{"id":18091,"date":"2021-02-24T19:25:33","date_gmt":"2021-02-24T22:25:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/?p=18091"},"modified":"2021-02-24T19:25:33","modified_gmt":"2021-02-24T22:25:33","slug":"captura-analise-e-armazenamento-digital-de-dados-de-sondagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/captura-analise-e-armazenamento-digital-de-dados-de-sondagens\/","title":{"rendered":"CAPTURA, AN\u00c1LISE E ARMAZENAMENTO DIGITAL DE DADOS DE SONDAGENS"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Cintia Cazassa de Oliveira; Matheus FanolaDolce; Rafael Tadeu Correia Ferreira; Gl\u00e1ucia Cuchierato e Ulisses Cyrino Penha.<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Palavras-chave<\/strong>: Captura de Imagem, Aquisi\u00e7\u00e3o de dados, Testemunho de sondagem.<\/p>\n<p>A Intelig\u00eancia Artificial (IA), de forma geral, pode ser entendida como a habilidade das m\u00e1quinas de simularem a capacidade humana, no processo de tomada de decis\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de tarefas complexas. A an\u00e1lise de imagem de forma automatizada \u00e9 uma \u00e1rea em crescimento, e expandiu-se muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas, sendo uma ferramenta vers\u00e1til e de grande alcance que permite a obten\u00e7\u00e3o de forma r\u00e1pida e expressiva de informa\u00e7\u00f5es como composi\u00e7\u00e3o mineral\u00f3gica, parti\u00e7\u00e3o dos elementos qu\u00edmicos e associa\u00e7\u00f5es minerais (COSTA <em>et al.,<\/em> 2016). As ferramentas computacionais est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o no quesito de reconhecimento de imagens, e com o uso do <em>Machine Learning <\/em>(ML) s\u00e3o utilizadas t\u00e9cnicas de IA para classificar imagens de modo automatizado, organizar bancos de dados, al\u00e9m de outras aplica\u00e7\u00f5es (ALVES<em> et al.,<\/em> 2019).<\/p>\n<p>De acordo com Schodde (2011), em rela\u00e7\u00e3o a explora\u00e7\u00e3o mineral, a descoberta de novos dep\u00f3sitos tornou-se mais rara, onerosa e arriscada nos \u00faltimos 15 anos, uma vez que a maioria dos dep\u00f3sitos de classe mundial aflorantes j\u00e1 foram descobertos e que os recursos <em>greenfield\/grassroots<\/em>(recursos que ainda n\u00e3o foram descobertos) come\u00e7am a ficar cada vez mais escassos, e devido a isso, as novas descobertas tendem a ser mais profundas e podem estar localizadas em contextos geol\u00f3gicos cada vez mais complexos devido a maioria das descobertas <em>greenfield<\/em>\u00a0 continuarem sendo realizadas na superf\u00edcie ou pr\u00f3ximo \u00e0 ela (SCHODDE, <em>op. cit<\/em>.).<\/p>\n<p>\u00c9 importante para um projeto mineral explorat\u00f3rio que a captura, padroniza\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, estrutura\u00e7\u00e3o e confiabilidade de seus dados geol\u00f3gicos gerados estejam dispon\u00edveis de forma \u00e1gil e acess\u00edvel. E essa rela\u00e7\u00e3o bem estabelecida e aplicada est\u00e1 ligada diretamente ao sucesso de um projeto (RAGGI, 2014).<\/p>\n<p>Segundo Bishop (2006), a classifica\u00e7\u00e3o ou agrupamento r\u00e1pido de amostragem de rocha com base em padr\u00f5es (composi\u00e7\u00e3o mineral\u00f3gica, colora\u00e7\u00e3o ou qu\u00edmica) pode ser realizado de forma eficiente por meio de m\u00e9todos de ML, supervisionados e n\u00e3o supervisionados. Se uma abordagem de aprendizagem supervisionada for usada, um ou mais padr\u00f5es s\u00e3o treinados em um subconjunto de dados rotulado previamente, que representa o conjunto de dados de treinamento; em seguida, os modelos de classifica\u00e7\u00e3o aprendidos s\u00e3o generalizados para todo o conjunto de dados n\u00e3o rotulados, acelerando significativamente todo o fluxo de trabalho de interpreta\u00e7\u00e3o, assim, fornecendo dados pr\u00e9vios para tomadas de decis\u00f5es (BISHOP,<em>op.cit<\/em>.).<\/p>\n<p>Este trabalho tem por objetivo a caracteriza\u00e7\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o de um intervalo de testemunhos de sondagem diamantada explorat\u00f3ria, com 73 metros de extens\u00e3o no munic\u00edpio de Peixoto de Azevedo, utilizando as t\u00e9cnicas de captura e an\u00e1lise de imagens no <em>Software<\/em> Imago, que \u00e9 uma ferramenta que utiliza a t\u00e9cnica de captura de dados geol\u00f3gicos junto ao ML, automatizando a descri\u00e7\u00e3o de testemunhos nas empresas, de forma complementar. As fotografias dos testemunhos de sondagem utilizado neste artigo s\u00e3o da Fides Exploration, uma empresa que atua em Peixoto de Azevedo (MT), e as imagens cedidas pela empresa s\u00e3o de um furo diamantado (PR-DH-004); a utiliza\u00e7\u00e3o de mais testemunhos n\u00e3o foi poss\u00edvel devido ao sigilo dos dados.<\/p>\n<p>A Imago \u00e9 uma empresa de tecnologia que possui sede no Arizona-EUA e que trabalha com um sistema multi plataforma, facilitando o trabalho na tratativa de dados, descri\u00e7\u00e3o de amostras, trazendo maior agilidade nas descri\u00e7\u00f5es, seguran\u00e7a e f\u00e1cil acesso ao banco de dados<em>. <\/em>Na fase da captura de dados \u00e9 realizada uma inspe\u00e7\u00e3o visual dos testemunhos por meio de fotografias de alta qualidade, e posteriormente \u00e9 realizada a captura e transfer\u00eancia das imagens para o <em>Software <\/em>(IMAGO, 2020). Foi cedida para a equipe deste projeto a licen\u00e7a para uso de seu <em>Software, o <\/em>que permitiu e proporcionou o desenvolvimento dos estudos contidos neste artigo.<\/p>\n<h3><strong>Materiais e M\u00e9todos<\/strong><\/h3>\n<p>Para a an\u00e1lise de litologia, fei\u00e7\u00f5es estruturais e geoqu\u00edmicas, foram utilizados os <em>Softwares<\/em>: Imago <em>Connect<\/em>, Imago <em>Capture <\/em>X e Portal Imago, e as fotografias dos testemunhos de sondagem. O plano de desenvolvimento para este estudo envolve tr\u00eas etapas: pesquisa bibliogr\u00e1fica, parceria e teste do <em>Software<\/em> Imago e an\u00e1lise dos resultados.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Levantamento Bibliogr\u00e1fico<\/strong>: O levantamento de dados desta etapa contempla a revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica e a verifica\u00e7\u00e3o dos principais concorrentes no segmento de tratamento dos dados a partir de imagens de testemunhos de sondagem. O levantamento bibliogr\u00e1fico tem por objetivo compreender a IA juntamente com a etapa de ML, buscando maior conhecimento nas tecnologias que trazem melhorias na \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o mineral.<\/li>\n<li><strong>Parcerias e Utiliza\u00e7\u00e3o do <em>Software<\/em><\/strong>: O levantamento de dados desta etapa contempla a revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica e a verifica\u00e7\u00e3o dos principais concorrentes no segmento de tratamentos dos dados a partir de imagens de testemunhos de sondagem. O levantamento bibliogr\u00e1fico tem por objetivo compreender a IA juntamente com a etapa de ML, buscando maior conhecimento nas tecnologias que trazem melhorias na \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o mineral.<\/li>\n<li><strong>An\u00e1lise dos Resultados<\/strong>: Esta etapa consolida as duas anteriores, resultando em uma verifica\u00e7\u00e3o de an\u00e1lise estrutural, litol\u00f3gica e geoqu\u00edmica do testemunho de sondagem e por an\u00e1lise de imagem, e o comparativo entre a descri\u00e7\u00e3o manual realizada por ge\u00f3logos no galp\u00e3o de sondagem com a descri\u00e7\u00e3o realizada por meio do s<em>oftware<\/em>.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><strong>\u00a0<\/strong><strong>Localiza\u00e7\u00e3o e Acesso<\/strong><\/h3>\n<p>A \u00e1rea de estudo deste trabalho \u00e9 pr\u00f3xima do distrito de Uni\u00e3o do Norte, munic\u00edpio de Peixoto de Azevedo (MT). O pol\u00edgono demarcado no mapa (Figura 1) \u00e9 onde o furo PR-DH-004, com 73 metros, foi perfurado. Uni\u00e3o do Norte dista aproximadamente 750 km de Cuiab\u00e1 (MT) e cerca de 2.000 km de Belo Horizonte (MG).O acesso saindo de Belo Horizonte \u00e9 realizado pela rodovia BR-040, depois segue-se sentido Bras\u00edlia, por aproximadamente 700 km at\u00e9 a sa\u00edda para a BR-251. Mant\u00e9m-se at\u00e9 a sa\u00edda para a BR-060, pegando a primeira sa\u00edda para a DF-180, em seguida pega-se a sa\u00edda para a BR-070 at\u00e9 a BR-414 at\u00e9 chegar \u00e0 sa\u00edda para a BR-080. Segue-se na mesma at\u00e9 a sa\u00edda para a BR-153 por cerca de 60 km, at\u00e9 alcan\u00e7ar a sa\u00edda da BR-242, onde o trajeto se d\u00e1 por meio de balsa at\u00e9 a MT-322 (223 km), e onde um novo trajeto de balsa \u00e9 feito e depois segue-se na MT-322 por 165 km at\u00e9 o distrito de Uni\u00e3o do Norte.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig1-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-18093 size-full\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig1-Geologia.jpg\" alt=\"Geologia figura 1\" width=\"560\" height=\"411\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig1-Geologia.jpg 560w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig1-Geologia-300x220.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><\/a>Figura 1 &#8211; Mapa de Localiza\u00e7\u00e3o e de acesso.<br \/>\nFontes &#8211; Dados do IBGE (2014), IGAM (2015) e DNIT (2018).<\/p>\n<h3><strong>Contexto Geol\u00f3gico Regional<\/strong><\/h3>\n<p>A Prov\u00edncia Mineral de Alta Floresta (PMAF) insere-se no centro-sul do Cr\u00e1ton Amaz\u00f4nico, precisamente entre as Prov\u00edncias Ventuari-Tapaj\u00f3s (1.95 a 1.80 Ga) e Rio Negro-Juruena (1.80 a 1.55 Ga), de acordo com o modelo de Tassinari&amp; Macambira (1999), sendo delimitada na sua por\u00e7\u00e3o sul pelo Gr\u00e1ben dos Caiabis e a norte pelo Gr\u00e1ben do Cachimbo (Figura 2). Segundo Barros (2007) e Tassinari<em>et al.<\/em> (2000) a PMAF \u00e9 definida como um cintur\u00e3o de rochas pluto-vulc\u00e2nicas NW-SEpaleoproterozoicas, al\u00e9m de rochas sedimentares cl\u00e1sticas mesoproterozoicas (MIGUEL-JR, 2011). Sua evolu\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica \u00e9 definida por colis\u00e3o continental de estilo <em>soft-colision<\/em>(CORDANI &amp; TEIXEIRA, 2007), marcada por \u00e1reas de cadeia montanhosa sem grande express\u00e3o altim\u00e9trica e sem influ\u00eancia de material crustal profundo de alta press\u00e3o.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o leste da PMAF, onde se localiza a \u00e1rea de estudo (Figura 3), \u00e9 representada por rochas do embasamento granito-gn\u00e1issico de 2.0 a 1.98 Ga, que s\u00e3o intrudidas por su\u00edtes plutono-vulc\u00e2nicas com afinidade c\u00e1lcio-alcalina de 1.9 a 1.86 Ga, e por fim, por diques m\u00e1ficos indiferenciados (ASSIS, 2015). S\u00e3o tr\u00eas os principais tipos de dep\u00f3sitos prim\u00e1rios que ocorrem na PMAF: i) Au\u00b1Cu (Bi, Te, Ag, Mo) disseminados e em veios estruturalmente controlados; ii) veios aur\u00edferos com metais-base associados (Au+Zn+Pb\u00b1Cu) estruturalmente controlados e; iii) Cu\u00b1Mo\u00b1Au disseminados (MOURA <em>et al.<\/em> 2006; ASSIS <em>et al.<\/em> 2017)<em>.<\/em> Esses estilos de dep\u00f3sitos est\u00e3o hospedados em rochas gran\u00edticas (sienogranito a tonalito-granodiorito) e subordinadamente vulc\u00e2nicas e vulcanocl\u00e1sticaspaleoproteroz\u00f3icas (2.08-1.75 Ga)<em>.<\/em> Geralmente essas rochas s\u00e3o c\u00e1lcio-alcalinas a alcalinas, de alto pot\u00e1ssio, metaluminosas a levemente peraluminosas (BARROS, 2007; BETTENCOURT <em>et al.<\/em>, 2016; ASSIS <em>et al.,<\/em> 2011, 2017). H\u00e1 uma converg\u00eancia para uma origem magm\u00e1tica-hidrotermal dos dep\u00f3sitos de ouro na PMAF, devido aos estilos de mineraliza\u00e7\u00e3o (em veios e disseminado), halos de altera\u00e7\u00f5es hidrotermais expressivos (pot\u00e1ssico, f\u00edlico e propil\u00edtico), rela\u00e7\u00e3o espacial entre os dep\u00f3sitos aur\u00edferos e intrus\u00f5es gran\u00edticas, e natureza das inclus\u00f5es fluidas interpretadas como magm\u00e1ticas e mete\u00f3ricas (MOURA <em>et al.<\/em> 2006; BARROS, 2007; ASSIS <em>et al., <\/em>2011, 2015 e 2017; TREVISAN, 2015).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig2-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18094\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig2-Geologia.jpg\" alt=\"Fig2-Geologia\" width=\"491\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig2-Geologia.jpg 491w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig2-Geologia-300x214.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 2 &#8211; Posicionamento da PMAF (pol\u00edgono em vermelho) no modelo evolutivo do Cr\u00e1ton Amaz\u00f4nico.<br \/>\nFonte &#8211; Modificado de Tassinari&amp; Macambira (1999).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig3-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18095\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig3-Geologia.jpg\" alt=\"Fig3-Geologia\" width=\"599\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig3-Geologia.jpg 599w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig3-Geologia-300x184.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 3 &#8211; Mapa Geol\u00f3gico da por\u00e7\u00e3o Leste da PMAF. O pol\u00edgono em vermelho indica a \u00e1rea de estudo, onde foi realizada a sondagem do furo PR-DH-004.<br \/>\nFonte &#8211; Modificado de ASSIS (2015).<\/p>\n<p>O Sistema Uni\u00e3o do Norte (Figura 4) \u00e9 conhecido por hospedar mineraliza\u00e7\u00f5es aur\u00edferas e de metais bases. Os dep\u00f3sitos aur\u00edferos apresentam intenso controle estrutural, sendo definidas duas fases deformacionais (MATOS, 2019). A primeira, associada a mineraliza\u00e7\u00e3o de veios na falha de Uni\u00e3o do Norte, que constitui uma zona de cisalhamento sinistral r\u00faptil a d\u00factil-r\u00faptil com veios NE; o segundo est\u00e1gio \u00e9 marcado pela rota\u00e7\u00e3o do \u03c31 para NW, gerando veios de quartzo epitermais tardios de dire\u00e7\u00e3o NW em condi\u00e7\u00f5es estritamente r\u00fapteis, estes veios s\u00e3o est\u00e9reis e quando interceptam a mineraliza\u00e7\u00e3o diluem o teor do min\u00e9rio (MATOS, op. cit.).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig4-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18096\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig4-Geologia.jpg\" alt=\"Fig4-Geologia\" width=\"660\" height=\"487\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig4-Geologia.jpg 660w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig4-Geologia-300x221.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig4-Geologia-290x215.jpg 290w\" sizes=\"auto, (max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 4 &#8211; Mapa dos sistemas estruturais ao longo do lineamento Peru-Trair\u00e3o, setor leste da PMAF. A \u00e1rea de estudo est\u00e1 inserida no Sistema Uni\u00e3o do Norte.<br \/>\nFonte &#8211; MIGUEL-JR. (2011).<\/p>\n<h3><strong>\u00a0<\/strong><strong>Contexto Geol\u00f3gico Local<\/strong><\/h3>\n<p>Dentro da \u00e1rea de estudo ocorrem dois litotipos distintos, o primeiro sendo uma rocha de textura microfaner\u00edtica, que se assemelha a um diab\u00e1sio intrudindo o granodiorito (ANJOS, 2020), conforme a Figura 5. O segundo litotipo \u00e9 um granodiorito, que se encontra localmente com colora\u00e7\u00e3o avermelhada devido \u00e0 potassifica\u00e7\u00e3o (Figura 6), altera\u00e7\u00e3o hidrotermal esta frequente na regi\u00e3o da PMAF, conforme descrito por Rodrigues (2012).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig5-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18097\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig5-Geologia.jpg\" alt=\"Fig5-Geologia\" width=\"295\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig5-Geologia.jpg 295w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig5-Geologia-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 295px) 100vw, 295px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 5 &#8211; Ocorr\u00eancia de pirita venular no diab\u00e1sio (A). Epidoto disseminado no granodiorito e v\u00eanula de quartzo pr\u00f3xima ao contato litol\u00f3gico (B). <em>Stockwork<\/em> de pirita (C). Veio de calcita (D). Diab\u00e1sio com colora\u00e7\u00e3o avermelhada comhematitiza\u00e7\u00e3o hidrotermal (E).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig6-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18098\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig6-Geologia.jpg\" alt=\"Fig6-Geologia\" width=\"298\" height=\"288\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 6 &#8211; Est\u00e1gios da altera\u00e7\u00e3o hidrotermal: desde ogranodiorito fresco com leve altera\u00e7\u00e3o pot\u00e1ssica e seric\u00edtica (superior) at\u00e9 uma forte altera\u00e7\u00e3o pot\u00e1ssica (inferior), com ocorr\u00eancia de epidotovenular (Ep).<\/p>\n<h3><strong>Intelig\u00eancia Artificial<\/strong><\/h3>\n<p>Segundo Russell &amp;Norvig (2004) e Gomes (2010), a IA iniciou-se ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial e, atualmente, abrange diversas \u00e1reas, se desenvolvendo e aprimorando cada vez mais. A IA organiza dados e automatiza tarefas potencialmente relevantes para qualquer esfera da atividade intelectual humana.Conforme Osaki (2018), a IA \u00e9 uma \u00e1rea da Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, cujo objetivo \u00e9 fazer com que os computadores se comportem de forma inteligente, adquirindo uma capacidade de \u201cpensar\u201d e resolver quest\u00f5es consideradas complexas para uma m\u00e1quina. \u00c9 uma \u00e1rea bastante ampla e est\u00e1 relacionada com: biologia, l\u00f3gica matem\u00e1tica, geologia, engenharia, filosofia, entre outras \u00e1reas cient\u00edficas.<\/p>\n<p>Segundo Monard&amp;Baranaukas (2000), a \u00e1rea de IA vem se desenvolvendo em v\u00e1rias linhas de pesquisa como: rob\u00f3tica, redes neurais, vis\u00e3o, l\u00f3gica nebulosa, planejamento, processamento, interpreta\u00e7\u00e3o de linguagem natural e ML. A IA reconhece os padr\u00f5es com o objetivo de fornecer aos computadores habilidades para efetuar fun\u00e7\u00f5es antes desempenhadas apenas por meio da intelig\u00eancia humana (MONARD &amp; BARANAUKAS, op. cit.).Para Boulent<em>et al.<\/em> (2019), o reconhecimento de imagem \u00e9 um dos desafios mais interessantes na \u00e1rea da intelig\u00eancia artificial. Temos tr\u00eas t\u00e9cnicas principais de IA para reconhecimento de imagens sendo elas: classifica\u00e7\u00e3o de Imagens (Fig 7-A), detec\u00e7\u00e3o de objetos (Fig 7-B), e segmenta\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica (Fig 7-C).<\/p>\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o de Imagens tem como objetivo classificar os elementos de uma imagem delimitada em categorias pr\u00e9-definidas, ao passo que a detec\u00e7\u00e3o de objetos busca n\u00e3o somente classificar os elementos dessa imagem como tamb\u00e9m apont\u00e1-los. Por fim, temos a segmenta\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica, sendo esta a etapa mais refinada do processo que busca delimitar de maneira precisa os elementos contidos na imagem.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig7-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18099\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig7-Geologia.jpg\" alt=\"Fig7-Geologia\" width=\"582\" height=\"229\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig7-Geologia.jpg 582w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig7-Geologia-300x118.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig7-Geologia-580x229.jpg 580w\" sizes=\"auto, (max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 7 &#8211; T\u00e9cnicas principais para o reconhecimento de imagens.<br \/>\nFonte &#8211; IMAGO (2020).<\/p>\n<h3><strong><em>Machine Learning<\/em><\/strong><\/h3>\n<p>Segundo Cat\u00e9<em>et al.<\/em> (2017), o ML ou aprendizado de m\u00e1quina \u00e9 uma ferramenta com base em treinamento para reconhecer padr\u00f5es e a partir disso, reconhecer fei\u00e7\u00f5es de forma independente. O ML \u00e9 uma programa\u00e7\u00e3o computacional de an\u00e1lise de dados para a constru\u00e7\u00e3o de modelos anal\u00edticos, sendo capaz de aprender com dados, e tomar decis\u00f5es com o m\u00ednimo de interven\u00e7\u00e3o humana. A m\u00e1quina ap\u00f3s ser treinada, torna-se capaz de adaptar-se sozinha quando exposta a novos dados (OSAKI, 2018).<\/p>\n<p>G\u00e9ron (2017) apresenta um <em>checklist<\/em> de um projeto de aprendizado de m\u00e1quina, dividido em oito t\u00f3picos:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Estruturar o problema;<\/strong><\/li>\n<li><strong>Acessar dados de forma automatizada;<\/strong><\/li>\n<li><strong>Explorar dados e extrair informa\u00e7\u00f5es;<\/strong><\/li>\n<li><strong>Preparar dados a serem trabalhados;<\/strong><\/li>\n<li><strong>Listar modelos de algoritmos favor\u00e1veis;<\/strong><\/li>\n<li><strong>Melhorar os modelos com valida\u00e7\u00e3o cruzada;<\/strong><\/li>\n<li><strong>Documentar e apresentar a solu\u00e7\u00e3o e;<\/strong><\/li>\n<li><strong>Lan\u00e7amento, monitoramento e manuten\u00e7\u00e3o do sistema.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O ML est\u00e1 se tornando cada vez mais atraente em v\u00e1rios segmentos das geoci\u00eancias, especialmente na estimativa de recursos. De acordo com Hall (2016), os algoritmos utilizados no ML podem ser utilizados para desvendar caracter\u00edsticas e tend\u00eancias nos dados sem serem programados, basicamente aprendendo com os pr\u00f3prios dados.<\/p>\n<p>De acordo com Cat\u00e9<em>et al. <\/em>(2017) o ML \u00e9 subdividido em tr\u00eas tipos de m\u00e9todos: aprendizado supervisionado, aprendizado sem supervis\u00e3o e o refor\u00e7o da aprendizagem, sendo o m\u00e9todo de aprendizado sem supervis\u00e3o um modo de encontrar uma interpreta\u00e7\u00e3o mais informativa e simples, trazendo os pontos mais importantes; o aprendizado por refor\u00e7o se baseia em uma IA que analisa os caminhos que pode seguir a partir de um ambiente; e o aprendizado supervisionado \u00e9 um m\u00e9todo onde o ge\u00f3logo faz o treinamento da m\u00e1quina por meio de uma descri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, mostrando ao programa os par\u00e2metros a serem reconhecidos, inserindo assim valores e prioridades para cada item, sendo este \u00faltimo m\u00e9todo aplicado ao <em>Software <\/em>Imago.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o os insumos para que o ML aconte\u00e7a, por isso \u00e9 fundamental que os dados tenham qualidade. De nada resolve ter-se uma infinidade de dados armazenados, sem que haja organiza\u00e7\u00e3o e padroniza\u00e7\u00e3o dos mesmos (SILVA, 2019).<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que h\u00e1 mais de 5,2 mil minerais catalogados pela Associa\u00e7\u00e3o Mineral\u00f3gica Internacional, e a identifica\u00e7\u00e3o desses minerais geralmente se faz manualmente em laborat\u00f3rios utilizando o microsc\u00f3pio petrogr\u00e1fico, sendo necess\u00e1rio um bom conhecimento e experi\u00eancia do profissional de geologia (ALVES<em> et al., <\/em>2019). Conforme Costa <em>et al<\/em>. (2016), o uso da tecnologia nas an\u00e1lises mineral\u00f3gicas vem se difundindo n\u00e3o s\u00f3 em meio acad\u00eamico, como tamb\u00e9m no meio profissional, buscando extrair mais informa\u00e7\u00f5es quantitativas das amostras macro e micro, trazendo a possibilidade de gerar resultados mais satisfat\u00f3rios e fidedignos, aliados a uma interface amig\u00e1vel. \u00c9 importante verificar alternativas para facilitar a identifica\u00e7\u00e3o desses minerais, combinando as t\u00e9cnicas de computa\u00e7\u00e3o (COSTA,<em> op. cit.<\/em>).<\/p>\n<p>Segundo Alves <em>et al.<\/em> (2019), o ML utiliza a classifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via juntamente com as caracter\u00edsticas de cada elemento e infere suas pr\u00f3prias regras de classifica\u00e7\u00e3o por meio das caracter\u00edsticas. Existem v\u00e1rios algoritmos na literatura da computa\u00e7\u00e3o, como: <em>K-meansclustering, cobwebclustering, DBScan, single-linkageclustering, neighborjoining, self-organizingmapsetc<\/em>, todos com suas vantagens e desvantagens, havendo varia\u00e7\u00f5es sobre a limita\u00e7\u00e3o, rapidez e representatividade de cada algoritmo (GAGO, 2013).<\/p>\n<p>O ML \u00e9 uma ferramenta que possui boas aplica\u00e7\u00f5es e resultados, al\u00e9m de ser muito promissor para melhorar a efici\u00eancia e a qualidade da investiga\u00e7\u00e3o, interpreta\u00e7\u00e3o e modelagem geol\u00f3gica (ALVES<em> et al., <\/em>2019). O <em>Software<\/em> oferece oportunidade de desenvolver muitas atividades com o ML, como por exemplo: definir estruturas; RQD; determinar a porcentagem de minerais visualmente distintos, como sulfetos; identificar casos de m\u00e1 classifica\u00e7\u00e3o de unidades litol\u00f3gicas durante a descri\u00e7\u00e3o humana; analisar tamanho de part\u00edculas e propriedades geomec\u00e2nicas, entre outros (IMAGO, 2020).<\/p>\n<p>Conforme Cracknell (2014), a aplica\u00e7\u00e3o do algoritmo de ML requer tr\u00eas etapas principais: (1) Pr\u00e9-processamento de dados; (2) Treinamento do algoritmo e (3) Avalia\u00e7\u00e3o preditiva. Esta metodologia fornece uma base para gerar previs\u00f5es geologicamente significativas, precisas e importantes com interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima do usu\u00e1rio e auxilia na realiza\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis \u200b\u200bde fen\u00f4menos geol\u00f3gicos complexos.<\/p>\n<p>Os algoritmos tentam reconhecer padr\u00f5es por meio de uma abordagem adaptativa autom\u00e1tica e, em seguida, aplicam os padr\u00f5es identificados a outros dados semelhantes (CRACKNELL, <em>op. cit<\/em>.). O objetivo do ML \u00e9 auxiliar os ge\u00f3logos no processo de descri\u00e7\u00e3o de amostras, de forma que as interpreta\u00e7\u00f5es sejam robustas e confi\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Resultados <\/strong><\/p>\n<h3><strong>An\u00e1lise comparativa das empresas <\/strong><\/h3>\n<p>Foi realizada uma pesquisa entre tr\u00eas empresas de geotecnologias, no segmento de tratamentos dos dados a partir de imagens de testemunhos de sondagem, que capturam dados geol\u00f3gicos, visando facilitar a descri\u00e7\u00e3o das amostras e a an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es obtidas. As empresas s\u00e3o: <em>Imago, Graiph e DTM CoreScan<\/em>. A Tabela 1 apresenta um comparativo entre seis crit\u00e9rios:<\/p>\n<ol>\n<li>Captura de dados;<\/li>\n<li>Funcionamento do<em> software<\/em>;<\/li>\n<li>Armazenamento dos dados;<\/li>\n<li>Conex\u00e3o ou integra\u00e7\u00e3o com outros <em>softwares;<\/em><\/li>\n<li><em>Machine learning;<\/em><\/li>\n<li>Utiliza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 onde o<em> software<\/em> \u00e9 executado.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A Tabela 1 foi desenvolvida utilizando informa\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios desenvolvedores, e foi retirada dos sites das empresas citadas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/tabela1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18108\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/tabela1.jpg\" alt=\"tabela1\" width=\"680\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/tabela1.jpg 680w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/tabela1-300x186.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Tabela 1 &#8211; Compara\u00e7\u00e3o das principais empresas na \u00e1rea de geotecnologias na captura de dados.<\/p>\n<h3><strong>Graiph Intelig\u00eancia Artificial<\/strong><\/h3>\n<p>A <em>Graiph<\/em>\u00e9 uma empresa com sede em Santiago, Chileque utiliza AI e ML para analisar fotografias de testemunhos de sondagem e retornar par\u00e2metros geot\u00e9cnicos e informa\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas que podem ser de grande valor t\u00e9cnico, padronizando o processo descritivo em geologia. \u00c9 uma empresa tecnol\u00f3gica e inovadora, focada no desenvolvimento de <em>software<\/em> que utiliza modelos de ML para automatizar e melhorar as descri\u00e7\u00f5es geot\u00e9cnicas e geol\u00f3gicas, fornecendo informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas detalhadas, reduzindo o tempo em cerca de 50% e com descri\u00e7\u00f5es mais padronizadas (GRAIPH, 2020).<\/p>\n<p>Segundo Arellano (2018), conforme \u00e9 feita a descri\u00e7\u00e3o por meio do <em>software,<\/em>\u00e9 gerado um sistema de aprendizagem autom\u00e1tica que reconhece progressivamente os diferentes tipos de descontinuidades, com possibilidade de editar e melhorar o sistema, al\u00e9m de aplicar os protocolos de descri\u00e7\u00e3o para o c\u00e1lculo de recupera\u00e7\u00e3o nos intervalos de testemunhos de sondagem.<\/p>\n<p>Por meio de diferentes <em>softwares<\/em> (para <em>tablet<\/em> ou computador), \u00e9 poss\u00edvel validar a informa\u00e7\u00e3o completa com observa\u00e7\u00f5es relevantes, dar caracter\u00edsticas a cada uma das descontinuidades, e v\u00e1rias alternativas que se pode descobrir ou solicitar para reduzir ao m\u00e1ximo os poss\u00edveis problemas existentes (GRAIPH, <em>op. cit<\/em>.).Inicialmente s\u00e3o analisados os dados atuais armazenados no banco de dados e seus protocolos descritivos. Essa base pode ser: imagens de testemunhos de sondagem, concreto, encostas rochosas, amostras em geral etc.Por meio do<em> softwareGraiph<\/em>\u00e9 poss\u00edvel treinar e implementar diferentes modelos preditivos com v\u00e1rias utilidades, tais como:<\/p>\n<ul>\n<li>C\u00e1lculo granulom\u00e9trico;<\/li>\n<li>Detec\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7as litol\u00f3gicas;<\/li>\n<li>Estimativa de porcentagens de rocha;<\/li>\n<li>An\u00e1lise geot\u00e9cnica;<\/li>\n<li>Estudos estat\u00edsticos em geral.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Com a orienta\u00e7\u00e3o de G<em>raiph<\/em> pode-se realizar um completo e r\u00e1pido controle de qualidade das descri\u00e7\u00f5es por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de fotografias e modelos preditivos, al\u00e9m de contrastar esses dados com outros tipos de estudos como <em>Televiewer,<\/em> imagens hiperespectrais, amostragem geoqu\u00edmica, entre outros (ARELLANO, 2018).<\/p>\n<h3><strong>DTM CoreScan<\/strong><\/h3>\n<p>A DTM \u00e9 um grupo de consultoria e servi\u00e7os de engenharia global com sede em Essen, Alemanha. O <em>software<\/em> da DTM inclui o gerenciamento, organiza\u00e7\u00e3o e visualiza\u00e7\u00e3o do testemunho escaneado, an\u00e1lise do n\u00facleo, amostragem do n\u00facleo, dados de registro, descri\u00e7\u00e3o do n\u00facleo, avalia\u00e7\u00e3o estrutural e exibi\u00e7\u00e3o de imagens. Al\u00e9m disso, o <em>software<\/em> atua como um sistema de gerenciamento de dados para todos os dados relacionados ao n\u00facleo de perfura\u00e7\u00e3o e ao furo \/ po\u00e7o (DTM, 2020).O DMT <em>CoreScan<\/em> produz imagens \u00f3pticas de 360\u200b\u200b\u00b0 do n\u00facleo de perfura\u00e7\u00e3o com uma resolu\u00e7\u00e3o padr\u00e3o de 10 <em>pixels\/<\/em>mm e resolu\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 40 <em>pixels<\/em>\/mm. Este equipamento de perfilagem possibilita o registro e calibra\u00e7\u00e3o de se\u00e7\u00f5es de n\u00facleo de perfura\u00e7\u00e3o de 25 a 150 mm de di\u00e2metro de at\u00e9 um metro de comprimento em uma \u00fanica opera\u00e7\u00e3o. O<em> software<\/em> de digitaliza\u00e7\u00e3o corresponde aos processos do sistema dos dados digitalizados e gera uma imagem de n\u00facleo em cores reais (DTM, op. cit.).<\/p>\n<p>O <em>software<\/em> foi desenvolvido para gerenciar e organizar imagens digitalizadas, que s\u00e3o armazenadas em uma biblioteca digital de n\u00facleo de perfura\u00e7\u00e3o. A biblioteca pode ser disponibilizada a todos os ge\u00f3logos ou engenheiros de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o envolvidos em todo o mundo, sem qualquer atraso significativo entre a perfura\u00e7\u00e3o e o registro. Os efeitos que a altera\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou qu\u00edmica do n\u00facleo, manuseio do n\u00facleo e an\u00e1lise destrutiva t\u00eam na condi\u00e7\u00e3o, documenta\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o do n\u00facleo s\u00e3o minimizados, e os problemas associados com n\u00facleos ausentes ou desordenados ou caixas de n\u00facleo misturadas s\u00e3o mitigados. Como tal, este procedimento \u00e9 um grande passo a frente na garantia de qualidade e preserva\u00e7\u00e3o do n\u00facleo (SAGA, 2019).<\/p>\n<p>O sistema DTM <em>CoreScan<\/em>\u00e9 composto por (SAGA, op. cit.):<\/p>\n<ul>\n<li>DMT <em>CoreScan<\/em> 3 (sistema de <em>scanner<\/em> de tecnologia de ponta);<\/li>\n<li>DMT <em>CoreScan<\/em> UV (dispositivo de gera\u00e7\u00e3o de imagens por fluoresc\u00eancia UV);<\/li>\n<li>DMT <em>CoreBase<\/em> 2 (<em>software <\/em>de an\u00e1lise e banco de dados).<\/li>\n<\/ul>\n<p>As estruturas geol\u00f3gicas podem ser avaliadas por rotinas de pickup (estratifica\u00e7\u00e3o, folia\u00e7\u00e3o, jun\u00e7\u00e3o, faltas, veios etc.) e todas as estruturas determinadas podem ser calibradas e orientadas contra o norte em rela\u00e7\u00e3o aos perfis geof\u00edsicos. Par\u00e2metros geomec\u00e2nicos, como RQD, FD e FS podem ser derivados automaticamente uma vez que as estruturas foram avaliadas (DTM, op. cit.).<\/p>\n<p><strong>Imago<\/strong><\/p>\n<p>Por meio deste<em>software<\/em> \u00e9 poss\u00edvel extrair informa\u00e7\u00f5es de imagens geocient\u00edficas, utilizando c\u00e2meras profissionais comuns que capturam um conjunto abrangente de dados de imagens digitais com alta qualidade, e que, quando combinados com outros dados, t\u00eam o potencial de serem analisados \u200b\u200bpor algoritmos de ML (DESWIK, 2018). A inspe\u00e7\u00e3o visual de rochas fornece informa\u00e7\u00f5es instant\u00e2neas e ricas sobre o cen\u00e1rio geol\u00f3gico, e a vantagem de se utilizar c\u00e2meras profissionais comuns reside na facilidade de adquirir e manter este equipamento no dia-a-dia, al\u00e9m de ser poss\u00edvel capturar imagens diretas de um celular por meio do aplicativo Imago<em>Mobile <\/em>ou o <em>Software Capture X<\/em>, sendo poss\u00edvel conectar diretamente a c\u00e2mera ao notebook (PACHECO, 2020).<\/p>\n<p>A sistematiza\u00e7\u00e3o e padroniza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo fotogr\u00e1fico (Figura 8) \u00e9 um fator determinante para o sucesso deste <em>software. <\/em>Recomenda-se separar uma \u00e1rea dedicada a essa tarefa, sendo gruas e trip\u00e9s boas escolhas para a aquisi\u00e7\u00e3o de fotos de testemunhos de sondagem, o mesmo podendo ser feito em menor escala para fotografias de <em>chips<\/em>. A c\u00e2mera a ser utilizada deve ser uma c\u00e2mera profissional com boa defini\u00e7\u00e3o e com possibilidade de configura\u00e7\u00f5es de ISO, satura\u00e7\u00e3o de luz e abertura de lente.A aquisi\u00e7\u00e3o de dados pode ocorrer em v\u00e1rias escalas, dependendo t\u00e3o somente do interesse da empresa, indo de fotografias em laborat\u00f3rios escolares a litotecas de grandes projetos, de modo que \u00e9 poss\u00edvel montar um sistema modular que se adequa \u00e0s necessidades. As imagens a seguir representam m\u00e9todos de aquisi\u00e7\u00e3o de imagens para testemunhos e <em>chips<\/em>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig8-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18100\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig8-Geologia.jpg\" alt=\"Fig8-Geologia\" width=\"400\" height=\"276\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig8-Geologia.jpg 400w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig8-Geologia-300x207.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 8 &#8211; Modelo de est\u00fadio para captura de fotos de testemunhos<br \/>\nFonte &#8211; IMAGO, 2020.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig9-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18101\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig9-Geologia.jpg\" alt=\"Fig9-Geologia\" width=\"411\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig9-Geologia.jpg 411w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig9-Geologia-300x197.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 411px) 100vw, 411px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 9 &#8211; Modelo de captura de fotos em menor escala para <em>chips<\/em>.<br \/>\nFonte &#8211; IMAGO, 2020<\/p>\n<p>As imagens capturadas sincronizam-se com a biblioteca Imago Cloud, sendo esta disponibilizada para acesso aos membros da equipe, e seu funcionamento \u00e9 <em>online<\/em> e <em>off-line<\/em>.No modo <em>online<\/em> o acesso \u00e0s imagens \u00e9 instant\u00e2neo e fornece informa\u00e7\u00f5es que apoiam a sua interpreta\u00e7\u00e3o e o trabalho de modelagem. De acordo com Imago (2020) e Cuartas (2020), na biblioteca gerencia-se qualquer tipo de imagem (RGB, <em>televiewer, chip<\/em>, l\u00e2mina delgada, foto de campo, entre outras), permitindo medir as amostras, visualizar o mapa da localiza\u00e7\u00e3o da amostra, al\u00e9m do acesso ser poss\u00edvel em qualquer lugar. O <em>Software<\/em> Imago interliga-se com outros programas de modelamento geol\u00f3gico, p.ex.<em>Leapfrog, Vulcan, Surpac, Micromine, Datamine<\/em> (IMAGO, <em>op. cit.<\/em>).<\/p>\n<p>Segundo Young (2019), a maioria das opera\u00e7\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o de m\u00e9dio e grande porte hoje realiza a captura de imagens de testemunhos de sondagem. Normalmente, isso envolve tirar fotos usando um <em>smartphone<\/em> ou c\u00e2mera fotogr\u00e1fica e transferi-las para um sistema de arquivos organizado hierarquicamente por projeto, n\u00famero do furo de sondagem e sua profundidade. Posteriormente, inserir as fotos em sua unidade ou <em>Dropbox,<\/em> e, quando necess\u00e1rio acess\u00e1-las, \u00e9 preciso buscar a pasta em meio a diversos arquivos. Quando se trata de um projeto de longo prazo com muitos furos, esse armazenamento pode ser problem\u00e1tico.<\/p>\n<h3><strong>Descri\u00e7\u00e3o no Software Imago<\/strong><\/h3>\n<p>Conforme Imago (2020), organizar corretamente seus dados \u00e9 a chave para obter o melhor de seu <em>software,<\/em> na figura abaixo \u00e9 poss\u00edvel visualizar claramente as etapas de como devemos configurar os dados, seguindo uma hierarquia como mostra na Figura 10:<\/p>\n<ol>\n<li>Nome do projeto: <em>Real Rock Mine;<\/em><\/li>\n<li>Nome do conjunto de dados: <em>Drilling;<\/em><\/li>\n<li>Tipo de imagem: <em>Core Boxes;<\/em><\/li>\n<li>Tipos de imagem: <em>dry<\/em> (seco) e <em>wet<\/em> (\u00famido);<\/li>\n<li>Cole\u00e7\u00f5es(furos): DrillHoleId01 e DrillHoleId02.<\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig10-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18102\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig10-Geologia.jpg\" alt=\"Fig10-Geologia\" width=\"466\" height=\"196\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig10-Geologia.jpg 466w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig10-Geologia-300x126.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 466px) 100vw, 466px\" \/><\/a>Figura 10 &#8211; Hierarquia dos dados Imago.<br \/>\nFonte &#8211; Adaptado de IMAGO (2020).<\/p>\n<p>No <em>Software<\/em> Imago<em> Capture <\/em>X, realiza-se a importa\u00e7\u00e3o de fotos das caixas de sondagem e o recorte de cada furo de sondagem conforme a Figura 11. Nessa etapa, o programa \u00e9 inteligente e intuitivo, possibilitando inclusive a cria\u00e7\u00e3o de <em>templates<\/em> (padronizando o recorte dos testemunhos), otimizando o processo e proporcionando ao usu\u00e1rio uma maior agilidade na padroniza\u00e7\u00e3o das imagens. O <em>Software <\/em>reconhece espa\u00e7os vazios sem testemunho (<em>gaps<\/em><em>)<\/em> entre as medidas dos furos, sinaliza quando h\u00e1 erros ou dados inconsistentes e disponibiliza dois modos de exibi\u00e7\u00e3o, com testemunhos <em>wet<\/em>(\u00famidos) e <em>dry<\/em>(secos).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig11-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18103\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig11-Geologia.jpg\" alt=\"Fig11-Geologia\" width=\"571\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig11-Geologia.jpg 571w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig11-Geologia-300x157.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 571px) 100vw, 571px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 11 &#8211; Padroniza\u00e7\u00e3o do recorte dos testemunhos de sondagem no <em>Software<\/em> Imago.<\/p>\n<p>Depois das imagens recortadas, elas s\u00e3o exportadas em poucos minutos para a nuvem (Portal Imago), onde s\u00e3o realizadas as an\u00e1lises. No portal, \u00e9 poss\u00edvel fazer altera\u00e7\u00f5es e corre\u00e7\u00f5es, se necess\u00e1rio, e \u00e9 poss\u00edvel ainda identificar diversos par\u00e2metros, de acordo com o interesse do projeto. Neste estudo, foram definidos os par\u00e2metros como: litologia e estrutural, para classifica\u00e7\u00e3o de contatos, fraturas, veios e v\u00eanulas, e a an\u00e1lise da geoqu\u00edmica.A litologia foi definida de modo visual, por meio do <em>Softwar<\/em>e, utilizando a tecnologia de descri\u00e7\u00e3o por meio de captura de imagem. Foram identificadas quatro litologias, associando a geologia local onde os testemunhos de sondagem foram perfurados. As litologias identificadas (Figura 12) foram: solo, sapr\u00f3lito, diab\u00e1sio, e granodiorito, conforme a imagem abaixo, classificando assim cada litologia presente.<\/p>\n<p>Os primeiros metros de testemunhos foram descritos como solo e sapr\u00f3lito, uma vez que ambos s\u00e3o rochas decompostas e bastante fri\u00e1veis, a diferen\u00e7a que as distingue \u00e9 a varia\u00e7\u00e3o na colora\u00e7\u00e3o e a presen\u00e7a de fragmentos da rocha prot\u00f3lito. Os metros iniciais apresentam colora\u00e7\u00e3o mais escura (devido a presen\u00e7a de mat\u00e9ria org\u00e2nica) e foram classificados como solo, logo ap\u00f3s, foram descritos como sapr\u00f3lito devido a colora\u00e7\u00e3o amarelada, segundo Winge<em>et al. (<\/em>2001), h\u00e1 uma altern\u00e2ncia de cores dos saprolitos, indo de uma tonalidade amarelada, avermelhada, ou por\u00e7\u00f5es com tons cinzas. Em todo comprimento do furo foi descrito dois litotipos, o granodiorito e diab\u00e1sio.O granodiorito est\u00e1 presente por ser a litologia predominante na \u00e1rea de estudo, denominada granodiorito Uni\u00e3o do Norte. H\u00e1 tamb\u00e9m uma rocha m\u00e1fica de colora\u00e7\u00e3o escura, textura subvulc\u00e2nica e apresentando estrutura em forma de dique intrudido o granodiorito, denominada de diab\u00e1sio.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica por meio do <em>Software<\/em> \u00e9 uma etapa de f\u00e1cil reconhecimento, principalmente quando j\u00e1 se tem um conhecimento da geologia regional e local consolidada, uma vez que a proposta do<em> Software <\/em>n\u00e3o \u00e9 reconhecer amostras sem ter informa\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias, mas integrar os dados coletados em campo e nas refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas e identificar de modo mais visual.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig12-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18104\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig12-Geologia.jpg\" alt=\"Fig12-Geologia\" width=\"674\" height=\"492\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig12-Geologia.jpg 674w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig12-Geologia-300x219.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 12 &#8211; Descri\u00e7\u00e3o litol\u00f3gica dos testemunhos de sondagem realizado no <em>Software<\/em> Imago.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o de litologia e mineralogia por meio do ML consiste em reconhecer os minerais, demarcando cada um e identificando seu nome, e ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o desta etapa repetidamente ao longo de aproximadamente 3000 metros, segundo Imago, (2020), o <em>Software<\/em> come\u00e7a a reconhecer uma semelhan\u00e7a (padr\u00e3o) em cada mineral. A etapa de ML deve ser realizada manualmente pelo ge\u00f3logo que realizar\u00e1 a descri\u00e7\u00e3o mineral\u00f3gica, treinando o algoritmo. Ap\u00f3s o treinamento no <em>Software<\/em>, o algoritmo passa a reconhecer sozinho os dados ao qual foi treinado, como por exemplo: mineralogia, litologia, estrutural, de acordo com os padr\u00f5es definidos.<\/p>\n<p>O <em>software <\/em>utilizado n\u00e3o possibilita diferenciar quebras mec\u00e2nicas por manipula\u00e7\u00f5es dos testemunhos de fam\u00edlias de fraturas estruturais. A descri\u00e7\u00e3o estrutural foi identificada por meio de quatro par\u00e2metros principais: contatos, fraturas, veios e v\u00eanulas.<\/p>\n<p>De acordo com Schroeter (2015), veio \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o dada em geologia e petrologia a corpos foliares de materiais distintos, encaixados no interior de uma massa rochosa. O veio \u00e9, em geral, formado por <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mineral\">minerais<\/a> diferentes daqueles que est\u00e3o presentes nas rochas encaixantes. J\u00e1 as v\u00eanulas s\u00e3o comumente menores que os veios, e tamb\u00e9m s\u00e3o formados por minerais diferentes que a rocha presente (SCHOETER, <em>op. cit<\/em>.). Desse modo, as fei\u00e7\u00f5es estruturais foram descritas manualmente de forma visual, por meio da captura de imagem no <em>Software<\/em>, assim como a descri\u00e7\u00e3o litol\u00f3gica citada anteriormente. Na Figura 13 \u00e9 poss\u00edvel identificar os par\u00e2metros descritos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig13-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18105\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig13-Geologia.jpg\" alt=\"Fig13-Geologia\" width=\"646\" height=\"483\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig13-Geologia.jpg 646w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig13-Geologia-300x224.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 646px) 100vw, 646px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 13 &#8211; Descri\u00e7\u00e3o estrutural de fraturas dos testemunhos de sondagem.<\/p>\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 bem simples de executar e o resultado \u00e9 bastante visual, o ideal \u00e9 utilizar cores que contrastem bem com as imagens, para facilitar a identifica\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise dos padr\u00f5es litol\u00f3gicos e estruturais, facilitando a sua associa\u00e7\u00e3o com a geologia da \u00e1rea de forma mais visual.<\/p>\n<p>Foi utilizando uma planilha de <em>assay<\/em>gen\u00e9rica para a correla\u00e7\u00e3o com a litologia, esses dados s\u00e3o inferidos da \u00e1rea de estudo, e foram considerados os valores de baixo (1), m\u00e9dio (2) e alto (3) teor. Foi utilizado os valores 1, 2, e 3 devido a natureza sigilosa dos dados, uma vez que n\u00e3o podemos divulgar os teores reais. Nesta etapa, a defini\u00e7\u00e3o desse par\u00e2metro n\u00e3o foi manual como nas anteriores \u2013 a planilha geoqu\u00edmica foi inserida no <em>Software<\/em> Imago Connect. No Portal Imago foram realizados alguns ajustes necess\u00e1rios, de modo que os teores se associam aos intervalos dos testemunhos de sondagem, conforme a Figura 14.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois modos de visualiza\u00e7\u00e3o, sendo: caixa padr\u00e3o e testemunhos reconstru\u00eddos, disponibilizados na vertical, conforme pode ser visto na Figura 14-A.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig14-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18106\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig14-Geologia.jpg\" alt=\"Fig14-Geologia\" width=\"679\" height=\"503\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig14-Geologia.jpg 679w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig14-Geologia-300x222.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig14-Geologia-580x430.jpg 580w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig14-Geologia-290x215.jpg 290w\" sizes=\"auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 14 &#8211; Disposi\u00e7\u00e3o da geoqu\u00edmica associada a litologia, no quadro (A) h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o metro a metro.<\/p>\n<p>Na faixa de alto teor de 6,27-6,94 metros, n\u00e3o foi poss\u00edvel observar por meio do <em>software<\/em> estruturas bem marcadas como falhas, fraturas, veios e v\u00eanulas (devido ao intervalo estar fri\u00e1vel) mas h\u00e1 descrito um contato litol\u00f3gico pr\u00f3ximo entre o diab\u00e1sio e granodiorito (Figura 15), sendo um poss\u00edvel facilitador para a percola\u00e7\u00e3o de fluidos hidrotermais mineralizados.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig15-Geologia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18107\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig15-Geologia.jpg\" alt=\"Fig15-Geologia\" width=\"465\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig15-Geologia.jpg 465w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Fig15-Geologia-300x114.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 465px) 100vw, 465px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 15 &#8211; Faixa de alto teor (em vermelho) associado ao contato proximal entre diab\u00e1sio e granodiorito.<\/p>\n<p>Apesar de a descri\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es hidrotermais ser um processo minucioso e de alto grau de detalhe, neste procedimento de descri\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi poss\u00edvel descrever todas as associa\u00e7\u00f5es mineral\u00f3gicas para se definir zonas de altera\u00e7\u00f5es bem marcadas, mas foi poss\u00edvel observar minerais como quartzo venular, epidoto, sulfetos disseminados e venulares. Ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o de litologia, estruturas e geoqu\u00edmica por meio da captura de imagem \u00e9 poss\u00edvel compreender que a descri\u00e7\u00e3o por meio de aquisi\u00e7\u00e3o de imagens gera bons resultados, uma vez que as descri\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem \u00e1geis e ajudam no registro e organiza\u00e7\u00e3o de dados importantes para um projeto explorat\u00f3rio, de modo a facilitar a visualiza\u00e7\u00e3o, ocorrendo menor perda dos dados, uma vez que ap\u00f3s a descri\u00e7\u00e3o em campo, j\u00e1 se pode registrar diretamente os dados no <em>Software<\/em>.<\/p>\n<h3><strong>Descri\u00e7\u00e3o em Galp\u00e3o de Sondagem <\/strong><\/h3>\n<p>A qualidade da aquisi\u00e7\u00e3o de dados em uma campanha de pesquisa mineral \u00e9 muito importante desde o in\u00edcio de um empreendimento mineral at\u00e9 o seu fechamento. Na etapa da pesquisa mineral s\u00e3o realizadas sondagens, que trazem informa\u00e7\u00f5es importantes para o melhor desenvolvimento de uma mina. A descri\u00e7\u00e3o dos testemunhos provenientes das sondagens tem como objetivo principal entender o contexto e permitir a identifica\u00e7\u00e3o do potencial explorat\u00f3rio de uma \u00e1rea. No entanto, h\u00e1 uma segunda fun\u00e7\u00e3o vital no empreendimento, que \u00e9 a comprova\u00e7\u00e3o de estudos e resultada em caso de auditoria. Os testemunhos s\u00e3o armazenados em caixas, e ap\u00f3s a descri\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica realizada pelo ge\u00f3logo respons\u00e1vel e o registro fotogr\u00e1fico, as caixas dos testemunhos s\u00e3o amostradas e posteriormente armazenadas no galp\u00e3o de sondagem da empresa.<\/p>\n<p>Neste local, \u00e9 realizado um trabalho sistem\u00e1tico de aquisi\u00e7\u00e3o de dados, que consiste no registro fotogr\u00e1fico das amostras. S\u00e3o posicionadas no m\u00e1ximo duas caixas por fotografia; as caixas s\u00e3o alinhadas e identificadas, e \u00e9 importante ter ao lado das caixas plaquetas de identifica\u00e7\u00e3o, com nome do furo, <em>from\/to<\/em> (de\/at\u00e9) e o n\u00famero da caixa. \u00c9 fundamental ter um padr\u00e3o na nomenclatura do arquivo, tudo isso com intuito de organizar e facilitar a identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o dos testemunhos se inicia com a confer\u00eancia da disposi\u00e7\u00e3o das amostras na caixa, essa confer\u00eancia garante que estejam na ordem correspondente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s manobras realizadas durante a perfura\u00e7\u00e3o. A troca da ordem das amostras pode ocasionar erros na estimativa do dep\u00f3sito mineral causando grandes preju\u00edzos ou mesmo inviabilizando-o.<\/p>\n<p>De acordo com Contreras, Khodadadzadeh&amp;Gloaguen (2020), ao realizar os registros dos testemunhos de sondagem podem ser identificados os intervalos de maior interesse. Os m\u00e9todos anal\u00edticos (que dependem das litologias e interesses econ\u00f4micos dos dep\u00f3sitos), incluem microscopia \u00f3tica, difra\u00e7\u00e3o de raios-X (XRD), Fluoresc\u00eancia de raios-X (XRF), An\u00e1lise por Microsc\u00f3pio Eletr\u00f4nico de Varredura (MEV), todos potencialmente integrados com o <em>Software Mineral Liberation Analysis<\/em> (MLA), entre outros.<\/p>\n<p>Segundo a Ficha de Procedimento Padr\u00e3o de Descri\u00e7\u00e3o Geol\u00f3gica de Testemunho de Sondagem da Fides Exploration, o testemunho \u00e9 descrito de acordo com os intervalos litol\u00f3gicos e de forma a represent\u00e1-los, com subdivis\u00f5es complementares baseadas na qualidade, estrutura, textura, inclina\u00e7\u00e3o da camada e magnetismo. O cabe\u00e7alho deve conter o nome do furo, a profundidade final, o nome do ge\u00f3logo respons\u00e1vel, a data, as coordenadas da posi\u00e7\u00e3o da boca do furo. As descri\u00e7\u00f5es podem se subdividir com base em suas caracter\u00edsticas qualitativas, texturais e estruturais. A Ficha deve ser preenchida manualmente, e posteriormente digitalizada para arquivamento no servidor. Al\u00e9m disso, \u00e9 realizado o preenchimento das planilhas eletr\u00f4nicas: <em>collar, survey e assay<\/em>, contendo um resumo com os intervalos descritos e suas litologias predominantes, altera\u00e7\u00e3o hidrotermal, estrutural, geoqu\u00edmica, entre outras informa\u00e7\u00f5es primordiais.<\/p>\n<p>A sistematiza\u00e7\u00e3o do processo descritivo dos testemunhos de sondagem tem como objetivo principal impedir anormalidades no percurso do trabalho, evitando que as descri\u00e7\u00f5es fiquem inconsistentes e consequentemente sejam arquivados de forma incorreta nos bancos de dados da empresa. Os ge\u00f3logos, respons\u00e1veis pelo projeto explorat\u00f3rio, devem assegurar a qualidade e consist\u00eancia das descri\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas com o intuito de registrar as descri\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises realizadas em um banco de dados. Em um procedimento normal de descri\u00e7\u00e3o em galp\u00e3o de sondagem, muito dados importantes e relevantes s\u00e3o extra\u00eddos, por isso o armazenamento dos mesmos torna-se muito importante para o projeto explorat\u00f3rio.<\/p>\n<h3><strong>Discuss\u00f5es e Conclus\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>Para a realiza\u00e7\u00e3o da etapa de ML s\u00e3o necess\u00e1rios aproximadamente 3000 metros de testemunho de sondagem em imagens, para que o algoritmo do <em>Software<\/em> reconhe\u00e7a os padr\u00f5es de descri\u00e7\u00e3o com maior efic\u00e1cia. Entretanto, foram obtidos para a pesquisa, apenas 73 metros de testemunhos de sondagem do furo PR-DH-004, devido o sigilo dos dados da Fides Exploration, que n\u00e3o pode ceder mais testemunhos, al\u00e9m da licen\u00e7a que n\u00e3o inclui o ML, estes dois fatores impossibilitaram a realiza\u00e7\u00e3o desta etapa.<\/p>\n<p>Sendo assim, foi realizado o reconhecimento por meio da captura de imagens geol\u00f3gicas, onde as fotografias dos testemunhos de sondagem foram inseridas no <em>Software<\/em> e realizou-se a descri\u00e7\u00e3o de litologia, fei\u00e7\u00f5es estruturais e inser\u00e7\u00e3o de dados geoqu\u00edmicos, visando associar a geoqu\u00edmica com as descri\u00e7\u00f5es realizadas. Na descri\u00e7\u00e3o estrutural foi poss\u00edvel identificar estruturas como: fraturas, v\u00eanulas e veios, que foram descritos em quase todo o furo, tendo algumas varia\u00e7\u00f5es, como o aumento de fraturas no diab\u00e1sio.<\/p>\n<p>Quando comparado a descri\u00e7\u00e3o por <em>Software<\/em> com a descri\u00e7\u00e3o realizada em galp\u00e3o de sondagem fica claro a facilidade e a seguran\u00e7a no armazenamento dos dados diretamente no<em> Software<\/em>. As duas t\u00e9cnicas podem otimizar o tempo gasto em descri\u00e7\u00f5es no galp\u00e3o de sondagem, e preservam os dados coletados e analisados de forma mais segura na nuvem.<\/p>\n<p>O <em>Software<\/em> permite a digitaliza\u00e7\u00e3o dos furos por meio de aquisi\u00e7\u00e3o de imagem, que al\u00e9m de arquivar as fotos em acervo digital, possui acesso \u00e1gil e visual dos dados inseridos e analisados, facilitando na organiza\u00e7\u00e3o dos dados.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s an\u00e1lise dos testemunhos e treinamento da nossa equipe, conclui-se que a descri\u00e7\u00e3o por meio de aquisi\u00e7\u00e3o de imagens oferecidos pela Imago permite otimizar o tempo gasto nessas atividades, al\u00e9m de permitir o armazenamento dos dados, facilitando o acesso e visualiza\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea das caixas de sondagem de cada projeto da empresa, sendo importante inclusive em casos de auditoria.<\/p>\n<p>O <em>Software<\/em> complementa a descri\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise qualitativa do ge\u00f3logo, trazendo maior agilidade nas descri\u00e7\u00f5es, seguran\u00e7a e f\u00e1cil acesso no banco de dados digital, armazenando e padronizando dados primordiais para o setor mineral, al\u00e9m de interligar os dados obtidos a outros programas utilizados na geologia. \u00c9 poss\u00edvel concluir ainda que as outras empresas: <em>Graiph<\/em> e DTM <em>Corescan<\/em> possuem uma tecnologia semelhante e at\u00e9 mesmo mais avan\u00e7ada, como por exemplo a rota\u00e7\u00e3o 360\u00b0 dos testemunhos de sondagem da Graiph, que permite visualizar as fei\u00e7\u00f5es com maior detalhe de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3><strong>Agradecimentos<\/strong><\/h3>\n<p>O nosso agradecimento ao nosso professor e orientador Ulisses Cyrino Penha e a coorientadora Gl\u00e1ucia Cuchierato, que nos auxiliaram, e apoiaram durante a elabora\u00e7\u00e3o deste artigo. Agradecemos tamb\u00e9m a Equipe da Imago: Federico Arboleda, Carlos David Valencia e Santiago Cuartas, pela licen\u00e7a cedida, al\u00e9m de todo o suporte e treinamento ofertado. Somos gratos, ainda, ao Alexandre Sousa da Fides Exploration por ter cedido gentilmente as imagens do furo de testemunho de sondagem, que foram fundamentais para o desenvolvimento do trabalho. Por fim, agradecemos tamb\u00e9m a todas as pessoas que contribu\u00edram de alguma forma para a realiza\u00e7\u00e3o deste trabalho.<\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1fic<\/strong><strong>as<\/strong><\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>ALVES, M.A., WANG, D.X., PINTO, V. M., BORGES, H.P., &amp; FONSECA, E.H., 2019. <strong>A classifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de minerais utilizando t\u00e9cnicas de aprendizado de m\u00e1quina<\/strong>. Engenharia no S\u00e9culo XXI. v. 13, cap. 20 &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o Editora Poisson \u2013 Belo Horizonte &#8211; MG.<\/p>\n<p>ANJOS G. 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Penha e co-orienta\u00e7\u00e3o da Ge\u00f3loga Gl\u00e1ucia Cuchierato.<\/p>\n<p>Contatos: <a href=\"mailto:cazassa.oliveira@gmail.com\">cazassa.oliveira@gmail.com<\/a> | <a href=\"mailto:dolcematheus@gmail.com\">dolcematheus@gmail.com<\/a> | <a href=\"mailto:rafaeltcferreira@hotmail.com\">rafaeltcferreira@hotmail.com<\/a> | <a href=\"mailto:glaucia@geoansata.com.br\">glaucia@geoansata.com.br<\/a> | <a href=\"mailto:ulisses.penha@gmail.com\">ulisses.penha@gmail.com<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da Tecnologia de captura de dados geol\u00f3gicos em testemunhos de sondagem: metodologia de software e Machine 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