{"id":13041,"date":"2018-06-06T18:31:55","date_gmt":"2018-06-06T18:31:55","guid":{"rendered":"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/?p=13041"},"modified":"2018-06-06T19:54:34","modified_gmt":"2018-06-06T19:54:34","slug":"sustentacao-de-escavacoes-subterraneas-civis-e-de-mineracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/sustentacao-de-escavacoes-subterraneas-civis-e-de-mineracao\/","title":{"rendered":"SUSTENTA\u00c7\u00c3O DE ESCAVA\u00c7\u00d5ES SUBTERR\u00c2NEAS CIVIS E DE MINERA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/topo-e1528302988248.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13042\" src=\"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/topo-e1528302988248.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"105\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n<p>As escava\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas s\u00e3o \u00e1rea de interface de atua\u00e7\u00e3o e estudo da Engenharia Civil, Engenharia de Minas e Geologia. Al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o da escava\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante verificar as quest\u00f5es de necessidade de suporte, revestimento, tratamento (refor\u00e7o) e monitoramento\/instrumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o do material sobre o qual se construir\u00e1 \u00e9 fundamental para orientar a constru\u00e7\u00e3o, as necessidades futuras de manuten\u00e7\u00e3o e riscos durante o uso. Existem diversos dispositivos de suporte (como arcos e ancoragens) ou revestimento de aberturas (como telas, concreto simples, concreto refor\u00e7ado), modos de prepara\u00e7\u00e3o desses elementos e resist\u00eancias intr\u00ednsecas que governar\u00e3o seu modo de atua\u00e7\u00e3o como estrutura de sustenta\u00e7\u00e3o da escava\u00e7\u00e3o. Os fatores de seguran\u00e7a diferem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fun\u00e7\u00e3o da escava\u00e7\u00e3o, de sua vida \u00fatil (por exemplo, no caso da minera\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>O trabalho traz essa vis\u00e3o geral do planejamento, execu\u00e7\u00e3o, dimensionamento da sustenta\u00e7\u00e3o, revestimento e monitoramento de escava\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas, dentro do uso sustent\u00e1vel do espa\u00e7o subterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Fa\u00e7a aqui o <a href=\"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/lavra-subterranea.pdf\">download<\/a> de uma vers\u00e3o resumida do artigo, publicada na edi\u00e7\u00e3o 73 da revista In The Mine<\/p>\n<p><strong>1.Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>T\u00faneis e outras escava\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas t\u00eam se tornado cada vez mais comuns e recomendados, pois permitem otimiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, tanto em \u00e1reas urbanas como para atravessar zonas montanhosas e, ainda, como acesso \u00e0 minera\u00e7\u00e3o e para extra\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio. Entretanto, as obras subterr\u00e2neas devem ser bem projetadas para que colapsos sejam evitados. Colapsos de estruturas e acidentes devem ser estudados para propiciar avan\u00e7o de m\u00e9todos construtivos e de sustenta\u00e7\u00e3o de escava\u00e7\u00f5es em engenharia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do suporte (com pilares ou as v\u00e1rias possibilidade de suportes artificiais), tamb\u00e9m \u00e9 importante verificar as quest\u00f5es de necessidade de tratamento, refor\u00e7o e o acompanhamento posterior (monitoramento\/instrumenta\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>S\u00e3o fatores determinantes na estabilidade de escava\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas em maci\u00e7os rochosos: propriedades e caracter\u00edsticas inerentes ao maci\u00e7o rochoso ao redor da escava\u00e7\u00e3o; tens\u00f5es (e for\u00e7as externas atuantes) in situ, que s\u00e3o fun\u00e7\u00f5es de sua profundidade e ambiente geol\u00f3gico; e as caracter\u00edsticas da escava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Existe uma dicotomia na execu\u00e7\u00e3o de t\u00faneis civis e minera\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea. A abertura de t\u00faneis pode ser vista como um desenvolvimento de face simples, que permanece com uso em longa dura\u00e7\u00e3o e, geralmente, com alto investimento de sustenta\u00e7\u00e3o (conten\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>J\u00e1 a minera\u00e7\u00e3o envolve m\u00faltiplas aberturas que se mant\u00eam por um per\u00edodo de tempo relativamente mais curto, em que o engenheiro de minas realiza a prote\u00e7\u00e3o durante a escava\u00e7\u00e3o e controla deforma\u00e7\u00f5es no maci\u00e7o rochoso.<\/p>\n<p>T\u00faneis est\u00e3o entre os mais antigos tipos de constru\u00e7\u00e3o do homem (o primeiro t\u00fanel foi constru\u00eddo h\u00e1 cerca de 4 mil anos), sendo considerados solu\u00e7\u00e3o para problemas espec\u00edficos mas, em fun\u00e7\u00e3o da complexidade, representam a \u00faltima alternativa, para Scabbia (2016). T\u00eam com caracter\u00edsticas a maior longevidade (superam 100 anos) e o menor impacto ambiental, encurtando dist\u00e2ncias.<\/p>\n<p>O t\u00fanel Laerdal, que liga Oslo e Bergen, na Noruega, \u00e9 o maior t\u00fanel rodovi\u00e1rio do mundo, com 25 km de extens\u00e3o. O t\u00fanel rodovi\u00e1rio com maior se\u00e7\u00e3o do mundo \u00e9 o Yerba Buena (EUA- 1936), que tem 24 m de largura e 17 m de altura. Entre t\u00faneis ferrovi\u00e1rios, destaca-se o Tunel\u00e3o &#8211; maior t\u00fanel do Brasil -, com 8,6 km extens\u00e3o e o segundo da Am\u00e9rica Latina, ligando Bom Jardim a Santa Rita de Jacutinga (MG).<\/p>\n<p>Em termos mundiais, S\u00e3o Gotardo (Su\u00ed\u00e7a) \u00e9 o maior t\u00fanel ferrovi\u00e1rio do planeta, com 57 km de extens\u00e3o, a 2,3 mil m de profundidade; conclu\u00eddo em 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3.Projeto de suportes de escava\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Os fatores de seguran\u00e7a (ou a abordagem de probabilidade de risco) em projetos diferem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fun\u00e7\u00e3o da escava\u00e7\u00e3o, de sua vida \u00fatil (principalmente no caso da minera\u00e7\u00e3o). As obras subterr\u00e2neas civis s\u00e3o projetos para uma exist\u00eancia superior a 100 anos. Para a extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios, a forma geom\u00e9trica da escava\u00e7\u00e3o geralmente n\u00e3o tem a simplicidade da de t\u00faneis, sendo muitas vezes de configura\u00e7\u00e3o irregular, exigindo v\u00e3os de dimens\u00e3o mais consider\u00e1vel.<\/p>\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o do material sobre o qual se construir\u00e1 (solo, rocha, material inconsolidado e presen\u00e7a de descontinuidades, \u00e1gua e sismicidade) \u00e9 fundamental para orientar a constru\u00e7\u00e3o, as necessidades futuras de manuten\u00e7\u00e3o e os riscos durante o uso.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como elaborar um m\u00e9todo de an\u00e1lise universal para a determina\u00e7\u00e3o de um projeto de suportes e avalia\u00e7\u00e3o de estabilidade de escava\u00e7\u00f5es, pois cada projeto \u00e9 espec\u00edfico.<\/p>\n<p>O projeto de suporte em minera\u00e7\u00e3o depende de custo, do m\u00e9todo de lavra e de fatores locais como: profundidade (tens\u00f5es), presen\u00e7a de \u00e1gua, escala e comportamento do maci\u00e7o rochoso (descontinuidades).<\/p>\n<p>As quest\u00f5es geol\u00f3gicas t\u00eam grande influ\u00eancia, portanto. Se deforma\u00e7\u00f5es do maci\u00e7o induzem ou n\u00e3o problemas de estabilidade, depende da raz\u00e3o entre a resist\u00eancia do maci\u00e7o e o n\u00edvel de tens\u00e3o in situ, principalmente em rocha branda. Nas estat\u00edsticas de eventos em t\u00faneis civis relacionados a esse fator tem-se um acidente (entre 23 ocorridos nos principais t\u00faneis; no Jap\u00e3o, em 1996), com escorregamento de encosta, queda de 50 mil t de material, com 20 mortos.<\/p>\n<p>Em minera\u00e7\u00e3o, costuma-se classificar as estruturas de sustenta\u00e7\u00e3o (conforme Silveira, 2005, adaptado por\u00a0 Silva, 2016) em: suportes descont\u00ednuos &#8211; esteios, arcos ou \u201ccambotas\u201d, quadros, pilares naturais ou artificiais, fogueiras e suportes hidr\u00e1ulicos automarchantes; suportes cont\u00ednuos ou revestimentos &#8211; telas, concreto projetado (shotcrete), straps e selantes (TSLs); refor\u00e7o ou tratamento do maci\u00e7o &#8211; ancoragens, inje\u00e7\u00f5es, congelamento de terreno e enfilagens.<\/p>\n<p>A norma NBR 12.722\/92 trata do projeto geot\u00e9cnico, que inclui a orienta\u00e7\u00e3o (an\u00e1lise, c\u00e1lculo, m\u00e9todos de execu\u00e7\u00e3o) de suportes naturais\/artificiais (como pilares, escoras e ancoragens). Os modos de prepara\u00e7\u00e3o desses elementos e resist\u00eancias intr\u00ednsecas governar\u00e3o o modo de atua\u00e7\u00e3o como estrutura de sustenta\u00e7\u00e3o da escava\u00e7\u00e3o. As normas ASTM s\u00e3o a refer\u00eancia mundial, inclusive com a terminologia nesse tema.<\/p>\n<p>Somente com novas concep\u00e7\u00f5es de t\u00e9cnicas de suporte e aparecimento do NATM (New Australian Tunnelling Method) \u00e9 que a engenharia de t\u00faneis pode evoluir para o atual patamar, mudando a concep\u00e7\u00e3o de suportes e criando materiais de suporte antes n\u00e3o utilizados, como o concreto projetado.<\/p>\n<p>Antes do NATM, o revestimento era feito por etapas, removendo o escoramento de madeira e usando alvenaria de pedras ou tijolos, chegando a ter at\u00e9 2 m de espessura. A quantidade de escoras de madeira que se utilizava nos casos mais dif\u00edceis era t\u00e3o grande que, \u00e0s vezes, um ter\u00e7o ou mais da se\u00e7\u00e3o escavada era ocupada. Tanto em obras civis como de minera\u00e7\u00e3o, a madeira foi perdendo espa\u00e7o para outros materiais.<\/p>\n<p>Com o NATM, em 1940, segundo Rabcewicz, entendeu-se que dificuldades e colapsos provinham da possibilidade, oferecida por todos os m\u00e9todos conhecidos, de permitir relaxamentos iniciais do maci\u00e7o e de deixar vazios entre os suportes e o terreno. O maci\u00e7o rochoso circundante passa \u201cde um elemento de carga a um elemento portante\u201d (Mascarenhas, 2014). Portanto, com o conceito do pr\u00f3prio maci\u00e7o contribuir com sua sustenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante muitos anos, as obras subterr\u00e2neas foram realizadas com base somente na experi\u00eancia pr\u00e1tica dos engenheiros, que definiam a metodologia construtiva a ser empregada e o sistema de suporte a ser adotado. E realizavam a previs\u00e3o do comportamento do maci\u00e7o durante a obra.<\/p>\n<p>O dimensionamento emp\u00edrico de tirantes, concreto projetado e cambotas \u00e9 realizado com aux\u00edlio das classifica\u00e7\u00f5es geomec\u00e2nicas como dos \u00edndices Q e RMR (Waltham, 1995 apud Oliveira e Brito, 1998).<\/p>\n<p>Com o passar do tempo e o desenvolvimento de outras \u00e1reas do conhecimento, o projeto de obras subterr\u00e2neas come\u00e7ou a usar a modelagem matem\u00e1tica para prever o comportamento do maci\u00e7o e tentar compreender com mais propriedade sua resposta frente a obras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4.Tipos de sustenta\u00e7\u00e3o ou escoramento em escava\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>As escava\u00e7\u00f5es podem necessitar de nenhum suporte artificial (autosuportante) ou de mais sistemas: concreto projetado (shotcrete), arcos (cambotas), tirantes, malhas de a\u00e7o, concreto refor\u00e7ado com fibras de a\u00e7o, enfilagens, inje\u00e7\u00f5es, etc. O campo das inje\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas tem se ampliado com novos produtos.<\/p>\n<p>O concreto projetado consiste em lan\u00e7ar o material sob alta press\u00e3o contra as paredes do t\u00fanel. O impacto do concreto contra a base promove sua compacta\u00e7\u00e3o, resultando em um revestimento de alta resist\u00eancia. A dosagem de cimento \u00e9 de 300 a 500 kg\/m\u00b3; geralmente com 60 a 100 mm, e a espessura da camada pode chegar a 150 mm. Conforme Campanh\u00e3 et al. (1998, citado por Mascarenhas, 2014), recomenda-se 20 a 50 mm de espessura de concreto, logo ap\u00f3s a escava\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o dos chocos (blocos soltos), antes da perfura\u00e7\u00e3o para instala\u00e7\u00e3o dos tirantes. Outra grande vantagem do concreto projetado, quando se incluem fibras de a\u00e7o, principalmente em rochas, \u00e9 permitir acompanhar irregularidades da superf\u00edcie escavada, mantendo a espessura especificada em projeto.<\/p>\n<p>A espessura de revestimento de alvenaria pode ser determinada por modelagem num\u00e9rica (Mirzamani et al., 2011) ou por f\u00f3rmulas envolvendo a dimens\u00e3o \u00fatil do po\u00e7o, o limite de resist\u00eancia \u00e0 compress\u00e3o da alvenaria e a press\u00e3o da rocha.<\/p>\n<p>O shotcrete tem sido largamente usado em obras civis e de minera\u00e7\u00e3o, no revestimento de t\u00faneis, po\u00e7os, galerias, reservat\u00f3rios e recupera\u00e7\u00e3o de estruturas de alvenaria, combinado com telas, ancoragens ou vigas treli\u00e7adas. \u00c9 dif\u00edcil aplic\u00e1-lo em rochas de baixa coes\u00e3o (algumas rochas sedimentares) e com afluxo de \u00e1gua. A mistura t\u00edpica \u00e9: 4 (agregados): 1 (cimento): 0,2 (fibras), segundo Hjalmarsson (2011). A proje\u00e7\u00e3o pode ser realizada por rob\u00f4.<\/p>\n<p>Arcos (ou cambotas) s\u00e3o elementos met\u00e1licos curvil\u00edneos instalados, via de regra, com plano normal ao eixo da escava\u00e7\u00e3o. S\u00e3o utilizados como fortifica\u00e7\u00e3o (conten\u00e7\u00e3o) passiva, sendo capazes de suportar ou sustentar o peso da rocha fraturada em volta da cavidade e\/ou as diversas tens\u00f5es exercidas pelo maci\u00e7o rochoso. Podem ser usados em associa\u00e7\u00e3o com concreto projetado e telas, o que permite maior seguran\u00e7a \u00e0 estabiliza\u00e7\u00e3o da zona de trabalho. A finalidade dos arcos \u00e9 suportar as cargas do terreno nas primeiras horas ap\u00f3s a escava\u00e7\u00e3o (CBPO\/Figueiredo Ferraz, 1994).<\/p>\n<p>S\u00e3o considerados suportes de alta deformabilidade, mas s\u00e3o caros, pesados e com pequena liga\u00e7\u00e3o com concreto, se for a op\u00e7\u00e3o de uso conjunto.<\/p>\n<p>Telas\u00a0 s\u00e3o dispositivos met\u00e1licos ou de poli\u00e9ster utilizados para suportar pequenos blocos de rocha solta ou como refor\u00e7o para a proje\u00e7\u00e3o de concreto, sendo pass\u00edveis de coloca\u00e7\u00e3o mecanizada por equipamentos de perfura\u00e7\u00e3o (Figura 1) e comumente associadas a ancoragens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13043\" src=\"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-1.jpg\" alt=\"\" width=\"571\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-1.jpg 571w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-1-300x147.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 571px) 100vw, 571px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 1 &#8211;\u00a0 Aplica\u00e7\u00e3o de tela em maci\u00e7o escavado, junto com ancoragens e camada de concreto projetado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ancoragens consistem da introdu\u00e7\u00e3o r\u00edgida (fixa\u00e7\u00e3o) de barra de a\u00e7o (tirante ou parafuso) ou flex\u00edvel (cabo, cordoalha), em furo(s) previamente executado(s) atrav\u00e9s das camadas adjacentes \u00e0 escava\u00e7\u00e3o, com o preenchimento ou n\u00e3o do espa\u00e7o anular entre a barra e a parede do furo com argamassa de cimento n\u00e3o retr\u00e1til ou com resina. Os tirantes podem ser de teto, soleira ou de parede.<\/p>\n<p>Constituem parafusos de ancoragem mec\u00e2nica (parafusos de atrito &#8211; friction bolts -, modelo split-set ou swellex, por exemplo) ou com argamassa (resina, cimento ou solu\u00e7\u00e3o expans\u00edvel). Os friction bolts s\u00e3o ainda de uso crescente em t\u00faneis (Akhvlediani et al., 2016; Xu, 2016). Conforme International Mining (2016), o T\u00fanel Laerdal, na Noruega, cont\u00e9m cerca de 200 mil parafusos de ancoragem, em 25 km. S\u00e3o tamb\u00e9m estruturas cada vez mais baratas, resistentes, de f\u00e1cil instala\u00e7\u00e3o, vers\u00e1teis e que apresentam redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea escavada (Silva et al., 1998).<\/p>\n<p>Enfilagens s\u00e3o exemplos de refor\u00e7o do maci\u00e7o, constitu\u00eddos de estacas compostas por tubos colocados no maci\u00e7o antes de executado o emboque da escava\u00e7\u00e3o e\/ou do avan\u00e7o da frente de trabalho, principalmente se o material \u00e9 menos consolidado. T\u00eam de 6 a 24 m de comprimento, sendo mais comuns aplica\u00e7\u00f5es de 9 a 12 m. Assim como as inje\u00e7\u00f5es e, de certo modo, as ancoragens, melhoram caracter\u00edsticas de resist\u00eancia, deformabilidade e\/ou impermeabilidade do maci\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>Monitoramento (Ground Control)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Assim como a escava\u00e7\u00e3o e a sustenta\u00e7\u00e3o, o acompanhamento, monitoramento ou instrumenta\u00e7\u00e3o do maci\u00e7o rochoso tem papel fundamental, pois permite medir o desenvolvimento das deforma\u00e7\u00f5es, o al\u00edvio das tens\u00f5es no maci\u00e7o, a intera\u00e7\u00e3o do suporte com o maci\u00e7o circundante e outros.<\/p>\n<p>As medi\u00e7\u00f5es (de converg\u00eancia, com extens\u00f4metros ou de n\u00edvel de \u00e1gua) alertam para a tomada de medidas preventivas e\/ou corretivas antes que as deforma\u00e7\u00f5es atinjam os valores-limite estabelecidos.<\/p>\n<p>As medi\u00e7\u00f5es de deforma\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais f\u00e1ceis e mais baratas. Provavelmente, o testes mais frequente seja o de converg\u00eancia, enquanto o m\u00e9todo mais antigo seja a medi\u00e7\u00e3o com extens\u00f4metros. J\u00e1 s\u00e3o utilizados em minera\u00e7\u00e3o c\u00e2meras em furos para auxiliar esse acompanhamento e sistemas de verifica\u00e7\u00e3o das cavidades instaladas em compara\u00e7\u00e3o com as projetadas.<\/p>\n<p>As medidas de converg\u00eancia consistem da instala\u00e7\u00e3o de pinos em pontos no piso, teto e paredes laterais da galeria, rampa ou t\u00fanel. Cada par de pinos, diametralmente opostos, constitui a base de medi\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o presentes em diversos tipos de empreendimentos de min\u00e9rios met\u00e1licos, carv\u00e3o, sal, etc.<\/p>\n<p>As medi\u00e7\u00f5es com extens\u00f4metros (Figura 2) determinam o deslocamento relativo entre um ponto no interior do maci\u00e7o e um ponto no per\u00edmetro escavado. H\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o de extens\u00f4metros simples ou m\u00faltiplos e, no geral, suas leituras s\u00e3o feitas semanalmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13044\" src=\"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-2.jpg\" alt=\"\" width=\"196\" height=\"187\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Figura 2 &#8211; Extens\u00f4metro na Mina Vazante (Souza, 2016).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong>Estudos de caso<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Entre os exemplos de trabalho nessa \u00e1rea est\u00e1 o desenvolvido no T\u00fanel 501 do Rodoanel de S\u00e3o Paulo. A partir de modelo matem\u00e1tico, Dias (2015) concluiu que o sistema de suporte projetado n\u00e3o era capaz de garantir sua estabilidade. Foram inclu\u00eddos os seguintes elementos de sustenta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria: 30 cm de espessura de concreto projetado, cambotas a cada 0,8 m e enfilagens de microestacas compostas por tubos com 12 m de comprimento (Figuras 3 e 4).<\/p>\n<p>J\u00e1 na mina de pot\u00e1ssio Taquari-Vassouras, da Mosaic, em Sergipe, a sustenta\u00e7\u00e3o das frentes de lavra \u00e9 realizada com o abandono de pilares constitu\u00eddos do pr\u00f3prio min\u00e9rio. O revestimento de galeria foi feito com concreto, com cerca de 1 m de espessura, dada a proximidade da frente de trabalho com um aqu\u00edfero e com a taquidrita (mineral higrosc\u00f3pico). Na Mina Vazante, de zinco, da Nexa Resources (ex-Votorantim Metais, em Minas Gerais, h\u00e1 cambotas constitu\u00eddas de 2 ou mais pe\u00e7as, montadas e aparafusadas no local da aplica\u00e7\u00e3o, com espa\u00e7amento de 1 m entre si (de 0,5 m a 1,5 m), em trechos de rocha muito alterada (Souza, 2016). Por sua vez, uma mina de carv\u00e3o na China (Gao et al., 2018), conta com quadros de a\u00e7o, com chap\u00e9us inclinados de 20\u00ba, parafusos de ancoragem espa\u00e7ados de 80 cm, com preenchimento do furo com resina e telas (e\/ou straps). O suporte secund\u00e1rio \u00e9 realizado com cabos de 3 m de comprimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13045\" src=\"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-3.jpg\" alt=\"\" width=\"442\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-3.jpg 442w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-3-300x229.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 442px) 100vw, 442px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 3 &#8211; Instala\u00e7\u00e3o de cambotas em galerias &#8211; T\u00fanel 501 &#8211; Rodoanel S\u00e3o Paulo (COPASA, 2014, citado por Dias, 2015)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13046\" src=\"https:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-4.jpg\" alt=\"\" width=\"435\" height=\"322\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-4.jpg 435w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Figura-4-300x222.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Figura 4 &#8211; Instala\u00e7\u00e3o de calotas &#8211; T\u00fanel 501 &#8211; Rodoanel S\u00e3o Paulo (COPASA, 2014, citado por Dias, 2015)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong>Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A lavra subterr\u00e2nea tem ganhado campo, com escava\u00e7\u00f5es mais profundas. Novos sistemas de transporte t\u00eam criado razo\u00e1vel demanda por escava\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas, particularmente de t\u00faneis, que viabilizem a implanta\u00e7\u00e3o dos projetos.<\/p>\n<p>Obras civis ou minas subterr\u00e2neas, para minimizar riscos \u00e0 seguran\u00e7a dos que transitam ou trabalhadores, danos aos equipamentos usados na obra\/produ\u00e7\u00e3o e dilui\u00e7\u00f5es no min\u00e9rio extra\u00eddo, geralmente, empregam algum tipo de suporte artificial, que visa a manter a estabilidade do maci\u00e7o em torno tanto das galerias de acesso, quanto das escava\u00e7\u00f5es onde ocorre a retirada do min\u00e9rio.<\/p>\n<p>Esses suportes s\u00e3o continuamente melhorados para possibilitar a resist\u00eancia e a deformabilidade, associadas \u00e0 fun\u00e7\u00e3o da escava\u00e7\u00e3o e vida \u00fatil no projeto, obra ou empreendimento.<\/p>\n<p>A lavra subterr\u00e2nea tende a ser a op\u00e7\u00e3o do futuro, com escava\u00e7\u00f5es a grandes profundidades e necessidade de sustenta\u00e7\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o das tens\u00f5es induzidas. O conhecimento da intera\u00e7\u00e3o maci\u00e7o-suporte \u00e9 fundamental para o projeto mais racional da escava\u00e7\u00e3o e da sustenta\u00e7\u00e3o ao longo de sua vida \u00fatil (finita para fins de minera\u00e7\u00e3o e considerada infinita em obras civis para transporte de pessoas).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>Akhvlediani, T.; Chikhradze, N.; Mataradze, E.; Bochorishvili, N. 2016. New type friction rock bolt: design and test results. 16th International Multidisciplinary Scientific GeoConference. Dispon\u00edvel em: sgem.org, acesso em 2017.<\/p>\n<p>Dias, P. V. S. An\u00e1lise por Modelagem Matem\u00e1tica do Colapso do T\u00fanel 501 Rodoanel M\u00e1rio Covas Norte em S\u00e3o Paulo. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso. UFOP. 2015.<\/p>\n<p>Hjalmarsson, E. H. 2011. Tunnel support, use of lattice girders in sedimentary rock, master&#8217;s thesis, University of Iceland, Reykjavik, Iceland.<\/p>\n<p>International Mining. 2016. Long life, low cost rock bolt monitor introduced at MINExpo, october\/2016. Dispon\u00edvel em: im-mining.com, acesso em 2017.<\/p>\n<p>Mascarenhas, A. M. Estudo de Caso: Escava\u00e7\u00e3o e Tratamento para Emboque de T\u00fanel em Rocha utilizando o M\u00e9todo NATM- Rio de Janeiro. Escola Polit\u00e9cnica. UFRJ. 2014.<\/p>\n<p>Oliveira, A. M. S.; Brito, S. N. A. Geologia de Engenharia. ABGE. 1998.<\/p>\n<p>Silva, J. M. Estabilidade de Escava\u00e7\u00f5es Subterr\u00e2neas- Suportes Descont\u00ednuos. DEMIN-EM-UFOP. 2016.<\/p>\n<p>Silva, J. M.; Terra, K. L. M.; Lima, C. A. 1998. Tend\u00eancias no Atirantamento Subterr\u00e2neo. Brasil Mineral, dezembro\/98.<\/p>\n<p>Souza, L. H. 2016. Dimensionamento dos Suportes em Escava\u00e7\u00f5es Subterr\u00e2neas em Rochas Muito Fraturadas em uma Mina de Zinco. Monografia de Gradua\u00e7\u00e3o. FINOM.<\/p>\n<p>Xu, M. R. 2016. Several questions during self drilling rock bolt support. Dispon\u00edvel em: mrxu.org, acesso em 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1rea de interface de atua\u00e7\u00e3o e estudo da Engenharia Civil, Engenharia de Minas e Geologia, \u00e9 importante verificar as quest\u00f5es de necessidade de suporte, revestimento, tratamento (refor\u00e7o) e monitoramento\/instrumenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[468],"tags":[2865,2864,2869,2868,2872,2861,2871,2604,795,2874,2870,321,2866,2873,943,2862,2867,2863],"class_list":["post-13041","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ultimas-noticias","tag-ancoragens","tag-arcos","tag-concreto-reforcado","tag-concreto-simples","tag-dimensionamento-da-sustentacao","tag-escavacoes-subterraneas","tag-execucao-de-escavacoes-subterraneas","tag-instrumentacao","tag-monitoramento","tag-monitoramento-de-escavacoes-subterraneas","tag-planejamento-de-escavacoes-subterraneas","tag-revestimento","tag-revestimento-de-aberturas","tag-revestimento-de-escavacoes-subterraneas","tag-suporte","tag-sustentacao-de-escavacoes-subterraneas","tag-telas","tag-tratamento-reforco"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - 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