Resumo 07


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EXPANSÃO


CBA CONSOLIDA LIDERANÇA NO ALUMÍNIO


A volta do engenheiro metalúrgico, Antônio Ermínio de Moraes, recém-formado nos EUA, em 1955, coincide com a inauguração da CBA-Companhia Brasileira de Alumínio, do Grupo Votorantim, na antiga Rodovalho (atual cidade de Alumínio), região de Sorocaba, a 75 km da capital paulista. Como, dizem, “coincidências não existem”, Ermírio seguiu seu destino. A fábrica havia sido dimensionada para produção de 4 mil t de alumínio primário (atingida já em 1957) e vem crescendo desde então 9,6% ao ano até atingir 475 mil toneladas, no último dia 30 de janeiro, quando foi inaugurada oficialmente a nova fase de expansão da fábrica – transformando-a na maior produtora de alumínio primário da América Latina e a maior planta integrada do mundo, com área construída de 700 mil m2.


LEIA entrevista na edição número 7 de INTHEMINE


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PERSONALIDADE


O “CAÇADOR DE ROCHAS”


Foi com essa personagem que o geólogo Cláudio Scliar participou de um projeto de iniciação à geologia do Centro de Desenvolvimento Infantil da UFMG, onde é professor titular. Ao ser apresentado aos alunos, no encerramento do programa, uma criança quis saber qual era a pedra mais preciosa do mundo. Ele respondeu: “É aquela de que mais gostamos, porque é muito especial para nós ou porque nos foi dada por alguém muito especial”. Era uma forma de dizer, explicou uma das professoras do centro, que todos podem ter a sua própria pedra preciosa. A linha de raciocínio é similar quando Scliar afirma que “existe um lugar ao sol para todos” na mineração, de mega-empresas aos garimpos. Os dois exemplos ilustram bem quem é o titular da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM), órgão do Ministério das Minas e Energia (MME). De um lado, o idealismo herdado do pai e do avô, “exemplos para me envolver nas lutas pela construção de uma sociedade melhor para todos”. De outro, a militância em movimentos sociais e partidários que, mesmo na condição de docente, jamais abandonou..


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PROJETO


O SALTO DE ONÇA PUMA


De topografia plana, com leves ondulações, não há grandes acidentes geográficos em Ourilândia do Norte, no Pará (PA), exceto por algumas serras, ao leste e ao sul. É exatamente de uma dessas serras ao leste – a da Onça, que se estende até São Félix do Xingu – e de outra, a do Puma, que fica na vizinha Parauapebas -, que a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) decidiu partir para sua nova meta – tornar-se, num horizonte bastante breve, a maior produtora de níquel do mundo. Outros projetos virão (há mais três só no Brasil e ainda os da Inco fora dele), mas Onça Puma será sempre o primeiro da Vale em níquel, como Sossego já foi em cobre e como foi há muito, muito tempo atrás, Cauê em minério de ferro.
O projeto conta com investimentos, recursos e reservas à altura do novo salto da Vale. São US$1,43 bilhão, 375 Mt de recursos em minérios saprolítico e limonítico nas duas áreas e 86,3 Mt em reservas, contendo 1,75% de níquel, consideradas somente as de minério de níquel saprolítico, que serão as beneficiadas numa primeira etapa, por rota pirometalúrgica convencional. A produção final da mina será de 2,54 Mtpa, partindo de 1,5 Mtpa no primeiro ano (novembro de 2009) e alcançando a capacidade nominal após 24 meses de operação em 2010.


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