Do Scoping Study, passando pela Engenharia Conceitual, Básica e Detalhada, e chegando ao Comissionamento, Ramp Up e Project Completion, a trajetória das consultorias especializadas no desenvolvimento de projetos de novas minas é a de lidar mais com dificuldades do que facilidades. Entre elas predominam a de ordem legal – autorizações ambientais e minerais –, que permeiam todo o processo desde seu início, e as mercadológicas que, soberanas, determinam o avanço, recuo ou paralisação do projeto.
Essas condicionantes do dia-a-dia das empresas de engenharia ficam claras nas entrevistas que seus executivos e diretores técnicos a In The Mine.. São grandes limitadores, mas não são os únicos. Cada etapa do trabalho tem variantes próprias e de sua consideração eficiente e dinâmica depende o sucesso da etapa seguinte. Sem isso, será impossível planejar um empreendimento que não se limita à entrega física das obras civis ou à operação a plena carga da planta, mas deve ir - e vai - até a completa exaustão dos recursos e o fechamento da mina. Algo para mais de 20 anos, no mínimo.
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Paulo Eduardo Antunes Libânio, ex-diretor de alumínio e tecnologia e, depois, responsável pela área de metais básicos da Vale, ao sair da companhia em maio de 2008 procurava “algo diferente, mas não muito, do que sempre havia feito”. Acabou achando: é o gerente de business e negócios em desenvolvimento da Ausenco, grupo australiano com expressiva presença no Brasil através da PSI, Ausenco Minerals, Vector e Sandwell. Perguntado sobre como é estar “do outro lado da mesa”, lembra que isso até o atraiu de início, mas de pronto rebate: “O importante não é de qual lado da mesa estamos e sim que, sobre a mesa, exista um objetivo comum: fazer o projeto e fazê-lo bem feito”.
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No início de 2.009, os olhos de muitos brasileiros se voltaram para Rondônia.
Tanto tempo esquecido dos grandes centros, o antigo território parecia dar sinais de vida econômica, em plena crise financeira mundial. As obras de duas grandes hidrelétricas no rio Madeira, Santo Antonio e Jirau, as maiores em execução no País, passavam ao largo das incertezas, e mantinham cronogramas de execução em andamento, mobilizando investidores, projetistas, construtoras, equipamentos e fornecedores, além de autoridades públicas e órgãos ambientais.
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