Paulo Camillo Penna, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), empossado no final de maio deste ano, é um executivo ativo, com experiência em entidades de classe. Mineiro e versado na arte da política (sua posse tinha dois ministros de Estado e 23 parlamentares), Penna recebeu a InTheMine com o tradicional pão de queijo e muitas idéias para implementar ao longo de sua gestão. Esta “reedificação” do Ibram, segundo ele, pretende recuperar seus tempos áureos, quando o Instituto tinha uma grande importância e ultrapassar uma fase em que até sofremos um esvaziamento, em função de vários fatores. O objetivo é que Ibram ganhe musculatura para de fato desenvolver o seu papel, principalmente “desconstruir” a imagem ruim e predatória que a mineração erroneamente detém. “Nossa imagem continua desgastada, principalmente pelo avanço natural e maior visibilidade do setor mineral”.
No Projeto Terceira Pelotização da Samarco, com o perdão dos acionistas (BHP e CVRD), importa menos as 7,5 Mt de pelotas adicionais que a mineradora vai despejar no mercado transoceânico de minério de ferro. Os ganhos terão sido ainda maiores para o País, antes mesmo da conclusão da obra (em março de 2008) quando a segunda usina de concentração de Germano, em Mariana (MG), começar a bombear a polpa para a terceira usina de pelotização de Ponta do Ubu, em Anchieta (ES), através de um mineroduto de 398 km atravessando 25 municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo. A expansão da Samarco na verdade transforma-se numa alavanca de qualificação de pessoal e progresso para 25 municípios em dois estados. Estima-se que, até o final da obra, 8 mil pessoas terão passado pelos cursos de construção civil e montagem eletromecânica, ministrados nos dois pavilhões de ensino criados em Anchieta (ES) e Mariana (MG).
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Ela é Maria de Lourdes Fortes Álvares da Silva, engenheira de minas formada pela Escola de Minas de Ouro Preto, onde nasceu, com mestrado em processamento de minerais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi ela quem coordenou o projeto da planta de beneficiamento da mina de cobre de Sossego, no Pará, da CVRD (Cia.Vale do Rio Doce), desde a engenharia conceitual até seu comissionamento, entre o final de 2000 e o início de 2003. Maria de Lourdes também participou da implantação de Brucutu, também da Vale, em Minas Gerais, e gerencia a implantação das unidades de concentração, em Germano (MG) e de pelotização, em Ponta de Ubu (Espírito Santo), para a Samarco, com início de operação previsto para 2008.
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