{"id":11013,"date":"2017-05-03T20:25:19","date_gmt":"2017-05-03T20:25:19","guid":{"rendered":"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/?p=11013"},"modified":"2024-07-23T18:00:47","modified_gmt":"2024-07-23T21:00:47","slug":"um-economista-na-retomada-da-mineracao-caraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/um-economista-na-retomada-da-mineracao-caraiba\/","title":{"rendered":"UM ECONOMISTA NA RETOMADA DA MINERA\u00c7\u00c3O CARA\u00cdBA"},"content":{"rendered":"<p>Ele chegou \u00e0 Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba em 2013, como CFO, motivado com a miss\u00e3o de criar uma nova governan\u00e7a nos setores financeiro e de controle da companhia e participar de grandes projetos como os de cobre em Vermelhos (BA) e Boa Esperan\u00e7a (PA) e o de ouro, em Nova Xavantina (MT). Em apenas dois anos, o economista Eduardo De Come, paulista de Santo Andr\u00e9, via a empresa em uma situa\u00e7\u00e3o at\u00e9 confort\u00e1vel apesar da queda dos pre\u00e7os do cobre no \u00faltimo trimestre de 2015 e da recess\u00e3o econ\u00f4mica j\u00e1 avan\u00e7ado est\u00e1gio no Brasil. A reestrutura\u00e7\u00e3o financeira das d\u00edvidas junto aos credores havia sido conclu\u00edda e o Projeto Vermelhos, fundamental par o futuro da mineradora, fora iniciado.<\/p>\n<p>O ano de 2016 surgia, ent\u00e3o, com um novo horizonte. J\u00e1 em janeiro praticamente tornado invis\u00edvel pelo maior aguaceiro j\u00e1 desabado sobre a pequena cidade baiana de Jaguarari. Tanta \u00e1gua podia ser motivo de regozijo na aridez secular da regi\u00e3o. Para a Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba foi o dil\u00favio b\u00edblico. A cheia do rio que margeia a empresa rompeu um dique de prote\u00e7\u00e3o e transformou um po\u00e7o de ventila\u00e7\u00e3o em ralo gigante, com 3,5 m de di\u00e2metro. Salvos os funcion\u00e1rios, o saldo de quatro dias de chuva ininterrupta foi uma coluna de \u00e1gua de cerca de 200 m (400 mil m<sup>3<\/sup>) no interior da mina subterr\u00e2nea Morro do Pilar e 27 equipamentos submersos.<\/p>\n<p>Com a produ\u00e7\u00e3o limitada \u00e0 mina Sussuarana, a c\u00e9u aberto e de menor porte, o faturamento reduziu-se de R$ 35-40 milh\u00f5es para R$ 6-7 milh\u00f5es ao m\u00eas. Insuficiente para honrar o pagamento aos credores. Em junho, exaurido o min\u00e9rio, tamb\u00e9m essa mina parou. Somente em janeiro deste ano, praticamente um ano depois, a opera\u00e7\u00e3o de Morro do Pilar seria retomada. Em fevereiro, a primeira nota fiscal do per\u00edodo faturava a venda de quase 2 mil t de concentrado de cobre \u00e0 Paranapanema.<\/p>\n<p>Nesta entrevista exclusiva a <strong>In the Mine<\/strong>, De Come relata como a Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba se manteve de portas abertas, sem demitir nenhum dos 1.180 funcion\u00e1rios e sem disponibilidade de aumento de capital. A aquisi\u00e7\u00e3o pela canadense Eros Resources seria formalizada apenas em dezembro passado, ap\u00f3s o cancelamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial da empresa. Com ela, finalmente entra &#8220;dinheiro novo&#8221;, diz o economista: US$ 27 milh\u00f5es. O executivo fala, ainda, da estrat\u00e9gia e investimentos previstos para este ano e das perspectivas otimistas para o mercado de cobre. Sobre a experi\u00eancia, diz que foi &#8220;positiva e enriquecedora&#8221;. &#8220;Tendo o comprometimento dos funcion\u00e1rios, o apoio dos fornecedores e a confian\u00e7a de investidores que enxergam o potencial da empresa, sab\u00edamos que a solu\u00e7\u00e3o era apenas uma quest\u00e3o de tempo&#8221;. Quem acreditou, v\u00ea hoje que ele estava certo.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>O que levou a Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba a entrar com um pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial em fevereiro de 2016?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Na verdade, \u00e9 preciso lembrar que, no final de 2015, a Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba tinha uma situa\u00e7\u00e3o financeira boa, confort\u00e1vel mesmo se comparada a outras empresa \u00e0 \u00e9poca. Hav\u00edamos conclu\u00eddo a reestrutura\u00e7\u00e3o financeira da nossa d\u00edvida junto aos credores. T\u00ednhamos tamb\u00e9m come\u00e7ado o desenvolvimento do Projeto Vermelhos (BA), que \u00e9 muito importante para o futuro da mineradora e, como a maioria das empresas, est\u00e1vamos fazendo alguns ajustes na nossa estrutura de custos e revendo alguns investimentos em fun\u00e7\u00e3o da queda do pre\u00e7o do cobre verificada no \u00faltimo trimestre de 2015.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>O que mudou esse cen\u00e1rio?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Em janeiro de 2016, ocorreu uma chuva avaliada como a mais forte em muitos anos na regi\u00e3o. Ela n\u00e3o s\u00f3 derrubou quatro pontes como fez transbordar um rio que margeia as instala\u00e7\u00f5es da empresa, rompendo um dique de prote\u00e7\u00e3o. Por uma infeliz coincid\u00eancia, esse rompimento se deu exatamente em um local onde a empresa abria um po\u00e7o de ventila\u00e7\u00e3o, estrutura bastante comum em minas subterr\u00e2neas. Com um di\u00e2metro de 3,5 m, esse po\u00e7o acabou se tornando um ralo gigante para a \u00e1gua, inundando a mina subterr\u00e2nea. Nosso pessoal estava bem preparado e conseguimos resgatar os funcion\u00e1rios, incluindo um grupo que ficou retido por algumas horas aguardando melhores condi\u00e7\u00f5es de resgate. Mas, passada a chuva, a mina tinha uma coluna de \u00e1gua de cerca de 200 m (quase 400 mil m<sup>3<\/sup>) e nossa frota de equipamentos estava totalmente submersa.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>As opera\u00e7\u00f5es foram, ent\u00e3o, paralisadas&#8230;<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Sim e com essa interrup\u00e7\u00e3o abrupta, nossa produ\u00e7\u00e3o diminuiu cerca de 80% e o volume de vendas caiu de R$ 35 a R$ 40 milh\u00f5es para R$ 6 a R$ 7 milh\u00f5es por m\u00eas, que n\u00e3o seriam suficientes para honrar os compromissos que hav\u00edamos assumido, o que poderia levar a uma s\u00e9rie de execu\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas contra a empresa. Para evitar esse colapso, entramos com o pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial, ganhando tempo para buscar uma solu\u00e7\u00e3o para o problema.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>De onde vinha o faturamento restante?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Al\u00e9m da mina subterr\u00e2nea, que responde por 80% do min\u00e9rio que \u00e9 beneficiado em nossa planta, temos a mina de Sussuarana (BA), a c\u00e9u aberto e de menor porte, que continuou a produzir. No entanto, em junho de 2016, as reservas lavr\u00e1veis dessa mina se exaurem, requerendo novos recursos de investimento, que n\u00e3o t\u00ednhamos na \u00e9poca, para manter sua opera\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, ela tamb\u00e9m teve de ser interrompida e nosso faturamento caiu praticamente a zero.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Quais medidas foram adotadas nessa fase?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Adotamos uma solu\u00e7\u00e3o interna e uma externa. A solu\u00e7\u00e3o interna foi manter os servi\u00e7os essenciais tentando, com os recursos escassos que t\u00ednhamos, come\u00e7ar o processo de recupera\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o. Os funcion\u00e1rios que n\u00e3o tinham atividade foram colocados em casa, evitando riscos de acidentes e despesas com alimenta\u00e7\u00e3o e transporte. Entre os que ficaram, a maioria teve o turno de opera\u00e7\u00e3o alterado para o per\u00edodo das 7 \u00e0s 13 horas. Com isso, unificamos as linhas de transporte, eliminamos o vale-alimenta\u00e7\u00e3o e reduzimos o consumo de energia. Passamos, ainda, a transferir recursos financeiros de nossa mina de ouro, no Mato Grosso (MT), para a mina de cobre. At\u00e9 outubro de 2016, mantivemos o plano de sa\u00fade e todos os sal\u00e1rios em dia.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>E qual foi a solu\u00e7\u00e3o externa?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Precis\u00e1vamos de dinheiro novo para recuperar a opera\u00e7\u00e3o: bombear a \u00e1gua que estava na mina subterr\u00e2nea, retirar e consertar os equipamentos que estavam submersos e refor\u00e7ar as galerias danificadas. Como os acionistas da empresa n\u00e3o tinham disponibilidade de fazer esse aumento de capital, fomos buscar investidores no mercado e chegamos \u00e0 proposta mais interessante, sob o ponto de vista dos antigos acionistas e dos credores &#8211; principalmente os financeiros -, a da Eros Resources. Come\u00e7ou, ent\u00e3o, um processo mais detalhado e aprofundado para a aquisi\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Qual foi a dura\u00e7\u00e3o desse processo e o que foi feito?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Esse processo come\u00e7a entre abril e maio e se estende at\u00e9 o in\u00edcio de dezembro de 2016, quando conseguimos fechar um acordo com os acionistas, com os bancos e com o investidor. Houve negocia\u00e7\u00f5es com os acionistas para discutir a forma de transfer\u00eancia das a\u00e7\u00f5es, com os bancos para acordar o pagamento das d\u00edvidas e, tamb\u00e9m, com o pr\u00f3prio investidor, considerando as exig\u00eancias da due dilligence que iria avaliar a real situa\u00e7\u00e3o financeira e fiscal da empresa, passivos trabalhistas e condi\u00e7\u00f5es operacionais de retomar a opera\u00e7\u00e3o. Negociamos com os principais fornecedores o pagamento dos cr\u00e9ditos a receber e a desist\u00eancia de novos processos de execu\u00e7\u00e3o. Com isso, no in\u00edcio de dezembro t\u00ednhamos condi\u00e7\u00f5es de apresentar ao juiz nosso pedido de cancelamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial, que era uma condi\u00e7\u00e3o precedente para a entrada do investidor no neg\u00f3cio.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Quanto a Eros Resources investiu?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>A transfer\u00eancia das a\u00e7\u00f5es dos antigos acionistas para os novos foi feita por um valor simb\u00f3lico de US$ 1 e, numa primeira rodada, a Eros investiu US$ 27 milh\u00f5es na companhia. Existe um compromisso, junto aos bancos, de um novo aporte at\u00e9 o final de 2017, de US$ 33 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Qual foi o impacto da paralisa\u00e7\u00e3o na comunidade local?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>S\u00e3o v\u00e1rios impactos. Menos pessoas hospedadas no hotel, menor consumo de produtos e combust\u00edvel, etc. O funcion\u00e1rio afastado passa a evitar uma s\u00e9rie de gastos, antes normais. A Prefeitura da cidade deixa de receber o ISS (Imposto Sobre Servi\u00e7os) que pagamos sobre os servi\u00e7os de nossos prestadores. A CFEM (contribui\u00e7\u00e3o sobre a explora\u00e7\u00e3o mineral), que passa a n\u00e3o ser recolhida. Procuramos. de alguma forma, minimizar esses efeitos. Tivemos uma assistente social visitando funcion\u00e1rios e fornecedores em dificuldades. Chegamos a pagar contas de energia el\u00e9trica de alguns funcion\u00e1rios e distribu\u00edmos cestas b\u00e1sicas.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Como foi a retomada da opera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Foi gradual. Em dezembro de 2016, pagamos aos funcion\u00e1rios os sal\u00e1rios atrasados desde outubro e tamb\u00e9m o 13\u00ba sal\u00e1rio e come\u00e7amos a traz\u00ea-los de volta ao trabalho. Primeiro, os funcion\u00e1rios da mina a c\u00e9u aberto e, na sequ\u00eancia, os da mina subterr\u00e2nea. Em janeiro, voltam os funcion\u00e1rios da planta de beneficiamento e come\u00e7amos a produzir. Em 20\/02\/2017, emitimos nossa primeira nota fiscal de venda de concentrado de cobre para a Paranapanema. Faturamos cerca de 2 mil t de uma produ\u00e7\u00e3o total de 4,8 mil t nesse m\u00eas. Hoje, a opera\u00e7\u00e3o \u00e9 normal, de acordo com o n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o que imaginamos. Temos, ainda, uma limita\u00e7\u00e3o da planta de beneficiamento por conta da necessidade de novos alvos de explora\u00e7\u00e3o para aumentar a disponibilidade de min\u00e9rio. Mas podemos tranquilamente quase dobrar a nossa produ\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Quais s\u00e3o os planos da Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba hoje?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Nossa estrat\u00e9gia est\u00e1 baseada em tr\u00eas focos. O primeiro \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o plena dos 27 equipamentos da mina subterr\u00e2nea, o que nos dar\u00e1 maior efici\u00eancia operacional. Esse cronograma vai at\u00e9 06 de junho pr\u00f3ximo, inclusive porque os pr\u00f3prios fornecedores t\u00eam limita\u00e7\u00f5es de prazo devido \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as. O segundo foco \u00e9 o Projeto Vermelhos, que j\u00e1 est\u00e1 com 70 funcion\u00e1rios alocados e com uma empresa contratada para desenvolver a rampa principal de acesso \u00e0 mina. Nossa expectativa \u00e9 iniciar a produ\u00e7\u00e3o em 2019. Planejamos um investimento de R$ 210 milh\u00f5es par produzir numa primeira etapa, em 4 anos, cerca de 82 mil t de cobre. Com\u00a0 mais pesquisas durante o processo de lavra, devemos ampliar esse volume e a vida \u00fatil da mina.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>E o terceiro foco?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>\u00c9 a pesquisa geol\u00f3gica. J\u00e1 temos indica\u00e7\u00f5es de longa data, que est\u00e3o sendo confirmadas pela Eros agora, que a regi\u00e3o do Vale do Cura\u00e7\u00e1, onde ficam a planta de Morro do Pilar e os alvos de Sussuarana e Vermelhos, tem um potencial de desenvolvimento muito grande. Estamos investindo cerca de R$ 20 milh\u00f5es em pesquisas neste ano para descobrir novos alvos de min\u00e9rio e, dependendo dos resultados das sondagens iniciais, podemos ampliar esses recursos. Tamb\u00e9m estamos realizando novas pesquisas nas minas de Angico dos Dias e Surubim, que operamos at\u00e9 parte de 2015, para verificar se a continuidade de seu desenvolvimento \u00e9 vi\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>O projeto Boa Esperan\u00e7a, em Tucum\u00e3 (PA), tamb\u00e9m ser\u00e1 continuado?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Em Boa Esperan\u00e7a j\u00e1 avan\u00e7amos bastante nos \u00faltimos anos, adquirindo as terras necess\u00e1rias e realocando os superfici\u00e1rios. O projeto est\u00e1 pronto para ser desenvolvido, mas n\u00e3o integra essa primeira fase de investimentos.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>H\u00e1 outros investimentos previstos para este ano?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Temos planos de adquirir novos caminh\u00f5es, jumbos e carregadeiras, principalmente para renova\u00e7\u00e3o da frota visando a otimiza\u00e7\u00e3o de custos. Estamos quantificando essa necessidade e devemos aprovar a compra junto ao Conselho de Administra\u00e7\u00e3o ainda neste semestre.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>H\u00e1 uma expectativa positiva, ent\u00e3o, para o mercado de cobre?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Sim. Passamos momentos dif\u00edceis de queda de pre\u00e7os, que levaram empresas do setor a fecharem algumas opera\u00e7\u00f5es. Criou-se, ent\u00e3o, um ponto de equil\u00edbrio na oferta do produto, que influenciou positivamente os pre\u00e7os. Fora isso, a China, maior consumidor mundial de cobre hoje, \u00a0continua com um n\u00edvel de desenvolvimento muito grande. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou a retomada dos investimentos em infraestrutura, o que implica em consumo de cobre. Por fim, temos novas tecnologias como os carros el\u00e9tricos e a energia solar, entre outras, que tamb\u00e9m demandam cobre.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Como a Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba se insere nesse contexto?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>A Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba ainda tem um n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o t\u00edmido, tanto em escala nacional quanto mundial. Mas, para o estado da Bahia e o munic\u00edpio de Jaguarari teremos um papel extremamente importante j\u00e1 em 2017 e 2018. A partir de 2019, com a entrada do Projeto Vermelhos em opera\u00e7\u00e3o, entramos em um novo patamar, produzindo 17 mil tpa de cobre e passando a cerca de 50 mil tpa em 2020, o que nos tornar\u00e1 um player muito mais relevante.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>No geral, quais s\u00e3o os principais gargalos da minera\u00e7\u00e3o brasileira?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>H\u00e1 um grande gargalo no licenciamento, seja por restri\u00e7\u00f5es de regulamenta\u00e7\u00e3o ou por limita\u00e7\u00e3o de recursos dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis, no prazo de libera\u00e7\u00e3o das licen\u00e7as para as empresas. A minera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o agressiva ao meio ambiente e estamos totalmente de acordo que regras r\u00edgidas sejam criadas e obedecidas. Essa demora penaliza a minera\u00e7\u00e3o que vai onde o min\u00e9rio est\u00e1 e leva consigo um potencial muito grande de investimentos nessa regi\u00e3o, muitas vezes impr\u00f3pria a outras atividades econ\u00f4micas. No caso da Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba, s\u00e3o 12 mil pessoas, em Pilar e no entorno, que se beneficiam de nossa opera\u00e7\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o mineral tem, ainda, uma participa\u00e7\u00e3o importante na balan\u00e7a comercial do pa\u00eds. Tamb\u00e9m h\u00e1 indefini\u00e7\u00f5es que atrasam a quest\u00e3o regulat\u00f3ria, como a cria\u00e7\u00e3o de uma Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o. E, ainda, a quest\u00e3o da infraestrutura local, que acaba repassada pelo poder p\u00fablico \u00e0 mineradora e tamb\u00e9m atrasa a implanta\u00e7\u00e3o dos projetos.<\/p>\n<p><strong>ITM: <\/strong>Qual \u00e9 sua avalia\u00e7\u00e3o do projeto do novo C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>De Come: <\/strong>Eu tenho uma vis\u00e3o otimista. Acredito que ele v\u00e1 simplificar algumas etapas. Ainda que contenha algumas imperfei\u00e7\u00f5es, ter um novo c\u00f3digo ser\u00e1 sempre melhor do que a indefini\u00e7\u00e3o atual que vivemos. Depois, podemos ir aperfei\u00e7oando aos poucos.<\/p>\n<p><strong>Perfil:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nasceu em: <\/strong>Santo Andr\u00e9 (SP), em 27\/01\/1966<\/p>\n<p><strong>Mora em: <\/strong>S\u00e3o Bernardo do Campo (SP), onde ficam os setores financeiro e legal da empresa<\/p>\n<p><strong>Trajet\u00f3ria Acad\u00eamica: <\/strong>Economia pela Funda\u00e7\u00e3o Santo Andr\u00e9. Mestrado em Finan\u00e7as pela USP. MBA em Finan\u00e7as pela Universidade de Manchester<\/p>\n<p><strong>Trajet\u00f3ria Profissional: <\/strong>Analista, supervisor, gerente e controler da \u00e1rea financeira da Interlocadora (locadora de ve\u00edculos formada pela antiga Varig e Volkswagen). Gerente de Desenvolvimento de Neg\u00f3cios da Volkswagen. Diretor Financeiro e de Rela\u00e7\u00f5es com Investidores na DF Vasconcelos, fabricante de equipamentos hospitalares. Diretor Financeiro da Brasil Ecodiesel, atual Terra Santa Agro. CFO da Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba desde 2013<\/p>\n<p><strong>Fam\u00edlia: <\/strong>Casado h\u00e1 25 anos, dois filhos: o menino cursando Engenharia Mec\u00e2nica e a menina planejando cursar Engenharia Agr\u00f4noma<\/p>\n<p><strong>Hobby: <\/strong>T\u00eanis. N\u00e3o com muita frequ\u00eancia, ultimamente<\/p>\n<p><strong>Um &#8220;\u00eddolo&#8221;: <\/strong>Ayrton Senna<\/p>\n<p><strong>Maior realiza\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje: <\/strong>Ter participado e ajudado a Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba a se recuperar de uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o adversa<\/p>\n<p><strong>Maior decep\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje: <\/strong>Perder a Copa do Mundo de 1982<\/p>\n<p><strong>Uma defini\u00e7\u00e3o para a minera\u00e7\u00e3o: <\/strong>\u00c9 um setor fundamental para o desenvolvimento de qualquer economia. N\u00e3o visualizo o avan\u00e7o de um pa\u00eds sem o seu acesso a recursos minerais principalmente, caso do Brasil, quando esses recursos s\u00e3o pr\u00f3prios.<\/p>\n<p><strong>Um &#8220;conselho&#8221; a jovens economistas: <\/strong>Atualizar-se sempre: a economia trabalha com tend\u00eancias e expectativas e \u00e9 muito din\u00e2mica. Estudar muito para conhecer e dominar os fundamentos. N\u00e3o basta ler sites na Internet. Em terceiro lugar &#8211; e n\u00e3o s\u00f3 para economistas -, trabalhar com disciplina e persist\u00eancia. As coisas podem demorar, mas v\u00e3o acontecer. Acredito e vivenciei isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eduardo De Come, fala sobre a nova fase de reestrutura\u00e7\u00e3o e abertura para novos investimentos da Minera\u00e7\u00e3o Cara\u00edba <\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":25748,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[422,2229,2227,2205,2228],"class_list":["post-11013","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-personalidade","tag-cobre","tag-eduardo-de-come","tag-mina-sussuarana","tag-mineracao-caraiba","tag-morro-do-pilar"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>UM ECONOMISTA NA RETOMADA DA MINERA\u00c7\u00c3O CARA\u00cdBA - Revista In The Mine<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Eduardo De Come, fala 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