\u00eancia se deu em duas fases. A primeira, de descoberta dos kimberlitos, ainda na De Beers, e a segunda na avalia\u00e7\u00e3o dos recursos minerais, j\u00e1 na Vaaldiam. Foi l\u00e1 que aprendi, na pr\u00e1tica, o bom exerc\u00edcio da explora\u00e7\u00e3o mineral e a import\u00e2ncia do bom relacionamento. Hoje, se fala muito em ESG (governan\u00e7a ambiental, social e corporativa). Mas h\u00e1 quase 30 anos, quando cheguei em Nordestina, onde fica o projeto, j\u00e1 sab\u00edamos da import\u00e2ncia de estar atentos \u00e0s quest\u00f5es sociais e ambientais e de ter um bom relacionamento com a comunidade, refletindo nossa atua\u00e7\u00e3o em ganhos com a gera\u00e7\u00e3o de empregos locais, capacita\u00e7\u00e3o de moradores, incremento do consumo e gera\u00e7\u00e3o de renda. At\u00e9 hoje sou muito respeitado em Nordestina e tenho muito respeito por sua popula\u00e7\u00e3o de trabalhadores muito eficientes e competentes. Inclusive, foi l\u00e1 que fiz minha principal \u201cdescoberta\u201d: a da mo\u00e7a que se tornou minha esposa.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Em 2008, como estava o projeto?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>T\u00ednhamos conclu\u00eddo o estudo de viabilidade econ\u00f4mica e aprovado o relat\u00f3rio final positivo. Em 2008, antes da crise financeira, apresentei os resultados desse trabalho no Simexmin (Simp\u00f3sio de Explora\u00e7\u00e3o Mineral). Era a primeira vez que uma empresa apresentava publicamente a viabilidade de um projeto. Os n\u00fameros que divulgamos, ent\u00e3o, s\u00e3o muito parecidos, em termos de teor, volume do dep\u00f3sito e pre\u00e7o m\u00e9dio do diamante, aos da atual produ\u00e7\u00e3o da Lipari. Foi um trabalho muito s\u00e9rio, com muita sondagem, muita geof\u00edsica, feito por um time pequeno, mas comprometido.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Para onde voc\u00ea foi depois da Vaaldiam?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Fui convidado a ser o diretor de Minera\u00e7\u00e3o de um bra\u00e7o da Georadar em Minas Gerais, a M\u00ednera Gold, para ativar as fases iniciais de alguns projetos. Um deles em Goi\u00e1s, em aluvi\u00f5es de ouro e diamante, produzindo nove relat\u00f3rios finais positivos que, em algum momento, chamar\u00e3o a aten\u00e7\u00e3o de investidores. Passei cerca de cinco anos na empresa e sa\u00ed tamb\u00e9m em outra crise, quando o pre\u00e7o do ouro caiu de US$ 2 mil para cerca de U$S 1.100 por on\u00e7a, entre 2013 e 2014, o que colocou em xeque a atratividade de nossos projetos. Decidi, ent\u00e3o, tocar minha empresa de consultoria.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>ITM: <\/strong>Voltando aos diamantes, quais s\u00e3o as diferen\u00e7as entre um dep\u00f3sito prim\u00e1rio e um secund\u00e1rio?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Os dep\u00f3sitos prim\u00e1rios de diamantes s\u00e3o rochas vulc\u00e2nicas, chamadas kimberlitos ou lampro\u00edtos, formadas no manto superior que, ao ascenderem para a superf\u00edcie, por vezes amostram por\u00e7\u00f5es onde o diamante \u00e9 formado na base da litosfera, a cerca de 250 km de profundidade. Quando isso acontece, essa rocha em ascens\u00e3o carrega parte dos diamantes na sua viagem para a superf\u00edcie. Ocorre tamb\u00e9m que, com o passar dos anos geol\u00f3gicos, essa rocha vulc\u00e2nica \u00e9 exposta a eventos clim\u00e1ticos diversos, que fazem com que os diamantes se desprendam de sua fonte original, sendo transportados por rios, mar e at\u00e9 por geleiras, e depositados em \u201carmadilhas\u201d criadas nos ambientes onde chegam, formando os dep\u00f3sitos secund\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Quais s\u00e3o os m\u00e9todos mais adequados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o desses dep\u00f3sitos?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Tudo come\u00e7a com um bom conhecimento da geologia que se est\u00e1 explorando, seguido por campanhas de amostragem, geof\u00edsica e sondagem, at\u00e9 que se descubra o kimberlito. A descoberta do kimberlito \u00e9 s\u00f3 a primeira parte do projeto, j\u00e1 que a maioria deles \u00e9 est\u00e9ril. Entram, ent\u00e3o, os estudos dirigidos \u2013 conhecimento de qu\u00edmica mineral ou amostragem direta para a recupera\u00e7\u00e3o de diamantes ou micro diamantes -, que v\u00e3o indicar se o kimberlito tem potencial de conter diamantes. Havendo essa indica\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso fazer um estudo de amostragem de grandes volumes (2 a 3 mil t) para dimensionar o teor m\u00e9dio dos kimberlitos e o pre\u00e7o m\u00e9dio do diamante nessa ocorr\u00eancia espec\u00edfica. O diamante \u00e9 um ponto isolado em um corpo rochoso muito grande. \u00c9 como buscar uma agulha no palheiro. O desafio \u00e9 quantificar um n\u00famero de diamantes recuperados e se eles s\u00e3o bons ou ruins.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>E no caso dos dep\u00f3sitos secund\u00e1rios?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Nesse caso, a pesquisa \u00e9 feita para identificar e dimensionar a extens\u00e3o dos dep\u00f3sitos, normalmente atrav\u00e9s de mapeamento, geof\u00edsica e sondagem rasa, seguida da amostragem de grande volume para testar os teores desses dep\u00f3sitos.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Quais s\u00e3o as dificuldades nesse tipo de pesquisa mineral?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Como em toda pesquisa mineral, uma das grandes dificuldades \u00e9 a chance muito baixa de sucesso nas etapas iniciais, o que afasta potenciais investidores. Nas fases mais avan\u00e7adas, de defini\u00e7\u00e3o de recursos e reservas, embora seja mais f\u00e1cil atrair o investidor, o problema \u00e9 o custo muito alto pela necessidade de testar o dep\u00f3sito com grandes volumes de amostras e realizar o c\u00e1lculo estat\u00edstico do pre\u00e7o m\u00e9dio do diamante. Para isso, \u00e9 preciso contar com uma planta piloto para tratar grandes volumes, com licen\u00e7as ambientais ainda em fase de pesquisa, o que compromete o prazo de entrega dos resultados e, em casos de kimberlitos que n\u00e3o est\u00e3o na superficie, executar sondagens de grande di\u00e2metro para a coleta das amostras. Finalmente, ainda que o teor seja atrativo, \u00e9 complicado quantificar o pre\u00e7o m\u00e9dio do diamante recuperado. Existem milhares de classifica\u00e7\u00f5es diferentes e o c\u00e1lculo n\u00e3o \u00e9 simplesmente matem\u00e1tico.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Como voc\u00ea v\u00ea o garimpo ilegal, a exemplo do que ocorre na Reserva Roosevelt, em Rond\u00f4nia, h\u00e1 d\u00e9cadas?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>A figura do garimpo e do garimpeiro legal tem grande import\u00e2ncia na economia de muitos munic\u00edpios do pa\u00eds, gerando empregos e riquezas at\u00e9 mesmo em momentos de crise. J\u00e1 a minera\u00e7\u00e3o ilegal est\u00e1 quase sempre associada \u00e0 evas\u00e3o de divisas, destrui\u00e7\u00e3o ambiental, viol\u00eancia, invas\u00f5es, corrup\u00e7\u00e3o, etc. Enquanto setor e cidad\u00e3os precisamos combater essa pr\u00e1tica e, sempre que poss\u00edvel, mostrar a diferen\u00e7a entre o garimpo ilegal e as atividades minerais legalizadas e comprometidas, na maioria das vezes, com as melhores pr\u00e1ticas ambientais e sociais. A atividade de minera\u00e7\u00e3o ilegal \u00e9 t\u00e3o danosa para o pa\u00eds quanto o tr\u00e1fico de drogas e armas. Se continuarmos coniventes com essa pr\u00e1tica ilegal, como pa\u00eds e como governo, os produtos advindos da minera\u00e7\u00e3o do Brasil v\u00e3o passar a ser menos demandados ou a ter seu valor rebaixado.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Uma outra \u00e1rea de expertise sua \u00e9 o financiamento de projetos de minera\u00e7\u00e3o. Partindo do in\u00edcio, quais s\u00e3o as fases de um projeto mineral?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>As principais fases s\u00e3o, na sequ\u00eancia, explora\u00e7\u00e3o pioneira, explora\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada (que gera uma descoberta), defini\u00e7\u00e3o de recursos e reservas, desenvolvimento e implanta\u00e7\u00e3o do projeto ou mina, produ\u00e7\u00e3o e descomissionamento ou reabilita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea. A maioria dos projetos morre no in\u00edcio, quando n\u00e3o se encontram evid\u00eancias que justifiquem a continuidade dos trabalhos. Nos que se desenvolvem, as fases de explora\u00e7\u00e3o (pioneira e avan\u00e7ada) variam de 3 a 6 anos, per\u00edodo que, dependendo do projeto ou bem mineral, pode incluir ou n\u00e3o a defini\u00e7\u00e3o dos recursos minerais. Nosso direito mineral d\u00e1 para a empresa um alvar\u00e1 de pesquisa com tr\u00eas anos de prazo, renov\u00e1vel por mais tr\u00eas. Nesse per\u00edodo \u00e9 preciso ter os recursos minerais bem definidos e estudados para obter a aprova\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio final positivo pela ANM (Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>E as pr\u00f3ximas etapas?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>A defini\u00e7\u00e3o de reservas engloba as subfases conceitual, de pr\u00e9-viabilidade e de viabilidade econ\u00f4mica do projeto. \u00c9 quando fatores modificadores &#8211; t\u00e9cnicos, econ\u00f4micos, ambientais e sociais &#8211; s\u00e3o confrontados com os resultados dos recursos minerais para estabelecer a viabilidade do projeto. Essa fase, junto com a de desenvolvimento e implanta\u00e7\u00e3o, dependendo do tamanho do projeto, bem mineral ou momento econ\u00f4mico, chega a demorar at\u00e9 10 anos para ser conclu\u00edda. J\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o, a vida \u00fatil da mina est\u00e1 diretamente relacionada ao volume dos recursos minerais existentes, ao ritmo de produ\u00e7\u00e3o e ao retorno econ\u00f4mico ou financeiro do empreendimento. Normalmente, a opera\u00e7\u00e3o se estende a d\u00e9cadas e deve ter pelo menos 10 anos de dura\u00e7\u00e3o para ser economicamente vi\u00e1vel, permitindo o retorno do investimento inicial. J\u00e1 o descomissionamento e reabilita\u00e7\u00e3o ambiental da \u00e1rea minerada, de acordo com compromissos pr\u00e9-estabelecidos junto aos \u00f3rg\u00e3os ambientais e a ANM, pode variar de poucos meses a muitos anos, dependendo do porte da mina e do impacto ambiental causado pela opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>H\u00e1 alguma possibilidade de viabilizar minas com vida \u00fatil menor?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Sim. As duas minas abertas pela Vaaldiam geravam empregos diretos, eram lucrativas e tinham vida entre dois ou tr\u00eas anos apenas. Mas, nesse caso, o investimento inicial era muito baixo, entre US$ 5 e 6 milh\u00f5es. Assim, era poss\u00edvel iniciar a opera\u00e7\u00e3o com expectativa de pagar o investimento inicial e, ainda, ganhar um folego de mais de um ano para realizar o lucro. Para certos bens minerais, que exigem tecnologia metal\u00fargica mais avan\u00e7ada ou equipamento mais pesados, o investimento \u00e9 bem maior. Mesmo que a opera\u00e7\u00e3o seja lucrativa, o contexto econ\u00f4mico do projeto inviabiliza o tempo de retorno do capital investido.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Que atributos tornam um projeto \u201cenvelopado\u201d, como voc\u00ea define, para a atra\u00e7\u00e3o de investidores?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Sempre que sou procurado para auxiliar um cliente na busca por investidores pergunto como o projeto e seus dados est\u00e3o estruturados. Na maioria das vezes, as informa\u00e7\u00f5es, quando existem, est\u00e3o pobremente organizadas, sem padr\u00e3o de QA\/QC (controle e garantia de qualidade) e com trabalhos de explora\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o de recursos que n\u00e3o seguem crit\u00e9rios m\u00ednimos de procedimento, fazendo com que todo o esfor\u00e7o pr\u00e9vio do empreendedor seja desconsiderado. A atratividade de um projeto deve come\u00e7ar no momento de sua concep\u00e7\u00e3o, quando todo o trabalho &#8211; conceitual, de explora\u00e7\u00e3o e de defini\u00e7\u00e3o de recursos e reservas &#8211; deve ser muito bem orientado, organizado e registrado, seguindo as pr\u00e1ticas j\u00e1 estabelecidas e aceitas pelo mercado. Dessa forma, toda informa\u00e7\u00e3o, se necess\u00e1rio, poder\u00e1 ser reproduzida, replicada e auditada, sem criar d\u00favidas quanto \u00e0 confiabilidade dos resultados e o potencial do projeto. \u00c9 a esses procedimentos, controles, estrat\u00e9gias e resultados que chamo de \u201cenvelopamento\u201d do projeto para atra\u00e7\u00e3o de investidores.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Quais s\u00e3o as op\u00e7\u00f5es de financiamento mais adequadas a cada fase?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Nas fases iniciais de um projeto, quando os riscos s\u00e3o muito altos, a principal fonte \u00e9 o investimento privado, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 resultados e garantias de que o projeto ter\u00e1 a atratividade que o mercado demanda. Nessa fase, costumamos dizer que n\u00e3o se trata de \u201cdinheiro da bolsa\u201d e sim \u201cdinheiro do bolso\u201d. A partir da descoberta, quando come\u00e7a a defini\u00e7\u00e3o dos recursos minerais, o leque de fontes de investimento se abre bastante. Neste momento, o projeto pode come\u00e7ar a decolar, abrindo para o investidor possibilidades muito grandes de ganhos sobre o valor investido. A atratividade do projeto ainda n\u00e3o atingiu o seu \u00e1pice e o caminho de financiamento principal \u00e9 a troca do investimento por participa\u00e7\u00e3o (equity), que pode se dar via Bolsa de Valores, ou a entrada de investidores privados, no geral fundos de investimento, atrav\u00e9s de private equity.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>E na fase de defini\u00e7\u00e3o de reservas?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>\u00c9 um dos picos da valoriza\u00e7\u00e3o porque, a partir dela, come\u00e7a o desenvolvimento e implanta\u00e7\u00e3o do projeto. Apesar da alta demanda de recursos e de ser uma fase em que as boas not\u00edcias do projeto diminuem, resultando na fuga de investidores que focam no retorno em curto prazo, outras portas de investimento se abrem, devido aos riscos bem menores, surgindo as op\u00e7\u00f5es de royalty ou streaming (pagamentos vinculados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o) ou do nosso popular empr\u00e9stimo, conhecido internacionalmente como debt finance. Com o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o, se a empresa fez a li\u00e7\u00e3o de casa nas fases anteriores, o projeto se autofinancia pela gera\u00e7\u00e3o de receitas pr\u00f3prias e a entrada de investidores pode estar relacionada \u00e0 necessidade de aquisi\u00e7\u00e3o de novos equipamentos ou tecnologias, a um plano de amplia\u00e7\u00e3o ou a novos projetos. Ent\u00e3o, o ciclo se reinicia.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Quando \u00e9 oportuno realizar um IPO (oferta p\u00fablica de a\u00e7\u00f5es)?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>O IPO pode come\u00e7ar logo ap\u00f3s a descoberta, j\u00e1 que \u00e9 uma forma de equity, mas n\u00e3o \u00e9 a melhor alternativa nas fases iniciais do projeto. O melhor \u00e9 que seja realizado na p\u00f3s-descoberta. Quando a empresa s\u00f3 tem uma mina, n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel fazer um IPO, porque os ganhos entram em estabilidade e o investidor n\u00e3o v\u00ea oportunidade de ter um grande retorno. J\u00e1 quando a empresa tem um segundo projeto, o IPO \u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Como podemos comparar investimentos em projetos minerais no Brasil e em outros pa\u00edses?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Quanto um projeto mineral \u00e9 muito bom e os riscos s\u00e3o pequenos, n\u00e3o importa se ele est\u00e1 no Brasil, China, Gab\u00e3o ou \u00c1rtico. A maioria dos projetos no mundo tem uma atratividade m\u00e9dia muito parecida, oferecendo aos investidores uma cesta de op\u00e7\u00f5es. Normalmente, a escolha ser\u00e1 aquela em que os riscos pol\u00edticos, econ\u00f4micos, ambientais e sociais s\u00e3o menores, considerando as pr\u00e1ticas de ESG. No caso do Brasil, apesar de haver muito dinheiro dispon\u00edvel para investimento, h\u00e1 o complicador da falta de cultura em investimento de risco e a prefer\u00eancia pelo investimento especulativo, de baixo risco, liquidez imediata e alto retorno, sem foco na gera\u00e7\u00e3o de empregos ou produ\u00e7\u00e3o. Assim, o setor mineral perde a chance de ter investidores brasileiros financiando projetos brasileiros. Em pa\u00edses como a Austr\u00e1lia e o Canad\u00e1, h\u00e1 uma pol\u00edtica p\u00fablica para proteger o investidor m\u00e9dio de riscos, o que fomenta seu interesse.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Em sua opini\u00e3o, porque a pesquisa mineral no Brasil vem decaindo?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Existem v\u00e1rios fatores, mas o principal \u00e9 mesmo o mercado. O boom da pesquisa mineral no Brasil \u2013 o chamado boom das juniors &#8211; esteve diretamente associado \u00e0 facilidade de capta\u00e7\u00e3o de investimentos no mercado internacional, via bolsa de valores. Aqui e no mundo, bastava ter um projeto e havia muita gente vendendo direito mineral, sem qualquer amostra, por milh\u00f5es de d\u00f3lares. Com a crise de 2008, v\u00e1rios investidores tiveram perdas em bolsa e passaram a ser muito mais criteriosos. Com isso, percebemos que nossos projetos n\u00e3o estavam adequadamente \u201cenvelopados\u201d, o que fez boa parte do investimento fluir para distritos mais seguros.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>E quais s\u00e3o os gargalos que temos que superar?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Um deles s\u00e3o as constantes mudan\u00e7as no C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o, que sempre foi bem aceito e deu garantias, sem sobressaltos, para o investidor. Outro s\u00e3o as quest\u00f5es tribut\u00e1rias. Se a cada dois ou tr\u00eas anos volta a discuss\u00e3o sobre um novo imposto ou majora\u00e7\u00e3o da CEFEM (Contribui\u00e7\u00e3o Financeira pela Explora\u00e7\u00e3o de Recursos Minerais), n\u00e3o se consegue ter previsibilidade para desenvolver um plano de aproveitamento econ\u00f4mico de um projeto mineral. Na mentalidade do investidor, a \u00fanica vari\u00e1vel admiss\u00edvel \u00e9 o pre\u00e7o final do produto, que \u00e9 definido pelo mercado. Tamb\u00e9m h\u00e1 demora na emiss\u00e3o de t\u00edtulos miner\u00e1rios, como os de concess\u00e3o de lavra, associada \u00e0 demora do licenciamento ambiental. Se o estado n\u00e3o est\u00e1 preparado para a autorregula\u00e7\u00e3o do setor, precisa estar melhor preparado para tirar os projetos das gavetas e aprov\u00e1-los.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Voc\u00ea apoia a tese de autorregula\u00e7\u00e3o do setor?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>A autorregula\u00e7\u00e3o passa novamente por uma mudan\u00e7a de cultura. \u00c9 uma medida que deve valer para todas as mineradoras e a\u00ed, entramos em uma zona de risco que pode prejudicar o setor. \u00c9 uma boa solu\u00e7\u00e3o para v\u00e1rios problemas, mas n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o imediata. Precisamos nos organizar melhor.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Qual a contribui\u00e7\u00e3o que a cria\u00e7\u00e3o da CBRR (Comiss\u00e3o Brasileira de Recursos e Reservas) pode dar ao setor mineral?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Essa \u00e9 uma demanda antiga do setor. Lembrando que a CBRR n\u00e3o vai certificar projetos. Seu objetivo \u00e9 registrar os profissionais competentes para realizar essa an\u00e1lise. Com o registro de profissionais qualificados, que \u00e9 bastante criterioso na CBRR, os projetos tendem a ser melhor organizados, tornando-se \u201cenvelopados\u201d dentro de um padr\u00e3o internacional, o que elevar\u00e1 sua atratividade para investimento. A import\u00e2ncia da CBRR ser\u00e1 percebida no longo prazo, na medida em que aumentar a oferta de profissionais qualificados, inclusive para atuar junto a pequenas mineradoras viabilizando o financiamento de seus projetos.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Qual a sua opini\u00e3o sobre a minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas, outro tema que voltou ao debate?<\/p>\n<p><strong>Pisani: <\/strong>Acredito que essa n\u00e3o \u00e9 uma demanda do setor e, a curto prazo, pode trazer mais problemas que solu\u00e7\u00f5es. No Brasil existem v\u00e1rias \u00e1reas pouco pesquisadas e com imenso potencial a ser explorado fora de reservas florestais ou ind\u00edgenas. N\u00e3o dependemos, por hora, da disponibilidade de \u00e1reas de reservas para evoluir com a nossa produ\u00e7\u00e3o mineral. Por outro lado, ser\u00e1 muito ruim para a minera\u00e7\u00e3o brasileira receber o carimbo de que seu min\u00e9rio vem de um pa\u00eds que pode estar violando direitos ind\u00edgenas ou impactando reservas ambientais. A popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, se quiser, merece passar por um processo de inclus\u00e3o. Mas o prov\u00e1vel \u00e9 que ela acabe sofrendo as consequ\u00eancias negativas da minera\u00e7\u00e3o em suas terras, sem qualquer benef\u00edcio como contrapartida. Poucas figuras ser\u00e3o realmente beneficiadas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2><strong>Perfil:<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Nasceu em: <\/strong>21\/12\/1969, em Campos Novos (SC)<\/p>\n<p><strong>Mora em: <\/strong>Sete Lagoas (MG)<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica: <\/strong>Ge\u00f3logo pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), com MBA em Gest\u00e3o de Empresas pela FGV (Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas)<\/p>\n<p><strong>Trajet\u00f3ria Profissional: <\/strong>Contratado aos 22 anos, como ge\u00f3logo de campo, pela De Beers, onde fiquei por 14 anos, passando a ge\u00f3logo de projeto, coordenador do time de gera\u00e7\u00e3o de alvos, gerente de projeto e gerente regional. Depois, fui consultor, vice-presidente e Country Manager no Brasil da Vaaldiam Resources. Mudei para a M\u00ednera Gold como Diretor de Minera\u00e7\u00e3o, por 4 anos. Em 2015, fundei minha empresa, Georracional Consultoria Geol\u00f3gica e Minera\u00e7\u00e3o, para atender a clientes internacionais e nacionais em busca de projetos ou oportunidades no Brasil<\/p>\n<p><strong>Fam\u00edlia: <\/strong>Casado h\u00e1 26 anos com a mulher mais especial que um homem pode ter. Formamos uma fam\u00edlia linda, com dois filhos: a mais velha, com 25 anos, quase formada em Veterin\u00e1ria. O mais novo, com 20 anos, j\u00e1 na metade do curso de Ci\u00eancia de Computa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Hobby: <\/strong>Estar sempre com a fam\u00edlia: em casa, cozinhando, viajando, em um show ou assistindo a um filme<\/p>\n<p><strong>Time de futebol: <\/strong>Colorado (Internacional de Porto Alegre), com muito orgulho<\/p>\n<p><strong>Um \u00eddolo ou mestre: <\/strong>Meu pai que, apenas com o estudo fundamental, criou e educou seus tr\u00eas filhos e que, ainda hoje, com 80 anos, rec\u00e9m recuperado de uma pneumonia bacteriana seguida de Covid-19, ainda encontra for\u00e7as para viver feliz<\/p>\n<p><strong>Maior realiza\u00e7\u00e3o: <\/strong>Sem d\u00favida, a constru\u00e7\u00e3o da minha fam\u00edlia<\/p>\n<p><strong>Maior decep\u00e7\u00e3o: <\/strong>S\u00e3o v\u00e1rias, mas muito pequenas diante das alegrias e conquistas que a vida me deu<\/p>\n<p>U<strong>m projeto: <\/strong>O principal \u00e9 minha fam\u00edlia. Do ponto de vista profissional, gostaria de participar de um projeto de orienta\u00e7\u00e3o a pequenos mineradores e garimpeiros de diamante, associado a autoridades do setor, compartilhar meus conhecimentos t\u00e9cnicos, operacionais e de gest\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Um \u201cconselho\u201d aos jovens ge\u00f3logos: <\/strong>Meu lema de vida \u00e9 a frase de um autor desconhecido: \u201cO homem que se decide a parar at\u00e9 que as coisas melhorem verificar\u00e1, mais tarde, que aquele que n\u00e3o parou e colaborou com o tempo est\u00e1 t\u00e3o adiantado que j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e1 ser alcan\u00e7ado\u201d. Tal como a minera\u00e7\u00e3o vive de ciclos, nossa carreira tamb\u00e9m ter\u00e1 altos e baixos. A pior atitude \u00e9 se acomodar nos momentos de baixa. Aqueles que se capacitarem e buscarem evoluir no conhecimento estar\u00e3o melhor preparados para a retomada da demanda<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A trajet\u00f3ria do ge\u00f3logo Jos\u00e9 Ricardo Pisani, um dos maiores especialistas do Brasil e as etapas envolvidas na viabiliza\u00e7\u00e3o de empreendimentos nessa \u00e1rea<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":19658,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[7612,7613,7614,7611],"class_list":["post-19657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-personalidade","tag-exploracao-de-diamantes-no-brasil","tag-fases-de-um-projeto-mineral-de-diamantes-e-suas-opcoes-de-financiamento","tag-kimberlitos-da-provincia-brauna","tag-um-dos-mais-reconhecidos-geologos-de-projetos-de-diamante-do-brasil"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the 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