Resumo 16

O DEBATE


Marcos regulatórios: “A mineração é praticada em locais bem delimitados e, por isso, pode conviver com ambientes ecologicamente frágeis, desde que haja um adequado ordenamento territorial que respeite tanto a biodiversidade quanto a geodiversidade”
(Cláudio Scliar, geólogo e professor, é Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia - MME)

Competência ambiental: “O uso político dos órgãos ambientais gera distorções na conduta e aplicação das normas ambientais”
(Willian Freire, Advogado e professor-doutor em Direito Minerário)

Gestão de barragens de rejeitos: “Estruturas exigem monitoramento eterno dos empreendedores, já que sua responsabilidade nunca cessa” (Rinaldo Mancin, Diretor de Assuntos Ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM)

Relacionamento com stakeholders: “As empresas cada vez mais se preparam para o diálogo. Mas será a sociedade também está preparada para ele?”
(Nereide Mazzuchelli, socióloga e urbanista, com experiência na formulação de programas de desenvolvimento sustentável no Brasil e no exterior)


IDH em cidades mineiras: “Os indicadores de desempenho humano nos municípios pode ser atribuído à mineração e não a outros fatores?”
(Maria Amélia Enríquez é professora da Universidade da Amazônia e da UFPA e assessora da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformacão Mineral (SGM) do Ministério das Minas e Energia)

Diálogo com a espeleologia: “A comunidade espeleológica não é contrária à exploração mineral, desde que observados os princípios corretos de sustentabilidade ambiental e justiça social”
(Luiz Afonso Vaz de Figueiredo, vice-presidente da SBE – Sociedade Brasileira de Espeleologia)

Fechamento de mina: “Até 2012, a Holcim estará entregando para o ICMbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), áreas de duas minas já totalmente reintegradas à Floresta de Ipanema, no interior paulista”.
(Luiz Cláudio Bicalho Nepomuceno é engenheiro de minas e gerente corporativo de Mineração e Geologia da Holcim Brasil)


Lei no Anuário Brasileiro de Meio Ambiente em Mineração – Edição 22 da revista IN THE MINE





Anuário Brasileiro de Meio Ambiente em Mineração

AS FICHAS DA MINERAÇÃO

Por: Tébis Oliveira

Onde e como mineradoras brasileiras tem investido para cumprir sua agenda ambiental

Para definir os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável da mineração brasileira, partimos das três bases em que se apóia o princípio da sustentabilidade: econômica, ambiental e social. Na abordagem econômica, priorizamos dados de produção, principais produtos, unidades produtivas, método de lavra e certificações obtidas ou em processo de obtenção pelas mineradoras. O próximo anuário incluirá nesse campo a receita bruta e líquida e, para as companhias de capital aberto, o número de acionistas e suas quotas de remuneração.

A política ambiental é apresentada no campo “Dados Ambientais”, com o investimento anual feito pela empresa, provisão – em valores ou percentuais – para o fechamento de mina e estrutura funcional dedicada ao atendimento da área. Já as práticas ambientais são referidas no campo “IDS Ambientais”, através de parâmetros específicos da atividade mineraria, com seus respectivos quantitativos.

São eles: energia (consumo e fontes energéticas), água (consumo e reciclagem/reuso), emissões (gases e particulados), resíduos (volumes gerados, classificação e destinação), biodiversidade (áreas protegidas/conservadas, revegetação anual de áreas lavradas, monitoramento dos recursos hídricos, preservação de fauna, criação e manutenção de lagos artificiais e cinturões verdes, sistemas de despoeiramento instalados, produção anual do viveiro de mudas e acidentes ambientais).

No campo “IDS Sociais” foram destacadas as informações sobre mão-de-obra, diversidade e oportunidades e ações comunitárias. No IDS “Mão-de-Obra” estão incluídos os quantitativos totais de pessoal, contratações diretas, terceirizadas e estagiários, nível de escolaridade (percentual de formação superior, média e fundamental), treinamento e educação (investimento anual da empresa e média de horas de treinamento por empregado/ano) e saúde e segurança operacional (acidentes com e sem afastamento do trabalho e óbitos no período da apuração). No IDS “Diversidade e Oportunidades”, a qualificação e quantificação é referenciada pelo número de mulheres e afrodescentes contratados (total e daqueles que ocupam cargos de chefia), funcionários com mais de 45 anos e portadores de necessidades especiais. Já o IDS “Ações Comunitárias” especifica o investimento anual realizado pela mineradora e sua destinação.

Com as 23 fichas ambientais que compõem este anuário foram contempladas operações de minério de ferro, ouro, níquel, prata e cobre, esmeralda e pedra de gnaisse, carvão mineral, bauxita, alumina e alumínio, agregados para produção de cimento e concreto e para construção civil, caulim, cal, calcário calcítico, potássio, manganês, ferro-ligas, cobalto, nióbio, amianto crisotila e produtos fosfatados, além de uma operação de rebeneficiamento de depósitos de rejeitos carbonosos antigos. Os empreendimentos estão distribuídos nas cinco regiões do Brasil e os dados são baseados, em sua grande maioria, no exercício de 2008. As empresas que não tinham esses dados consolidados até o início de junho, optaram por 2007 como ano-base.

 

Confira na Edição 21 as fichas ambientais das seguintes mineradoras:

Anglo American Imerys
Anglo Ferrous Brazil Kinross
AngloGold Ashanti Lafarge
Belmont Mineração Curimbaba
Carbonífera Catarinense Mineração Lapa Vermelha
Carbonífera Criciúma MSOL
CSN MRN
Comin Sama
Ferrous Resources Samarco
Fosfértil Vale
Holcim Yamana


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